Caro leitor,
Desempenho da Carteira de Swing Trade — 12 a 19 de dezembro de 2025
QWERTYING | Leitura de Mercado
A leitura QWERTYING da semana aponta para um cenário construtivo no pano de fundo, porém com cautela tática no curto prazo. O mercado global atravessou dias de maior ruído, especialmente em torno das perspectivas da economia americana. A tecnologia voltou a puxar os índices para cima, apoiada por dados que sugerem desaceleração inflacionária — ainda que economistas alertem para leituras incompletas, afetadas pelo prolongado shutdown e por lacunas estatísticas.
No setor de semicondutores, a escassez de memória voltou ao centro da narrativa. A Micron surpreendeu positivamente com resultados e projeções acima do consenso, liderando o S&P 500 com alta próxima de 10% em um único pregão. O movimento contaminou o setor, impulsionando também empresas como Sandisk e Lam Research, reforçando o viés estruturalmente positivo do segmento.
Brasil: fundamentos estáveis, humor frágil
No mercado doméstico, mesmo com:
expectativa de cortes graduais da Selic em 2026,
crescimento do PIB ligeiramente acima das projeções anteriores,
inflação comportada dentro da meta,
o humor do investidor seguiu defensivo. A combinação de ruído político, fatos eleitoreiros e desconfiança quanto ao fluxo de capital limitou a reação dos preços.
Setores mais sensíveis ao ciclo — construção civil, varejo e infraestrutura — lideraram as quedas, com destaque negativo para ativos como DIRR3, CYRE3, GMAT3, LREN3, INTB3 e CSAN3. O Ibovespa recuou –1,30% na semana, retornando à faixa dos 158 mil pontos, sinalizando um fechamento de ano menos otimista do que se projetava semanas atrás.
Desempenho da Carteira QWERTYING
Em um ambiente mais hostil à entrada de capital, a carteira acompanhou o movimento corretivo do mercado. O desempenho semanal foi de –2,84%, abaixo do benchmark, refletindo ajustes metodológicos pontuais, sem qualquer renúncia à disciplina operacional que sustenta a estratégia QWERTYING.
O Ibovespa encerrou a semana com queda de –1,30%, consolidando o retorno à região dos 158 mil pontos, em meio à retração do apetite tanto do investidor institucional quanto do estrangeiro.
Nosso modelo, focado em operações de curto prazo e leitura tática, sentiu o impacto da onda negativa global. Ainda assim, a volatilidade moderada e a seletividade dos fluxos reforçaram a importância do controle de risco, da leitura de preço e da execução disciplinada — pilares que preservam a resiliência do sistema.
Em síntese: o jogo segue aberto e potencialmente favorável, mas não é momento de descuido. O mercado premia método, seletividade e gestão ativa — exatamente o DNA da abordagem QWERTYING.
Comportamento das Ações da Carteira
Das cinco posições da semana, apenas uma encerrou no campo positivo, refletindo o tom defensivo do mercado:
SANB11: +1,50%
Ativos com desempenho negativo:
SBFG3: –0,08%
ITUB4: –0,13%
AZZA3: –2,28%
CYRE3: –10,42%
A diversificação não foi suficiente para neutralizar o viés negativo, resultando no fechamento semanal de –2,84%.
As tensões comerciais entre Brasil e EUA seguem no radar. A retirada de tarifas extras tende a pressionar o setor de alimentos por reprecificação, impactando margens e provocando acomodação nos preços das ações. Um exemplo claro foi SLCE3, que recuou –8,47% na semana.
Desempenho no Ano — até 19 de dezembro de 2025
No acumulado de 2025, a carteira QWERTYING registra +25,12%, desempenho próximo ao do Ibovespa, que avança +28,79% no período.
A diferença — cerca de 3,7 p.p. abaixo do índice — reflete episódios de volatilidade elevada e ajustes táticos ao longo do ano, mantendo, ainda assim, a estratégia dentro de uma zona saudável de coerência operacional.
Conclusão | QWERTYING
Seguimos comprometidos em identificar as melhores oportunidades da B3, combinando:
análise técnica rigorosa,
leitura de fluxo,
gestão disciplinada de risco,
ajustes táticos bem executados.
A estratégia permanece firme para capturar valor à medida que o mercado reencontra seu eixo.
Seguiremos atentos ao fluxo estrangeiro, à política monetária e aos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil e EUA — fatores que hoje estão no centro da formação de preços e da próxima perna direcional do mercado.
Demonstração Gráfica janeiro/25 a dezembro/25

Desempenho do Ibovespa e Global em 2025: Desafios e Oportunidades
Resumo do Mercado—Até a última semana
Resumo do Mercado — até a última semana
QWERTYING | Mercados Internacionais
Fonte: The Wall Street Journal
Leitura QWERTYING — Mercados em foco
Tecnologia reassume o volante.
