Caro leitor,
Desempenho da Carteira de Swing Trade — 02 a 09 de janeiro de 2026
QWERTYING | Leitura de Mercado
A semana com o principal ponto de inflexão para os mercados, com a divulgação do payroll americano e do IPCA de dezembro — os indicadores econômicos assumem papel-chave no ajuste fino das expectativas para a trajetória dos juros, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Se os números vierem em linha com o consenso, o cenário-base permanece intacto: pausa temporária no ciclo de cortes do Federal Reserve e início da flexibilização da Selic a partir de março.
O mercado, portanto, opera em modo de confirmação — sem necessidade, por ora, de reprecificar cenários mais extremos.
Em paralelo, investidores acompanham com atenção um vetor menos econômico e mais institucional: a possibilidade de um pronunciamento da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre a legalidade das tarifas comerciais implementadas por Donald Trump. O tema é relevante porque tarifas afetam diretamente preços, expectativas inflacionárias e, por consequência, a condução da política monetária.
👉 Leitura prática para o investidor:
Dados dentro do esperado mantêm o cenário construtivo e previsível.
Qualquer surpresa inflacionária ou decisão judicial com impacto tarifário pode elevar a volatilidade e alterar o balanço de riscos.
Atenção redobrada ao noticiário institucional americano, que hoje divide o protagonismo com os indicadores macro.
Brasil: fundamentos sólidos, sentimento cauteloso
No mercado doméstico, apesar de fundamentos relativamente favoráveis — incluindo a expectativa de cortes graduais da Selic em 2026, um crescimento do PIB ligeiramente acima das projeções e uma inflação controlada dentro da meta —, o sentimento do investidor permaneceu cauteloso. O cenário político turbulento, a antecipação do calendário eleitoral e as incertezas sobre o futuro ciclo de juros limitaram a tomada de risco, mesmo com sinais pontuais de melhora na confiança.
Setores mais sensíveis ao ciclo econômico, como construção civil, varejo e commodities, registraram quedas, com destaque negativo para ativos como RENT3, IRBR3 e GGBR3. Contudo, o Ibovespa avançou +0,33% no período, retornando à faixa dos 161 mil pontos, um movimento que se alinha ao cenário-base projetado semanas atrás para o fechamento do ano.
Desempenho da Carteira QWERTYING
Em um ambiente mais receptivo ao capital, a carteira QWERTYING acompanhou o movimento de correção do mercado. Registramos um desempenho de +0,25% no período, inferior ao benchmark. Este resultado reflete ajustes metodológicos pontuais, sem desviar da disciplina operacional que é o pilar da estratégia QWERTYING.
O Ibovespa encerrou o período com alta de +1,25%, consolidando o retorno à região dos 163 mil pontos, impulsionado pela melhora gradual da confiança de investidores institucionais e estrangeiros. Nosso modelo, focado em operações de curto prazo e análise tática de mercado, absorveu os efeitos do reajuste global. A volatilidade moderada e a seletividade dos fluxos reforçaram a importância do controle de risco, da leitura de preço e da execução disciplinada — pilares essenciais para a resiliência do nosso sistema.
Em síntese: o cenário permanece promissor e potencialmente favorável, mas exige vigilância. O mercado continua a recompensar a metodologia, a seletividade e a gestão ativa — características intrínsecas à abordagem QWERTYING.
Comportamento das Ações da Carteira
No curto período de 02 a 09 de janeiro26, das cinco posições da carteira, duas encerraram no campo positivo, refletindo o otimismo predominante no mercado:
- VALE3: +3,93%
- GGBR4: +3,08%
Apenas tres ativos apresentaram desempenho negativo:
- RENT3: -0,89%
- PRNR3: -1,44%
- IRBR3: -4,86%
A diversificação demonstrou sua resiliência, permitindo que a carteira acompanhasse o viés positivo do mercado e resultasse em um fechamento de +0,25% no período.
