As ações da MELI34 registraram uma valorização de 5,28% na semana, gerando um excelente retorno.
Caro leitor,
📈 QWERTYING | Radar do Mercado — Semana de 30/03/26 a 02/04/26.
📊 QWERTYING | Versão dos Fatos — Choque Global e Transição Econômica
O mercado global opera sob uma combinação rara e poderosa: choque geopolítico, inflação persistente e transformação tecnológica. Esse ambiente mistura guerra, pressão de preços e avanço da inteligência artificial, criando um cenário de volatilidade seletiva — onde os movimentos não são lineares, mas dependem cada vez mais de contexto e narrativa.
No campo geopolítico, a escalada entre Estados Unidos e Irã eleva o risco de um conflito mais amplo. Declarações duras reforçam a percepção de que o mundo caminha para um ambiente mais fragmentado e instável, sem coordenação global clara. Esse pano de fundo sustenta a alta do petróleo, com o Brent avançando fortemente e se mantendo acima de US$ 100, mesmo com ruídos pontuais sobre possíveis negociações no Estreito de Ormuz. A leitura é direta: energia pressionada significa inflação mais resistente.
Ao mesmo tempo, a economia passa por uma transição estrutural relevante. O avanço da inteligência artificial já começa a impactar o mercado de trabalho, com aumento significativo nas demissões corporativas nos EUA. Ainda assim, os dados oficiais seguem resilientes, sugerindo que o ajuste é mais qualitativo (eficiência) do que um colapso econômico imediato.
Nos mercados, o comportamento reflete esse equilíbrio instável. Os índices como o S&P 500 e o Nasdaq Composite conseguiram sustentar leves altas e acumulam ganhos na semana, mostrando que ainda há suporte via liquidez e expectativas de crescimento. Por outro lado, ativos de proteção como o ouro recuam no curto prazo, pressionados pela perspectiva de juros mais altos por mais tempo — embora ainda mantenham tendência positiva.
No micro, o mercado reforça sua seletividade: a Tesla caiu forte após frustração em vendas, evidenciando que, mesmo em setores estruturais, execução e entrega seguem sendo determinantes.
👉 QWERTYING FINAL: o regime atual é claro — um mercado menos direcional e mais tático. Geopolítica sustenta o risco, petróleo alimenta a inflação, juros limitam múltiplos e a tecnologia redefine a economia. Para o investidor, isso se traduz em um ambiente de maior exigência: menos beta, mais seleção.
📊 QWERTYING | Versão dos Fatos — Impacto na Bolsa Brasileira
📅 Semana: 30/03/26 a 02/04/26
📊 QWERTYING | Versão dos Fatos — Bolsa em Compasso de Espera
O mercado doméstico segue em modo de transição, com a ata do Copom confirmando um cenário já amplamente precificado: postura neutra, com leve inclinação dovish, mas sem elementos novos capazes de alterar de forma relevante a direção dos ativos. A leitura predominante é de continuidade — o ciclo de cortes segue vivo, porém em ritmo gradual, o que garante suporte, mas ainda sem força suficiente para impulsionar uma tendência mais firme na bolsa.
Do lado dos juros, o corte de 0,25 p.p. reforça o processo de flexibilização monetária, contribuindo para o valuation das ações e oferecendo sustentação aos setores domésticos. Ainda assim, a velocidade reduzida limita o efeito prático no curto prazo. Em outras palavras, ajuda a evitar quedas mais acentuadas, mas não cria, por si só, um gatilho consistente de alta.
No campo da atividade e inflação, o cenário é de equilíbrio delicado. Há sinais de retomada econômica, o que protege parcialmente os lucros corporativos, mas a inflação ainda acima do ideal impede uma atuação mais agressiva do Banco Central. O resultado é um ambiente neutro para a bolsa, sem aceleração clara de crescimento que justifique reprecificação relevante dos ativos.
