As Melhores Oportunidades na B3 | QWERTYING – Análise 5ª Semana de Dezembro 2025

Caro leitor,

Desempenho da Carteira de Swing Trade — 29 a 30 de dezembro de 2025

QWERTYING | Leitura de Mercado

A análise semanal da QWERTYING aponta para um ambiente estruturalmente favorável no mercado, embora o curto prazo ainda demande disciplina e prudência tática. A recente desvalorização global do dólar impulsionou um influxo significativo de capital para mercados emergentes, com o Brasil se destacando. Essa movimentação é atribuída à expectativa de flexibilização monetária, aos desenvolvimentos no cenário eleitoral e a indícios de recalibragem na política econômica nacional.

Nesse contexto, o setor de tecnologia reafirmou sua posição como catalisador dos mercados, impulsionando os principais índices globais. O segmento foi beneficiado por indicadores que sugerem uma desaceleração gradual da inflação, apesar de alguns agentes manterem uma postura cautelosa, considerando possíveis distorções estatísticas decorrentes do prolongado shutdown e de lacunas na coleta de dados.

No universo dos semicondutores, a escassez de memória voltou a ser um tema central. A Micron, por exemplo, superou as expectativas do consenso em seus resultados e projeções, liderando o S&P 500 com uma valorização de quase 10% em um único pregão. Esse desempenho positivo reverberou por todo o setor, impulsionando empresas como Sandisk e Lam Research, o que reforça uma perspectiva estruturalmente otimista para o segmento no médio e longo prazo.

Brasil: fundamentos sólidos, sentimento cauteloso

No mercado doméstico, apesar de fundamentos relativamente favoráveis — incluindo a expectativa de cortes graduais da Selic em 2026, um crescimento do PIB ligeiramente acima das projeções e uma inflação controlada dentro da meta —, o sentimento do investidor permaneceu cauteloso. O cenário político turbulento, a antecipação do calendário eleitoral e as incertezas sobre o futuro ciclo de juros limitaram a tomada de risco, mesmo com sinais pontuais de melhora na confiança.

Setores mais sensíveis ao ciclo econômico, como construção civil, varejo e commodities, registraram quedas, com destaque negativo para ativos como RENT3, IRBR3 e GGBR3. Contudo, o Ibovespa avançou +0,33% no período, retornando à faixa dos 161 mil pontos, um movimento que se alinha ao cenário-base projetado semanas atrás para o fechamento do ano.

Desempenho da Carteira QWERTYING

Em um ambiente mais receptivo ao capital, a carteira QWERTYING acompanhou o movimento de correção do mercado. Registramos um desempenho de +1,46% no período, superando o benchmark. Este resultado reflete ajustes metodológicos pontuais, sem desviar da disciplina operacional que é o pilar da estratégia QWERTYING.

O Ibovespa encerrou o período com alta de +0,33%, consolidando o retorno à região dos 161 mil pontos, impulsionado pela melhora gradual da confiança de investidores institucionais e estrangeiros. Nosso modelo, focado em operações de curto prazo e análise tática de mercado, absorveu os efeitos do reajuste global. A volatilidade moderada e a seletividade dos fluxos reforçaram a importância do controle de risco, da leitura de preço e da execução disciplinada — pilares essenciais para a resiliência do nosso sistema.

Em síntese: o cenário permanece promissor e potencialmente favorável, mas exige vigilância. O mercado continua a recompensar a metodologia, a seletividade e a gestão ativa — características intrínsecas à abordagem QWERTYING.

Comportamento das Ações da Carteira

No curto período de 29 a 30 de dezembro, das cinco posições da carteira, quatro encerraram no campo positivo, refletindo o otimismo predominante no mercado:

  • AZZA3: +3,55%
  • PETR4: +1,84%
  • AXIA6: +1,15%
  • ITUB4: +0,51%

Apenas um ativo apresentou desempenho neutro:

  • INTB3: 0,00%

A diversificação demonstrou sua eficácia, permitindo que a carteira acompanhasse o viés positivo do mercado e resultasse em um fechamento de +1,46% no período.

