As Melhores Oportunidades na B3 | QWERTYING – Edição da 3ª Semana de Janeiro de 2026

Caro leitor,

Desempenho da Carteira de Swing Trade — 19 a 23 de janeiro de 2026

Leitura QWERTYING | Radar Global

As novas ameaças tarifárias envolvendo a Groenlândia, levantadas por Donald Trump, reacenderam tensões comerciais e enfraqueceram o dólar no início da semana. Em resposta, ativos de proteção como ouro e prata renovaram máximas, enquanto as bolsas europeias recuaram, mais sensíveis ao risco comercial. Os futuros americanos também operaram em queda. A disputa sobre a legalidade das tarifas impostas a países exportadores para os Estados Unidos ganhou contornos jurídicos, com a Suprema Corte sendo chamada a arbitrar o impasse. O cenário ocorre em meio ao avanço da temporada de balanços no exterior, que ganha tração com a divulgação dos resultados da Netflix, enquanto o setor de software enfrenta pressão estrutural.

Na semana anterior, Wall Street já havia mostrado sinais de seletividade. O S&P 500 acumulou queda de 0,4%, apesar de leve alta na sexta-feira; o Dow Jones recuou 285 pontos (-0,6%) no último pregão, e o Nasdaq subiu 0,3%. A Intel liderou as perdas após projetar prejuízo no primeiro trimestre, derrubando suas ações em 17%. A Capital One também caiu quase 8% depois de anunciar a compra da fintech Brex por mais de US$ 5 bilhões, operação que gerou dúvidas sobre valuation e impacto financeiro. No campo macro, o ouro avançou 8,5% na semana e fechou em nova máxima histórica, enquanto o dólar perdeu força frente ao iene após o Banco do Japão manter os juros no nível mais alto em três décadas.

Para o Brasil, o ambiente externo afeta diretamente fluxo de capital, câmbio e percepção de risco. Um mercado global mais seletivo reduz o apetite por emergentes no curto prazo e favorece empresas com caixa sólido e baixa alavancagem no Ibovespa, especialmente ligadas a commodities e utilities. O dólar mais fraco pode beneficiar a renda fixa local e aliviar pressões inflacionárias via câmbio, mas uma eventual desaceleração mais intensa dos Estados Unidos traria efeitos ambíguos, sobretudo sobre commodities. Enquanto isso, o cenário doméstico segue pressionado pelo custo elevado dos alimentos, que pesa sobre a população de menor renda. Em um contexto de juros ainda altos, o custo de capital permanece determinante na precificação dos ativos brasileiros, especialmente para empresas alavancadas ou envolvidas em aquisições relevantes.

📌 Síntese QWERTYING Brasil:

O cenário externo sugere um ambiente de seletividade e transição. Para os ativos brasileiros, isso se traduz em:

• valorização de empresas com fundamentos sólidos e caixa forte;

• atenção redobrada ao câmbio;

• possível suporte à renda fixa local;

• fluxo estrangeiro mais tático e menos estrutural no curto prazo.

Se o dólar continuar enfraquecendo e o diferencial de juros favorecer emergentes, o Brasil pode voltar a atrair capital. Mas, se o ouro estiver sinalizando medo sistêmico maior, a volatilidade tende a permanecer elevada.

Desempenho da Carteira QWERTYING

O ambiente está mais receptivo ao capital, a carteira QWERTYING acompanhou o movimento de alta do mercado. Registramos um desempenho de +8,90% no período, em linha com o benchmark. Este resultado reflete ajustes semanais, metodológicos e pontuais, sem desviar da disciplina operacional que é o pilar da estratégia QWERTYING.

O Ibovespa encerrou o período com alta de +8,76%, consolidando em elevação à região dos 178 mil pontos, impulsionado pela melhora gradual da confiança de investidores institucionais e estrangeiros. Nosso modelo, focado em operações de curto prazo e análise tática de mercado, absorveu os efeitos do reajuste global. A volatilidade moderada e a seletividade dos fluxos reforçaram a importância do controle de risco, da leitura de preço e da execução disciplinada — pilares essenciais para a resiliência do nosso sistema.

Em síntese: o cenário permanece promissor e potencialmente favorável, mas exige vigilância. O mercado continua a recompensar a metodologia, a seletividade e a gestão ativa — características intrínsecas à abordagem QWERTYING.

Comportamento das Ações da Carteira

No curto período de 19 a 23 de janeiro26, das cinco posições da carteira, todas encerraram no campo positivo, refletindo o otimismo predominante no mercado:

  • SBSP3: +13,18%
  • DIRR3: +8,49%
  • INTB3: +8,36%
  • MDNE3: +7,60%
  • SMFT3: +6,19%

A diversificação demonstrou sua resiliência, permitindo que a carteira acompanhasse o viés positivo do mercado e resultasse em um fechamento de +8,90% no período.