Leitura QWERTYING: BRICS, Dólar e a Reconfiguração do Comércio Global
Os acordos comerciais entre o Brasil e os países do bloco BRICS permanecem no radar do mercado, principalmente devido ao seu potencial impacto no papel do dólar no comércio internacional. Este tema ganha ainda mais relevância em um contexto de crescentes tensões geopolíticas e questionamentos sobre a histórica dependência do sistema financeiro global em relação aos Estados Unidos.
Nesta semana, discussões lideradas por China e Rússia avançaram sobre a reformulação dos sistemas de liquidação internacional entre os países do bloco. A proposta central visa reduzir — ou até mesmo eliminar — a necessidade do dólar como moeda intermediária nas transações comerciais, abrindo caminho para pagamentos em moedas locais ou por meio de sistemas alternativos de compensação.
Na prática, este é um movimento de desancoragem parcial do dólar, que rompe um padrão consolidado por décadas. Essa estrutura sempre garantiu aos EUA uma posição dominante, tanto financeira quanto geopolítica, influenciando fluxos de capitais, taxas globais de juros e mecanismos de sanção econômica.
Para o Brasil, este debate é estratégico. A diversificação dos meios de pagamento pode resultar em custos cambiais menores, reduzir a exposição às flutuações do dólar e ampliar a autonomia nas relações comerciais. Contudo, o mercado observa com cautela: o dólar ainda é a principal âncora de valor, reserva de liquidez e referência de precificação dos ativos globais.
Em síntese: não se trata do “fim do dólar”, mas de uma transição gradual de equilíbrio. O processo será provavelmente lento, heterogêneo e repleto de ruídos, mas sinaliza claramente que o mundo caminha para um arranjo mais multipolar — inclusive no campo monetário —, e isso já está no radar dos investidores.
Desempenho no Ano — até 09 de janeiro de 2026
No acumulado de 2025, a carteira QWERTYING registra uma alta de +0,25%, um desempenho abaixo ao do Ibovespa, que avançou +1,25% no mesmo período.
A diferença de aproximadamente 1,0 pontos percentuais abaixo do índice reflete episódios de volatilidade elevada e ajustes táticos realizados neste início do ano, mantendo a estratégia dentro de uma zona saudável de coerência operacional.
Conclusão | QWERTYING
Reiteramos nosso compromisso em identificar as melhores oportunidades na B3, combinando:
- Análise técnica rigorosa;
- Leitura de fluxo;
- Gestão disciplinada de risco;
- Ajustes táticos bem executados.
Nossa estratégia permanece sólida para capturar valor à medida que o mercado reencontra seu equilíbrio. Manteremos atenção constante ao fluxo estrangeiro, à política monetária e aos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil, BRICS e Estados Unidos — vetores que atualmente são cruciais para a formação de preços e a próxima direção do mercado.
Demonstração Gráfica 02 de 09 de janeiro/26

Desempenho do Ibovespa e Global em 2025: Desafios e Oportunidades
Resumo do Mercado — até a última semana
QWERTYING | Mercados Internacionais
Fonte: The Wall Street Journal
QWERTYING | Leitura de Mercado — Semana 02/01/26 a 09/01/2026
Leitura QWERTYING | Mercado & Economia Global
Fonte: Wall Street Journal (WSJ):
Os dados mais recentes do mercado de trabalho dos Estados Unidos confirmam um ritmo fraco de geração de empregos, reforçando a leitura de desaceleração gradual da economia. Esse cenário abre espaço para que o Federal Reserve mantenha os juros estáveis no curto prazo, reduzindo o risco de aperto financeiro global. No mercado acionário, o viés segue construtivo, com os principais índices americanos renovando máximas históricas, ainda que investidores aguardem definições importantes — como uma eventual decisão da Suprema Corte sobre as tarifas comerciais impostas por Donald Trump.