Leitura QWERTYING: BRICS, Dólar e a Reconfiguração do Comércio Global

Os acordos comerciais entre o Brasil e os países do bloco BRICS permanecem no radar do mercado, principalmente devido ao seu potencial impacto no papel do dólar no comércio internacional. Este tema ganha ainda mais relevância em um contexto de crescentes tensões geopolíticas e questionamentos sobre a histórica dependência do sistema financeiro global em relação aos Estados Unidos.

Nesta semana, discussões lideradas por China e Rússia avançaram sobre a reformulação dos sistemas de liquidação internacional entre os países do bloco. A proposta central visa reduzir — ou até mesmo eliminar — a necessidade do dólar como moeda intermediária nas transações comerciais, abrindo caminho para pagamentos em moedas locais ou por meio de sistemas alternativos de compensação.

Na prática, este é um movimento de desancoragem parcial do dólar, que rompe um padrão consolidado por décadas. Essa estrutura sempre garantiu aos EUA uma posição dominante, tanto financeira quanto geopolítica, influenciando fluxos de capitais, taxas globais de juros e mecanismos de sanção econômica.

Para o Brasil, este debate é estratégico. A diversificação dos meios de pagamento pode resultar em custos cambiais menores, reduzir a exposição às flutuações do dólar e ampliar a autonomia nas relações comerciais. Contudo, o mercado observa com cautela: o dólar ainda é a principal âncora de valor, reserva de liquidez e referência de precificação dos ativos globais.

Em síntese: não se trata do “fim do dólar”, mas de uma transição gradual de equilíbrio. O processo será provavelmente lento, heterogêneo e repleto de ruídos, mas sinaliza claramente que o mundo caminha para um arranjo mais multipolar — inclusive no campo monetário —, e isso já está no radar dos investidores.

Desempenho no Ano — até 30 de dezembro de 2025

No acumulado de 2025, a carteira QWERTYING registra uma alta de +27,11%, um desempenho próximo ao do Ibovespa, que avançou +30,71% no mesmo período.

A diferença de aproximadamente 3,6 pontos percentuais abaixo do índice reflete episódios de volatilidade elevada e ajustes táticos realizados ao longo do ano, mantendo a estratégia dentro de uma zona saudável de coerência operacional.

Conclusão | QWERTYING

Reiteramos nosso compromisso em identificar as melhores oportunidades na B3, combinando:

  • Análise técnica rigorosa;
  • Leitura de fluxo;
  • Gestão disciplinada de risco;
  • Ajustes táticos bem executados.

Nossa estratégia permanece sólida para capturar valor à medida que o mercado reencontra seu equilíbrio. Manteremos atenção constante ao fluxo estrangeiro, à política monetária e aos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil, BRICS e Estados Unidos — vetores que atualmente são cruciais para a formação de preços e a próxima direção do mercado.

Demonstração Gráfica janeiro/25 a dezembro/25

Desempenho do Ibovespa e Global em 2025: Desafios e Oportunidades

Resumo do Mercado — até a última semana

QWERTYING | Mercados Internacionais

Fonte: The Wall Street Journal

QWERTYING | Leitura de Mercado — Semana 29/12/2025 a 02/01/2026

A última semana do ano e a abertura de 2026 mantiveram o pano de fundo construtivo nos mercados globais, ainda que com movimentos contidos e seletivos. Nos Estados Unidos, os índices acionários voltaram a renovar máximas históricas, sinalizando continuidade do apetite por risco. O S&P 500 avançou 0,3%, enquanto o Dow Jones subiu 0,6% (+289 pontos), em um pregão de alta moderada, porém consistente — típico de mercado confiante, mas atento aos próximos vetores macro.

No bloco das commodities, o destaque absoluto foi a prata, que voltou a marcar novo recorde histórico. Os contratos futuros avançaram 0,8%, atingindo US$ 71,03 por onça troy, acumulando impressionantes +145% no ano. O ouro passou por leve realização no curto prazo, mas segue com desempenho robusto em 2025, ainda sustentando alta acumulada superior a 70%, reforçando sua função de proteção e diversificação em portfólios mais conservadores.

