As Melhores Oportunidades na B3 | QWERTYING – Edição da 2ª Semana de Fevereiro de 2026

Caro leitor,

📈 QWERTYING | Radar do Mercado — Semana de 09 a 13 de fevereiro de 2026

📍 Leitura personalizada sobre o impacto macro e micro no Brasil

🧠 Visão Geral — Mercado em modo “respiro cauteloso”

A semana nos principais mercados globais foi marcada por oscilação intensa e risco latente. Após dados de inflação dos EUA surpreenderem positivamente — abaixo do esperado –, houve um início de pregão otimista. Ainda assim, esse viés aliviado não sustentou o impulso, e os índices passaram a ceder terreno ao longo das sessões.

No conjunto da semana, os grandes índices americanos fecharam no vermelho:

S&P 500 recuou cerca de -1,4%

Nasdaq caiu mais de -2%

Dow Jones perdeu mais de -1%

📌 O que realmente mexeu com os mercados

1) Oscilação pós-inflação e risco técnico

O CPI (inflação ao consumidor) dos EUA veio mais fraco do que o esperado em janeiro, alimentando a esperança de cortes de juros no horizonte — o que é normalmente positivo para ativos de risco. Mas essa melhora não consolidou a confiança do mercado. A reação foi mais técnica do que estrutural, com investidores usando o dado para ajustar posições em vez de comprar fortemente.

Interpretação QWERTYING: clima de “esperança medida” significa que os investidores estão posicionando apostas olhando mais para dados internos das empresas e menos para macro puro.

2) Tema geopolítico e tarifário ainda no radar

A possibilidade de decisões da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas impostas pelo governo americano segue injetando incerteza nos preços de ativos globais — especialmente em setores que dependem de cadeias de importação. Alguns especialistas apontam que um veredito desfavorável às tarifas poderia liberar espaço para valorização das corporações atingidas, enquanto um choque protecionista maior pioraria o risco de inflação global.

3) Energia e commodities como ponto de atenção

Eventos nos mercados de petróleo e gás — incluindo decisões sobre investimentos em países como a Venezuela — ainda têm peso sobre commodities globais. Movimentos assim impactam custos energéticos e, por tabela, margens de setores industriais que operam no Brasil e no exterior.

4) Notícias corporativas com efeito reputacional

Renúncias de executivos em grandes instituições (como no caso de um alto executivo do Goldman Sachs) reforçam a atenção dos investidores à governança corporativa em escala global — um fator que também repercute em percepção de risco de ações brasileiras com operações internacionais.

💡 O que isso significa para o mercado de ativos no Brasil

A) Ibovespa pode sentir o reflexo de arrefecimento de apetite global

Quando os mercados de risk assets dos EUA caem ou travam, o Ibovespa tipicamente acompanha o movimento por meio de fluxo externo. Perdas sequenciais no S&P 500 e Nasdaq tendem a reduzir o interesse por risco emergente, inclusive Brasil.

B) Ações exportadoras e commodities brasileiras podem ganhar piso relativo

Com a atenção ainda voltada a energia e commodities, setores como minério de ferro, petróleo e agrícolas podem se comportar de forma resiliente — sobretudo se houver recuperação de preços externos ou descolamento dos ativos americanos em fraqueza.

C) Taxas, câmbio e juros locais ficam sob vigilância

Dados estruturais dos EUA com inflação em queda e eventual sinalização de corte de juros no futuro podem impactar o dólar global e pressionar o câmbio BRL/USD para baixo. Isso tem duas consequências diretas:

Pressão menor sobre os juros reais, o que favorece valuation de empresas de capital intenso e crédito;

Fluxo de capitais pode migrar para ativos brasileiros mais atrativos em renda variável, caso o risco global estabilize.

D) Setores sensíveis ao consumo e crédito podem sofrer mais

Dado o ambiente de incerteza e volatilidade, ativos ligados ao consumo doméstico e crédito — que são mais dependentes de apetite por risco — tendem a mostrar maior oscilação e, potencialmente, performance abaixo do mercado amplo.

🔎 Conclusão QWERTYING — Balanceamento fino, não euforia

O mercado global em 09 a 13 de fevereiro de 2026 mostrou que não basta um dado macro positivo para impulsionar ativos de risco de forma sustentável.