🔍 Leitura QWERTYING | Juros e Dólar: o ano da diversificação silenciosa

A dinâmica dos juros globais segue como um dos principais vetores de realocação de capital em 2026 — e, paradoxalmente, juros altos nos Estados Unidos já não garantem, por si só, um dólar estruturalmente forte.

O ponto central não está mais no nível absoluto das taxas, mas na direção esperada da política monetária. Com o mercado convencido de que o ciclo de aperto do Federal Reserve ficou para trás, o dólar perde seu caráter exclusivo como ativo de rendimento elevado. A previsibilidade — e não o corte em si — reduz o prêmio marginal de permanecer concentrado em ativos dolarizados.

Nesse ambiente, ocorre um movimento clássico de mercado: rebalanceamento, não ruptura. Investidores globais passam a:

diversificar exposição cambial,

reativar estratégias de carry trade,

buscar retornos reais em economias onde o risco passou a ser mais bem precificado.

O custo de juros elevados por tempo prolongado também entra no radar. A desaceleração gradual da economia americana, o aperto nas condições de crédito e o risco de erro de política monetária enfraquecem a assimetria pró-dólar observada nos últimos anos.

Brasil no contexto

Do lado doméstico, a leitura é complementar. Com a Selic ainda em patamar elevado, mas já inserida em um ciclo claro de flexibilização, o Brasil volta a aparecer como destino marginal de fluxo — especialmente quando comparado a economias desenvolvidas com juros estáveis e crescimento mais fraco.

A combinação de:

juros reais positivos,

expectativa de continuidade do corte da Banco Central do Brasil,

e menor volatilidade externa, cria espaço para entrada seletiva de capital, favorecendo o real em janelas táticas, mesmo sem eliminar riscos fiscais ou políticos.

Desempenho no Ano — até 23 de janeiro de 2026

No acumulado de 2026, a carteira QWERTYING registra uma alta de +10,32%, um desempenho similar ao do Ibovespa, que avançou +10,68% no mesmo período.

A diferença de aproximadamente 0,4 pontos percentuais abaixo do índice reflete episódios de menor volatilidade e ajustes táticos realizados neste início do ano, mantendo a estratégia dentro de uma zona saudável de coerência operacional.

Conclusão | QWERTYING

Reiteramos nosso compromisso em identificar as melhores oportunidades na B3, combinando:

  • Análise técnica rigorosa;
  • Leitura de fluxo;
  • Gestão disciplinada de risco;
  • Ajustes táticos bem executados.

Nossa estratégia permanece sólida para capturar valor à medida que o mercado reencontra seu equilíbrio. Manteremos atenção constante ao fluxo estrangeiro, à política monetária e aos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil, BRICS e Estados Unidos — vetores que atualmente são cruciais para a formação de preços e a próxima direção do mercado.

Demonstração Gráfica 02 de 23 de janeiro/26

Análise Detalhada | Cinco Ações com Potencial de Recuperação na B3

A equipe QWERTYING monitora 40 empresas da B3. Abaixo, cinco papéis que, apesar de longos ciclos de queda desde 2022, apresentam assimetria positiva para investidores de médio e longo prazo.

Eletrobras (AXIA3):

Queda acumulada: –9% em 3 meses

Média mensal: –3,0%

No segmento de geração, 94% da capacidade total instalada, são de fontes hidrelétrica. É de longe a maior geradora de energia do país.

Arezzo & Grupo Soma (AZZA3):

Queda acumulada: –49% em 49 meses

Média mensal: –2,7%

Player consolidado no varejo de moda, com portfólio forte e exposição direta à retomada do consumo.

👉 QWERTYING: ativo em região de estresse prolongado, com potencial de recuperação cíclica. Compra para médio/longo prazo.

Cosan (CSAN3):

Queda acumulada: –73% em 49 meses

Média mensal: –1,5%

Holding com ativos estratégicos em energia, logística e infraestrutura.

👉 QWERTYING: fundamentos sólidos, preço deprimido e risco elevado — típico papel de turnaround.

I

ntelbras (INTB3):

Queda acumulada: –57% em 49 meses

Média mensal: –1,2%

A companhia quer voltar a figurar entre as empresas mais rentáveis da bolsa.

👉 QWERTYING: papel defensivo com renda + potencial de valorização.

IRB Brasil Resseguros (IRBR3):

Queda acumulada: –51% em 49 meses

Média mensal: –1,1%

Previdências e Seguros com fortes e escala nacional.

👉 QWERTYING: penalizada pelo ciclo macro, mas com estrutura para reagir quando o implantar a reforma administrativa.

A seguir – Ações com forte valorização — hora de revisar posição

Cinco ativos que entregaram retornos expressivos e entram no radar para realização parcial ou rebalanceamento:

Aura Minerals (AURA33): +724% em 49 meses ou 14,8% mensal

Moura Dubeux (MDNE3): +403% em 49 meses ou 8,2% mensal

Copasa (CSMG3): +303% em 49 meses ou 6,2% mensal

Direcional (DIRR3): +253% em 49 meses ou 5,2% mensal

Sabesp (SBSP3): +249% em 49 meses ou 5,1% mensal

👉 QWERTYING: ganhos fortes pedem disciplina. Lucro não realizado não é lucro. Não esqueça disso: “Camarão que dorme, a onda leva!”