No noticiário corporativo, a Nike liderou os ganhos do dia após a divulgação de que Tim Cook, CEO da Apple e membro do conselho da companhia, ampliou de forma relevante sua participação acionária. As ações saltaram 4,6%, movimento interpretado como voto de confiança no médio prazo, especialmente após um período de frustração com resultados abaixo do esperado. Documentos indicam um investimento próximo a US$ 2,9 milhões, praticamente dobrando sua posição pessoal.

Já no setor de energia, a BP anunciou a venda da participação majoritária de sua divisão de lubrificantes, a Castrol, como parte de sua estratégia de desinvestimentos. A gestora Stonepeak desembolsará US$ 6 bilhões por 65% do negócio. O mercado leu o movimento como ajuste estrutural de portfólio, com foco em desalavancagem e reforço da produção de petróleo e gás. As ações da BP recuaram 0,8% no pregão, refletindo ajustes táticos de curto prazo.

Leitura QWERTYING:

O início de 2026 preserva um viés positivo, sustentado por liquidez, realocação setorial e sinais de confiança corporativa. Ainda assim, o ritmo mais cadenciado das altas reforça a necessidade de disciplina, seletividade e gestão ativa de risco — cenário fértil para estratégias táticas bem calibradas.

Análise Detalhada | Cinco Ações com Potencial de Recuperação na B3

A equipe QWERTYING monitora 40 empresas da B3. Abaixo, cinco papéis que, apesar de longos ciclos de queda desde 2021, apresentam assimetria positiva para investidores de médio e longo prazo.

Arezzo & Grupo Soma (AZZA3):

Queda acumulada: –65% em 53 meses

Média mensal: –1,2%

Player consolidado no varejo de moda, com portfólio forte e exposição direta à retomada do consumo.

👉 QWERTYING: ativo em região de estresse prolongado, com potencial de recuperação cíclica. Compra para médio/longo prazo.

Cosan (CSAN3):

Queda acumulada: –73% em 60 meses

Média mensal: –1,2%

Holding com ativos estratégicos em energia, logística e infraestrutura.

👉 QWERTYING: fundamentos sólidos, preço deprimido e risco elevado — típico papel de turnaround.

Lojas Renner (LREN3):

Queda acumulada: –57% em 54 meses

Média mensal: –1,1%

Varejo de moda com marcas fortes e escala nacional.

👉 QWERTYING: penalizada pelo ciclo macro, mas com estrutura para reagir quando o consumo destravar.

Grupo SBF (SBFG3):

Queda acumulada: –51% em 60 meses

Média mensal: –0,9%

Caixa líquido em ambiente de juros altos é diferencial competitivo.

👉 QWERTYING: opcionalidade clara para retomada do varejo esportivo.

Coelce (COCE5):

Queda acumulada: –44% em 60 meses

Média mensal: –0,7%

Distribuidora resiliente, fluxo previsível e dividendos consistentes.

👉 QWERTYING: papel defensivo com renda + potencial de valorização.

A seguir – Ações com forte valorização — hora de revisar posição

Cinco ativos que entregaram retornos expressivos e entram no radar para realização parcial ou rebalanceamento:

ROXO34 (Nubank): +134% em 29 meses ou 4,6% mensal

MDNE3 (Moura Dubeux): +218% em 54 meses ou 4,0% mensal

IRBR3 (IRB Brasil Resseguros): +143% em 36 meses ou 4,0% mensal

PRIO3 (Petro Rio): +178% em 60 meses ou 3,0% mensal

SAPR11 (Sanepar): +158% em 54 meses ou 2,9% mensal

👉 QWERTYING: ganhos fortes pedem disciplina. Lucro não realizado não é lucro.

Operações “Swing Trade” Semanais.