O principal vetor de curto prazo, no entanto, não está no Brasil. A elevação dos riscos geopolíticos no cenário global passa a dominar o comportamento dos mercados, impactando diretamente o câmbio, o fluxo estrangeiro e a volatilidade. Nesse contexto, a bolsa brasileira — historicamente sensível ao capital externo — tende a responder mais aos movimentos internacionais do que às sinalizações do Copom.
👉 QWERTYING FINAL: o cenário-base aponta para uma bolsa lateral, com oscilações frequentes e maior seletividade. Um alívio no ambiente externo pode destravar alta, especialmente em setores domésticos, enquanto uma deterioração global tende a pressionar os ativos via dólar e saída de fluxo. Em síntese, a ata não muda o jogo: juros ajudam, mas devagar — e o exterior segue como o verdadeiro definidor de rumo.
Comportamento das Ações da Carteira
No swing trade do período de 30/03/26 a 02/04/26, das cinco posições da carteira, todas encerraram no campo positivo, refletindo um cenário neutro ante aos acontecimentos geopolíticos, e que influenciam o mercado:
- MELI34: +5,28%
- ENEV3: +4,06%
- EQTL3: +3,63%
- DIRR3: +3,08%
- ROXO34: +2,07%
A diversificação estratégica, permitiu que a carteira acompanhasse o movimento do mercado e resultou em um lucro de +3,48% no período.
Desempenho no Ano — até 02 de abril de 2026
No acumulado de 2026, a carteira QWERTYING registra uma alta de +17,08%, um desempenho superior ao do Ibovespa, que avançou +15,97% no mesmo período.
A diferença de aproximadamente 1,11 pontos percentuais acima do índice reflete episódios de volatilidade e ajustes táticos realizados neste ano, mantendo a estratégia dentro de uma zona saudável de coerência operacional.
Conclusão | QWERTYING
Reiteramos nosso compromisso em identificar as melhores oportunidades na B3, combinando:
- Análise técnica rigorosa;
- Leitura de fluxo;
- Gestão disciplinada de risco;
- Ajustes táticos bem executados.
Nossa estratégia permanece sólida para capturar valor à medida que o mercado reencontra seu equilíbrio. Manteremos atenção constante ao fluxo estrangeiro, à política monetária e aos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil, BRICS e Estados Unidos — vetores que atualmente são cruciais para a formação de preços e a próxima direção do mercado.
Demonstração Gráfica Swing Trade janeiro26 a abril26

📊 QWERTYING | Análise Detalhada — 5 Ações com Potencial de Recuperação na B3
A equipe QWERTYING acompanha de forma contínua um universo de 40 empresas listadas na B3. Dentro desse radar, alguns ativos atravessaram longos ciclos de queda desde 2022 e hoje começam a apresentar assimetria positiva, cenário típico de oportunidades para investidores com visão de médio e longo prazo. A leitura não é de euforia, mas de possível recuperação cíclica em ativos descontados.
⚡ Cosan (CSAN3) — Turnaround de infraestrutura
📉 Queda acumulada: –75% em 52 meses
📊 Média mensal: –1,4%
Holding estratégica com presença em energia, logística e infraestrutura. A forte correção de preço elevou o risco, mas também ampliou o potencial de retorno caso o ciclo operacional volte a ganhar tração.
➡️ Leitura QWERTYING: fundamentos relevantes, preço deprimido e perfil típico de turnaround — ativo para investidores tolerantes à volatilidade.
🛡️ IRB Brasil Resseguros (IRBR3) — Reação depende do ciclo
📉 Queda acumulada: –52% em 52 meses
📊 Média mensal: –1,0%
Empresa de seguros e resseguros com escala nacional, ainda carregando os efeitos de ciclos macroeconômicos adversos.
➡️ Leitura QWERTYING: papel penalizado pelo ambiente macro, mas com estrutura para reagir caso o cenário econômico e institucional avance em reformas e estabilidade.