No ambiente corporativo, ganham destaque a corrida das big techs por segurança energética, com investimentos em energia nuclear, e a revisão estratégica de grandes montadoras diante da demanda mais fraca por veículos elétricos. Ao mesmo tempo, sinais de estresse financeiro no varejo de luxo indicam que nem mesmo segmentos de alta renda estão imunes ao custo elevado do crédito.
Paralelo com o Brasil:
Para o mercado brasileiro, o pano de fundo externo segue relativamente favorável. Um Fed em pausa ajuda a sustentar o fluxo para emergentes e dá margem para o Banco Central do Brasil conduzir a flexibilização monetária de forma gradual. Ainda assim, o desempenho do Ibovespa continuará condicionado à disciplina fiscal e à previsibilidade política doméstica — fatores que seguem sendo o principal filtro para uma tendência de alta mais consistente.
Análise Detalhada | Cinco Ações com Potencial de Recuperação na B3
A equipe QWERTYING monitora 40 empresas da B3. Abaixo, cinco papéis que, apesar de longos ciclos de queda desde 2022, apresentam assimetria positiva para investidores de médio e longo prazo.
Eletrobras (AXIA3):
Queda acumulada: –14% em 3 meses
Média mensal: –4,8%
No segmento de geração, 94% da capacidade total instalada, são de fontes hidrelétrica. É de longe a maior geradora de energia do país.
Arezzo & Grupo Soma (AZZA3):
Queda acumulada: –53% em 49 meses
Média mensal: –2,9%
Player consolidado no varejo de moda, com portfólio forte e exposição direta à retomada do consumo.
👉 QWERTYING: ativo em região de estresse prolongado, com potencial de recuperação cíclica. Compra para médio/longo prazo.
Cosan (CSAN3):
Queda acumulada: –76% em 49 meses
Média mensal: –1,6%
Holding com ativos estratégicos em energia, logística e infraestrutura.
👉 QWERTYING: fundamentos sólidos, preço deprimido e risco elevado — típico papel de turnaround.
Intelbras (INTB3):
Queda acumulada: –57% em 49 meses
Média mensal: –1,2%
A companhia quer voltar a figurar entre as empresas mais rentáveis da bolsa.
👉 QWERTYING: papel defensivo com renda + potencial de valorização.
IRB Brasil Resseguros (IRBR3):
Queda acumulada: –55% em 49 meses
Média mensal: –1,1%
Previdências e Seguros com fortes e escala nacional.
👉 QWERTYING: penalizada pelo ciclo macro, mas com estrutura para reagir quando o implantar a reforma administrativa.
A seguir – Ações com forte valorização — hora de revisar posição
Cinco ativos que entregaram retornos expressivos e entram no radar para realização parcial ou rebalanceamento:
MDNE3 (Moura Dubeux): +421% em 49 meses ou 8,6% mensal
CSMG3 (Copasa): +266% em 49 meses ou 5,4% mensal
DIRR3 (Direcional): +256% em 49 meses ou 5,2% mensal
BPAC11 (BTG Pactual): +177% em 49 meses ou 3,6% mensal
SAPR11 (Sanepar): +143% em 49 meses ou 2,9% mensal
👉 QWERTYING: ganhos fortes pedem disciplina. Lucro não realizado não é lucro.
Operações “Swing Trade” Semanais.
| ESCOLHAS “QWERTYING” – 09/01/26 – recomendações e oportunidades para comprar na sexta-feira (12/01) e vender na sexta-feira (16/01) “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo: | |||||
| ATIVOS | Data | Preço de Entrada | Preço Alvo | Potencial de valorização | |
| 1 | CYRE3 | 12/01/26 | 24,73 | 30,00 | 21,31% |
| 2 | SLCE3 | 12/01/26 | 14,57 | 18,60 | 27,66% |
| 3 | AZZA3 | 12/01/26 | 23,69 | 55,00 | 132,17% |
| 4 | EUCA4 | 12/01/26 | 18,05 | 13,00 | -27,98% |
| 5 | CSAN3 | 12/01/26 | 5,13 | 12,30 | 139,77% |
Conclusão | Leitura QWERTYING
O ambiente financeiro atual é dinâmico, mutável e pouco tolerante a improvisos. Nesse contexto, adaptabilidade contínua deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para geração de valor e controle de risco. Acompanhar tendências, entender novos instrumentos e ajustar estratégias não é opção — é parte do jogo.