ESCOLHAS “QWERTYING” – 30/12/25 – recomendações e oportunidades para comprar na sexta-feira (02/01) e vender na sexta-feira (09/01) “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo:
ATIVOSDataPreço de EntradaPreço AlvoPotencial de valorização
1RENT302/01/2643,7039,00-10,76%
2IRBR302/01/2653,6842,00-21,76%
3VALE302/01/2672,0166,00-8,35%
4GGBR402/01/2620,4427,0032,09%
5PRNR302/01/2615,9922,1038,21%

Conclusão | Leitura QWERTYING

O ambiente financeiro atual é dinâmico, mutável e pouco tolerante a improvisos. Nesse contexto, adaptabilidade contínua deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para geração de valor e controle de risco. Acompanhar tendências, entender novos instrumentos e ajustar estratégias não é opção — é parte do jogo.

É fundamental reforçar: desempenho passado não garante retorno futuro. A trajetória da carteira QWERTYING desde janeiro de 2021 reflete método e disciplina, mas os preços seguem sujeitos a múltiplos vetores — macroeconomia, política, geopolítica e eventos extraordinários — capazes de alterar o cenário de forma abrupta.

Investir em renda variável exige postura informada, critério técnico e disciplina operacional. O apoio de profissionais especializados contribui para alinhar decisões ao perfil de risco, ao horizonte de investimento e aos objetivos patrimoniais de cada investidor.

O momento atual oferece valuations seletivamente atrativos, sobretudo para quem pode trabalhar com horizonte de 12 a 24 meses. Ainda assim, o processo demanda paciência, monitoramento constante e disposição para ajustar posições sempre que a relação risco–retorno deixar de ser favorável.

Reiteramos: as informações aqui apresentadas têm caráter informativo, não configurando recomendação definitiva de investimento. O mercado envolve riscos inerentes, e decisões devem ser tomadas com consciência e preparo.

A volatilidade — parte estrutural dos mercados — reforça a importância da atualização permanente e da consulta a fontes confiáveis. Informação sem filtro gera ruído; informação com método gera decisão.

Participar da B3 ou de mercados internacionais implica riscos relevantes, mas também oportunidades expressivas. Em um ambiente complexo, prudência aliada ao conhecimento contínuo é o que separa estratégia de aposta.

👉 QWERTYING não promete atalhos. Entrega método, leitura e disciplina.Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”

Empresas brasileiras enfrentam ambiente desafiador, mas algumas mostram sinais de resiliência

Em meio a um cenário macroeconômico pressionado por juros elevados, consumo retraído e incertezas fiscais, diversas empresas brasileiras vêm ajustando suas estratégias para manter a competitividade. A equipe da QWERTYING acompanha de perto o desempenho de 40 companhias listadas na B3 e destaca, a seguir, duas que merecem atenção: uma pelo bom posicionamento estratégico e outra pelos riscos e oportunidades de turnaround.

Cosan (CSAN3):

A Cosan teve um início de ano difícil. Em fevereiro de 2025, reportou prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no trimestre, impactado por baixas contábeis de R$ 4,7 bilhões relacionadas ao investimento na Vale, além de uma provisão de R$ 2,9 bilhões para imposto de renda diferido. A alavancagem da companhia aumentou: a cobertura de juros caiu para 1,1x, abaixo do 1,2x observado no trimestre anterior — reflexo de menores fluxos de dividendos e aumento dos custos financeiros. Em março, as ações da Cosan eram negociadas a R$ 7,76, acumulando uma queda de 50,85% em 12 meses. Os múltiplos reforçam o momento delicado: P/L negativo de -1,54, P/VP de 0,37 e Dividend Yield de 5,81%. Apesar das dificuldades, analistas apontam que o preço descontado pode atrair investidores dispostos a apostar em uma recuperação de longo prazo. (Fonte: InfoMoney)

Arezzo & Grupo Soma (AZZA3):

O portfólio diversificado de marcas e a atuação em múltiplos segmentos de consumo — calçados, vestuário masculino e feminino, acessórios — permitem à AZZA3 atravessar o ambiente macroeconômico instável com potencial de valorização. Em termos de tendência, se espera uma recuperação de sobrevenda, mas nenhum fundo foi encontrado entrando no mercado durante a recuperação. O volume de capital não é suficiente para sustentar avanços contínuo no mercado. Há um certo grau de estagflação. A continuidade na entrega de bons resultados pode ser benéfica para seus investidores.

Equipe QWERTYING, 30 de dezembro de 2025

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