👟 Grupo SBF (SBFG3) — Sensível aos juros
📉 Queda acumulada: –41% em 52 meses
📊 Média mensal: –0,8%
Atuando no segmento esportivo, a companhia tende a se beneficiar de um ambiente de crédito mais barato e maior consumo doméstico.
➡️ Leitura QWERTYING: melhora potencial ligada à queda da Selic e à recuperação do consumo — ativo de ciclo econômico.
🏗️ Gerdau (GGBR4) — Base industrial sólida
📉 Queda acumulada: –28% em 52 meses
📊 Média mensal: –0,5%
Gigante do setor de metais e mineração, com forte presença em aço, construção e engenharia, além de escala internacional e base operacional robusta.
➡️ Leitura QWERTYING: empresa madura, exposta ao ciclo global de infraestrutura e commodities — perfil defensivo dentro do setor industrial.
🌾 Telefônica Brasil (VIVT3) — Telecomunicações
📉 Queda acumulada: –14% em 52 meses
📊 Média mensal: –0,3%
A Vivo demonstra margens fortes (EBITDA de ~41%) e liderança no segmento pós-pago, sendo vista como boa pagadora de dividendos.
➡️ Leitura QWERTYING: ativo em que vai crescer com vulnerabilidade de seus concorrentes no setor.
🔎 Síntese QWERTYING
Os cinco ativos compartilham um ponto comum:
➡️ longos ciclos de queda
➡️ preços descontados
➡️ potencial de recuperação condicionado ao ambiente macro
Não são papéis de curto prazo — são posições que exigem paciência, disciplina e gestão de risco.
📌 Conclusão QWERTYING
O mercado atual premia seletividade. Em ciclos de transição, ativos descontados podem oferecer assimetrias interessantes, desde que o investidor entenda que recuperação não é linha reta — é processo.
A seguir – Ações com forte valorização — hora de revisar posição
Cinco ativos que entregaram retornos expressivos e entram no radar para realização parcial de lucro ou rebalanceamento da carteira:
Aura Minerals (AURA33): +936% em 52 meses ou 18,0% mensal
Moura Dubeux (MDNE3): +534% em 52 meses ou 10,3% mensal
Copasa (CSMG3): +377% em 52 meses ou 7,3% mensal
Sabesp (SBSP3): +294% em 52 meses ou 5,7% mensal
Direcional (DIRR3): +242% em 52 meses ou 4,7% mensal
👉 QWERTYING: ganhos fortes pedem disciplina. Lucro não realizado não é lucro. Não esqueça disso: “Camarão que dorme, a onda leva!”
Operações “Swing Trade” Semanais.
| ESCOLHAS “QWERTYING” – 02/04/26 – recomendações e oportunidades para comprar na segunda-feira (06/04) e vender na sexta-feira (10/04) “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo: | |||||
| ATIVOS | Data | Preço de Entrada | Preço Alvo | Potencial de valorização | |
| 1 | PRIO3 | 06/04/26 | 67,77 | 64,00 | -5,56% |
| 2 | PETR4 | 06/04/26 | 48,15 | 47,00 | -2,39% |
| 3 | LLFT11 | 06/04/26 | 111,96 | 150,68 | 34,58% |
| 4 | BRBI11 | 06/04/26 | 19,41 | 26,00 | 33,95% |
| 5 | ROXO34 | 06/04/26 | 12,30 | 18,60 | 51,22% |
Conclusão | Leitura QWERTYING
O ambiente financeiro atual é dinâmico, mutável e pouco tolerante a improvisos. Nesse contexto, adaptabilidade contínua deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para geração de valor e controle de risco. Acompanhar tendências, entender novos instrumentos e ajustar estratégias não é opção — é parte do jogo.
É fundamental reforçar: desempenho passado não garante retorno futuro. A trajetória da carteira QWERTYING desde janeiro de 2022 reflete método e disciplina, mas os preços seguem sujeitos a múltiplos vetores — macroeconomia, política, geopolítica e eventos extraordinários — capazes de alterar o cenário de forma abrupta.