Operações “Swing Trade” Semanais.

ESCOLHAS “QWERTYING” – 23/01/26 – recomendações e oportunidades para comprar na segunda-feira (26/01) e vender na sexta-feira (30/01) “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo:
ATIVOSDataPreço de EntradaPreço AlvoPotencial de valorização
1COCE526/01/2633,6030,00-10,71%
2CSAN326/01/265,6512,30117,70%
3INTB326/01/2611,5417,0047,31%
4IGTI1126/01/2627,7732,0015,23%
5MELI3426/01/2694,07126,0033,94%

Conclusão | Leitura QWERTYING

O ambiente financeiro atual é dinâmico, mutável e pouco tolerante a improvisos. Nesse contexto, adaptabilidade contínua deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para geração de valor e controle de risco. Acompanhar tendências, entender novos instrumentos e ajustar estratégias não é opção — é parte do jogo.

É fundamental reforçar: desempenho passado não garante retorno futuro. A trajetória da carteira QWERTYING desde janeiro de 2022 reflete método e disciplina, mas os preços seguem sujeitos a múltiplos vetores — macroeconomia, política, geopolítica e eventos extraordinários — capazes de alterar o cenário de forma abrupta.

Investir em renda variável exige postura informada, critério técnico e disciplina operacional. O apoio de profissionais especializados contribui para alinhar decisões ao perfil de risco, ao horizonte de investimento e aos objetivos patrimoniais de cada investidor.

O momento atual oferece valuations seletivamente atrativos, sobretudo para quem pode trabalhar com horizonte de 12 a 24 meses. Ainda assim, o processo demanda paciência, monitoramento constante e disposição para ajustar posições sempre que a relação risco–retorno deixar de ser favorável.

Reiteramos: as informações aqui apresentadas têm caráter informativo, não configurando recomendação definitiva de investimento. O mercado envolve riscos inerentes, e decisões devem ser tomadas com consciência e preparo.

A volatilidade — parte estrutural dos mercados — reforça a importância da atualização permanente e da consulta a fontes confiáveis. Informação sem filtro gera ruído; informação com método gera decisão.

Participar da B3 ou de mercados internacionais implica riscos relevantes, mas também oportunidades expressivas. Em um ambiente complexo, prudência aliada ao conhecimento contínuo é o que separa estratégia de aposta.

👉 QWERTYING não promete atalhos. Entrega método, leitura e disciplina.Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”

Empresas brasileiras enfrentam ambiente desafiador, mas algumas mostram sinais de resiliência

Em meio a um cenário macroeconômico pressionado por juros elevados, consumo retraído e incertezas fiscais, diversas empresas brasileiras vêm ajustando suas estratégias para manter a competitividade. A equipe da QWERTYING acompanha de perto o desempenho de 40 companhias listadas na B3 e destaca, a seguir, duas que merecem atenção: uma pelo bom posicionamento estratégico e outra pelos riscos e oportunidades de turnaround.

Cosan (CSAN3):

A Cosan teve um início de ano difícil. Em fevereiro de 2025, reportou prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no trimestre, impactado por baixas contábeis de R$ 4,7 bilhões relacionadas ao investimento na Vale, além de uma provisão de R$ 2,9 bilhões para imposto de renda diferido. A alavancagem da companhia aumentou: a cobertura de juros caiu para 1,1x, abaixo do 1,2x observado no trimestre anterior — reflexo de menores fluxos de dividendos e aumento dos custos financeiros. Em março, as ações da Cosan eram negociadas a R$ 7,76, acumulando uma queda de 50,85% em 12 meses. Os múltiplos reforçam o momento delicado: P/L negativo de -1,54, P/VP de 0,37 e Dividend Yield de 5,81%. Apesar das dificuldades, analistas apontam que o preço descontado pode atrair investidores dispostos a apostar em uma recuperação de longo prazo. (Fonte: InfoMoney)

Arezzo & Grupo Soma (AZZA3):

O portfólio diversificado de marcas e a atuação em múltiplos segmentos de consumo — calçados, vestuário masculino e feminino, acessórios — permitem à AZZA3 atravessar o ambiente macroeconômico instável com potencial de valorização. Em termos de tendência, se espera uma recuperação de sobrevenda, mas nenhum fundo foi encontrado entrando no mercado durante a recuperação. O volume de capital não é suficiente para sustentar avanços contínuo no mercado. Há um certo grau de estagflação. A continuidade na entrega de bons resultados pode ser benéfica para seus investidores.

Equipe QWERTYING, 23 de janeiro de 2026

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