As big techs voltaram a liderar o movimento de alta nos mercados globais. Com exceção da Apple, todas avançaram mais de 1%, sinalizando recomposição de posições e retomada seletiva do apetite ao risco. O reflexo foi direto nos índices: Nasdaq +1,4% e S&P 500 +0,8%.
👉 Leitura QWERTYING: o capital voltou para onde há visibilidade de crescimento e liquidez. Em ambiente incerto, tecnologia segue sendo o “porto preferencial”.
Inflação ajuda, mas ainda não resolve.
O CPI anual desacelerou para 2,7% em novembro, abaixo dos 3,0% de setembro. O dado, porém, veio com ressalvas importantes: atraso na divulgação e ruídos estatísticos causados pelo shutdown do governo americano.
👉 Tradução QWERTYING: o número ajuda o discurso de alívio monetário, mas não encerra a batalha contra a inflação. O Fed ganha argumento — não ganha conforto.
Memória vira o trade do dia.
O grande destaque positivo foi o segmento de semicondutores de memória. Resultados e guidance acima do esperado reacenderam o otimismo. A Micron liderou o S&P 500 com alta de 10%, puxando o setor junto. Sandisk e Lam Research também figuraram entre as maiores altas.
👉 Leitura QWERTYING: oferta apertada + preços firmes = vencedores táticos no curto prazo.
Hardware sofre com o outro lado da equação.
O custo maior da memória pressiona fabricantes de PCs, smartphones e consoles. Margens comprimidas, revisões negativas e reação imediata do mercado: HP e Dell –4%, Nintendo –2%.
👉 Mensagem clara: tecnologia não é bloco homogêneo. Rotação setorial importa.
Fusão nuclear entra no radar especulativo.
Trump Media & Technology disparou mais de 40% após anunciar fusão com a startup de fusão nuclear TAE Technologies. O plano prevê construção de uma usina de 50 MW já no próximo ano.
👉 Leitura QWERTYING: aqui o mercado precifica narrativa, opcionalidade e sonho de longo prazo — sem fundamentos imediatos.
Resumo QWERTYING da semana
Rotação dentro da tecnologia
Inflação ajudando o discurso, mas ainda sob cautela
Memória como vencedor tático
Hardware como perdedor relativo
Narrativas disruptivas seguem capturando capital, mesmo com alto risco
Análise Detalhada | Cinco Ações com Potencial de Recuperação na B3
A equipe QWERTYING monitora 40 empresas da B3. Abaixo, cinco papéis que, apesar de longos ciclos de queda desde 2021, apresentam assimetria positiva para investidores de médio e longo prazo.
Arezzo & Grupo Soma (AZZA3):
Queda acumulada: –66% em 53 meses
Média mensal: –1,3%
Player consolidado no varejo de moda, com portfólio forte e exposição direta à retomada do consumo.
👉 QWERTYING: ativo em região de estresse prolongado, com potencial de recuperação cíclica. Compra para médio/longo prazo.
Cosan (CSAN3):
Queda acumulada: –72% em 60 meses
Média mensal: –1,2%
Holding com ativos estratégicos em energia, logística e infraestrutura.
👉 QWERTYING: fundamentos sólidos, preço deprimido e risco elevado — típico papel de turnaround.
Lojas Renner (LREN3):
Queda acumulada: –57% em 54 meses
Média mensal: –1,1%
Varejo de moda com marcas fortes e escala nacional.
👉 QWERTYING: penalizada pelo ciclo macro, mas com estrutura para reagir quando o consumo destravar.
Grupo SBF (SBFG3):
Queda acumulada: –52% em 60 meses
Média mensal: –0,9%
Caixa líquido em ambiente de juros altos é diferencial competitivo.
👉 QWERTYING: opcionalidade clara para retomada do varejo esportivo.
Coelce (COCE5):
Queda acumulada: –47% em 60 meses
Dividend Yield 2024: 4,11%
Distribuidora resiliente, fluxo previsível e dividendos consistentes.
👉 QWERTYING: papel defensivo com renda + potencial de valorização.
A seguir – Ações com forte valorização — hora de revisar posição
Cinco ativos que entregaram retornos expressivos e entram no radar para realização parcial ou rebalanceamento:
ROXO34 (Nubank): +129% em 29 meses
IRBR3: +143% em 36 meses
MDNE3: +191% em 54 meses
SAPR11: +151% em 54 meses
PRIO3: +158% em 60 meses
👉 QWERTYING: ganhos fortes pedem disciplina. Lucro não realizado não é lucro.