Investir em renda variável exige postura informada, critério técnico e disciplina operacional. O apoio de profissionais especializados contribui para alinhar decisões ao perfil de risco, ao horizonte de investimento e aos objetivos patrimoniais de cada investidor.
O momento atual oferece valuations seletivamente atrativos, sobretudo para quem pode trabalhar com horizonte de 12 a 24 meses. Ainda assim, o processo demanda paciência, monitoramento constante e disposição para ajustar posições sempre que a relação risco–retorno deixar de ser favorável.
Reiteramos: as informações aqui apresentadas têm caráter informativo, não configurando recomendação definitiva de investimento. O mercado envolve riscos inerentes, e decisões devem ser tomadas com consciência e preparo.
A volatilidade — parte estrutural dos mercados — reforça a importância da atualização permanente e da consulta a fontes confiáveis. Informação sem filtro gera ruído; informação com método gera decisão.
Participar da B3 ou de mercados internacionais implica riscos relevantes, mas também oportunidades expressivas. Em um ambiente complexo, prudência aliada ao conhecimento contínuo é o que separa estratégia de aposta.
👉 QWERTYING não promete atalhos. Entrega método, leitura e disciplina.Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”
Empresas brasileiras enfrentam ambiente desafiador, mas algumas mostram sinais de resiliência
Em meio a um cenário macroeconômico pressionado por juros elevados, consumo retraído e incertezas fiscais, diversas empresas brasileiras vêm ajustando suas estratégias para manter a competitividade. A equipe da QWERTYING acompanha de perto o desempenho de 40 companhias listadas na B3 e destaca, a seguir, duas que merecem atenção: uma pelo bom posicionamento estratégico e outra pelos riscos e oportunidades de turnaround.
Cosan (CSAN3):
A Cosan teve um início de ano difícil. Em fevereiro de 2025, reportou prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no trimestre, impactado por baixas contábeis de R$ 4,7 bilhões relacionadas ao investimento na Vale, além de uma provisão de R$ 2,9 bilhões para imposto de renda diferido. A alavancagem da companhia aumentou: a cobertura de juros caiu para 1,1x, abaixo do 1,2x observado no trimestre anterior — reflexo de menores fluxos de dividendos e aumento dos custos financeiros. Em março, as ações da Cosan eram negociadas a R$ 7,76, acumulando uma queda de 50,85% em 12 meses. Os múltiplos reforçam o momento delicado: P/L negativo de -1,54, P/VP de 0,37 e Dividend Yield de 5,81%. Apesar das dificuldades, analistas apontam que o preço descontado pode atrair investidores dispostos a apostar em uma recuperação de longo prazo. (Fonte: InfoMoney)
IRB Brasil RE (IRBR3)
O IRB Brasil RE é uma empresa especializada em resseguro. Em termos gerais, a empresa assume o compromisso de indenizar outras seguradoras por prejuízos que possam ocorrer em decorrência de suas apólices. Em troca recebe parte dos prêmios. O ressegurador ainda dispõe de um recurso chamado retrocessão, pelo qual repassa parte das responsabilidades que assumiu para outro ressegurador, com o objetivo de proteger seu patrimônio
Atuando com foco na América Latina, o IRB também está presente na Europa, África, Ásia, Oriente Médio e América do Norte. Suas linhas de negócios incluem setores como Riscos Aeronáuticos, Riscos de Engenharia, Óleo e Gás, Linhas Financeiras, entre outros.
Fundada como estatal em 1939, a empresa se chamava apenas Instituto de Resseguros do Brasil. Em 1996 tornou-se uma sociedade de economia mista e passou a se chamar IRB Brasil Resseguros S.A. Em 2007 o IRB perdeu o monopólio de mercado e em 2013 foi privatizado.
Equipe QWERTYING, 02 de abril de 2026