É fundamental reforçar: desempenho passado não garante retorno futuro. A trajetória da carteira QWERTYING desde janeiro de 2021 reflete método e disciplina, mas os preços seguem sujeitos a múltiplos vetores — macroeconomia, política, geopolítica e eventos extraordinários — capazes de alterar o cenário de forma abrupta.
Investir em renda variável exige postura informada, critério técnico e disciplina operacional. O apoio de profissionais especializados contribui para alinhar decisões ao perfil de risco, ao horizonte de investimento e aos objetivos patrimoniais de cada investidor.
O momento atual oferece valuations seletivamente atrativos, sobretudo para quem pode trabalhar com horizonte de 12 a 24 meses. Ainda assim, o processo demanda paciência, monitoramento constante e disposição para ajustar posições sempre que a relação risco–retorno deixar de ser favorável.
Reiteramos: as informações aqui apresentadas têm caráter informativo, não configurando recomendação definitiva de investimento. O mercado envolve riscos inerentes, e decisões devem ser tomadas com consciência e preparo.
A volatilidade — parte estrutural dos mercados — reforça a importância da atualização permanente e da consulta a fontes confiáveis. Informação sem filtro gera ruído; informação com método gera decisão.
Participar da B3 ou de mercados internacionais implica riscos relevantes, mas também oportunidades expressivas. Em um ambiente complexo, prudência aliada ao conhecimento contínuo é o que separa estratégia de aposta.
👉 QWERTYING não promete atalhos. Entrega método, leitura e disciplina.Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”
Empresas brasileiras enfrentam ambiente desafiador, mas algumas mostram sinais de resiliência
Em meio a um cenário macroeconômico pressionado por juros elevados, consumo retraído e incertezas fiscais, diversas empresas brasileiras vêm ajustando suas estratégias para manter a competitividade. A equipe da QWERTYING acompanha de perto o desempenho de 40 companhias listadas na B3 e destaca, a seguir, duas que merecem atenção: uma pelo bom posicionamento estratégico e outra pelos riscos e oportunidades de turnaround.
Cosan (CSAN3):
A Cosan teve um início de ano difícil. Em fevereiro de 2025, reportou prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no trimestre, impactado por baixas contábeis de R$ 4,7 bilhões relacionadas ao investimento na Vale, além de uma provisão de R$ 2,9 bilhões para imposto de renda diferido. A alavancagem da companhia aumentou: a cobertura de juros caiu para 1,1x, abaixo do 1,2x observado no trimestre anterior — reflexo de menores fluxos de dividendos e aumento dos custos financeiros. Em março, as ações da Cosan eram negociadas a R$ 7,76, acumulando uma queda de 50,85% em 12 meses. Os múltiplos reforçam o momento delicado: P/L negativo de -1,54, P/VP de 0,37 e Dividend Yield de 5,81%. Apesar das dificuldades, analistas apontam que o preço descontado pode atrair investidores dispostos a apostar em uma recuperação de longo prazo. (Fonte: InfoMoney)
Arezzo & Grupo Soma (AZZA3):
O portfólio diversificado de marcas e a atuação em múltiplos segmentos de consumo — calçados, vestuário masculino e feminino, acessórios — permitem à AZZA3 atravessar o ambiente macroeconômico instável com potencial de valorização. Em termos de tendência, se espera uma recuperação de sobrevenda, mas nenhum fundo foi encontrado entrando no mercado durante a recuperação. O volume de capital não é suficiente para sustentar avanços contínuo no mercado. Há um certo grau de estagflação. A continuidade na entrega de bons resultados pode ser benéfica para seus investidores.
Equipe QWERTYING, 09 de janeiro de 2022