Operações “Swing Trade” Semanais.
| ESCOLHAS “QWERTYING” – 19/12/25 – recomendações e oportunidades para comprar na segunda-feira e vender na sexta-feira “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo: | |||||
| ATIVOS | Data | Preço de Entrada | Preço Alvo | Potencial de valorização | |
| 1 | DIRR3 | 15/12/25 | 13,80 | 37,00 | 168,12% |
| 2 | INTB3 | 15/12/25 | 11,94 | 17,00 | 42,38% |
| 3 | CYRE3 | 15/12/25 | 29,66 | 30,00 | 1,15% |
| 4 | CSAN3 | 15/12/25 | 5,30 | 12,30 | 132,08% |
| 5 | SLCE3 | 15/12/25 | 16,00 | 18,60 | 16,25% |
Conclusão | Leitura QWERTYING
O ambiente financeiro atual é dinâmico, mutável e pouco tolerante a improvisos. Nesse contexto, adaptabilidade contínua deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para geração de valor e controle de risco. Acompanhar tendências, entender novos instrumentos e ajustar estratégias não é opção — é parte do jogo.
É fundamental reforçar: desempenho passado não garante retorno futuro. A trajetória da carteira QWERTYING desde janeiro de 2021 reflete método e disciplina, mas os preços seguem sujeitos a múltiplos vetores — macroeconomia, política, geopolítica e eventos extraordinários — capazes de alterar o cenário de forma abrupta.
Investir em renda variável exige postura informada, critério técnico e disciplina operacional. O apoio de profissionais especializados contribui para alinhar decisões ao perfil de risco, ao horizonte de investimento e aos objetivos patrimoniais de cada investidor.
O momento atual oferece valuations seletivamente atrativos, sobretudo para quem pode trabalhar com horizonte de 12 a 24 meses. Ainda assim, o processo demanda paciência, monitoramento constante e disposição para ajustar posições sempre que a relação risco–retorno deixar de ser favorável.
Reiteramos: as informações aqui apresentadas têm caráter informativo, não configurando recomendação definitiva de investimento. O mercado envolve riscos inerentes, e decisões devem ser tomadas com consciência e preparo.
A volatilidade — parte estrutural dos mercados — reforça a importância da atualização permanente e da consulta a fontes confiáveis. Informação sem filtro gera ruído; informação com método gera decisão.
Participar da B3 ou de mercados internacionais implica riscos relevantes, mas também oportunidades expressivas. Em um ambiente complexo, prudência aliada ao conhecimento contínuo é o que separa estratégia de aposta.
👉 QWERTYING não promete atalhos. Entrega método, leitura e disciplina.Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”
Empresas brasileiras enfrentam ambiente desafiador, mas algumas mostram sinais de resiliência
Em meio a um cenário macroeconômico pressionado por juros elevados, consumo retraído e incertezas fiscais, diversas empresas brasileiras vêm ajustando suas estratégias para manter a competitividade. A equipe da QWERTYING acompanha de perto o desempenho de 40 companhias listadas na B3 e destaca, a seguir, duas que merecem atenção: uma pelo bom posicionamento estratégico e outra pelos riscos e oportunidades de turnaround.
Cosan (CSAN3):
A Cosan teve um início de ano difícil. Em fevereiro de 2025, reportou prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no trimestre, impactado por baixas contábeis de R$ 4,7 bilhões relacionadas ao investimento na Vale, além de uma provisão de R$ 2,9 bilhões para imposto de renda diferido. A alavancagem da companhia aumentou: a cobertura de juros caiu para 1,1x, abaixo do 1,2x observado no trimestre anterior — reflexo de menores fluxos de dividendos e aumento dos custos financeiros. Em março, as ações da Cosan eram negociadas a R$ 7,76, acumulando uma queda de 50,85% em 12 meses. Os múltiplos reforçam o momento delicado: P/L negativo de -1,54, P/VP de 0,37 e Dividend Yield de 5,81%. Apesar das dificuldades, analistas apontam que o preço descontado pode atrair investidores dispostos a apostar em uma recuperação de longo prazo. (Fonte: InfoMoney)
Arezzo & Grupo Soma (AZZA3):
O portfólio diversificado de marcas e a atuação em múltiplos segmentos de consumo — calçados, vestuário masculino e feminino, acessórios — permitem à AZZA3 atravessar o ambiente macroeconômico instável com potencial de valorização. Em termos de tendência, se espera uma recuperação de sobrevenda, mas nenhum fundo foi encontrado entrando no mercado durante a recuperação. O volume de capital não é suficiente para sustentar avanços contínuo no mercado. Há um certo grau de estagflação. A continuidade na entrega de bons resultados pode ser benéfica para seus investidores.
Equipe QWERTYING, 19 de dezembro de 2025