O investidor segue navegando entre:

Dados econômicos melhores que o esperado,

Riscos geopolíticos e tarifários em aberto,

Preocupações setoriais (tecnologia vs commodities),

Fluxos de capital buscando estabilidade.

No Brasil, isso se traduz em:

✔️ Maior sensibilidade do Ibovespa ao dólar e fluxo externo

✔️ Commodities com potencial de outperform se preço global firmar

✔️ Empresas domésticas com foco em mercado interno enfrentando volatilidade maior

📊 QWERTYING | Leitura Brasil — Início de 2026

O Brasil inicia 2026 em trajetória de pouso suave. Após um 2025 mais robusto (PIB entre 2,3% e 2,4%), as projeções convergem para crescimento entre 1,6% e 2,0%, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e da Confederação Nacional da Indústria. O freio vem da combinação de juros elevados por período prolongado, restrições fiscais e ruídos externos — com tarifas americanas ainda no radar. No campo fiscal, a âncora permanece tensionada: déficit de R$ 61,6 bilhões em 2025, dívida bruta em 78,7% do PIB (R$ 10 trilhões) segundo o Banco Central do Brasil, e projeção da Fitch Ratings de que o Brasil pode registrar o maior déficit da América Latina em 2026. A leitura do mercado é clara: sem ajuste estrutural consistente, o prêmio de risco segue elevado — e o câmbio responde. Na inflação, o IPCA acumula 4,5% em 12 meses (teto da meta), mas o consenso projeta 4,0% ao fim de 2026. A expectativa é de queda gradual da Selic, com taxa próxima de 11,8% no encerramento do ano — movimento condicionado à credibilidade fiscal. Setorialmente, tecnologia e dados mantêm protagonismo estrutural, enquanto varejo e construção, mais sensíveis aos juros, tendem a maior volatilidade; o agro segue como motor de produtividade. O sentimento predominante é de cautela construtiva: há consciência dos limites estruturais, da pressão da dívida e da necessidade de disciplina para reduzir o custo de capital. No campo popular, o custo de vida e os juros ainda pesam na percepção econômica. Em síntese, 2026 começa com crescimento moderado, inflação administrável e fiscal desafiador. O vetor-chave permanece sendo a equação credibilidade fiscal + trajetória da Selic. Se o ajuste avançar, o prêmio de risco pode comprimir; se falhar, câmbio e juros longos farão o ajuste. Brasil em transição — menos euforia, mais seletividade.

Desempenho da Carteira QWERTYING

O ambiente está mais receptivo ao capital, a carteira QWERTYING acompanhou o movimento de alta do mercado. Registramos um desempenho de +1,19% no período, em linha com o benchmark. Este resultado reflete ajustes semanais, metodológicos e pontuais, sem desviar da disciplina operacional que é o pilar da estratégia QWERTYING.

O Ibovespa encerrou o período com alta de +1,77%, consolidando em elevação à região dos 186 mil pontos, impulsionado pela melhora gradual da confiança de investidores institucionais e estrangeiros. Nosso modelo, focado em operações de curto prazo e análise tática de mercado, absorveu os efeitos do reajuste global. A volatilidade moderada e a seletividade dos fluxos reforçaram a importância do controle de risco, da leitura de preço e da execução disciplinada — pilares essenciais para a resiliência do nosso sistema.

Em síntese: o cenário permanece promissor e potencialmente favorável, mas exige vigilância. O mercado continua a recompensar a metodologia, a seletividade e a gestão ativa — características intrínsecas à abordagem QWERTYING.

Comportamento das Ações da Carteira

No curto período de 09 a 13 de fevereiro de 2026, das cinco posições da carteira, três encerraram no campo positivo, refletindo o otimismo predominante no mercado:

  • CSAN3: +6,41%
  • SLCE3: +2,32%
  • MELI34: +0,99%

Ao contrário dois ativos apresentaram desempenho negativo:

  • EUCA4: -0,94%
  • ROXO34: -3,16%

A diversificação demonstrou sua resiliência, permitindo que a carteira acompanhasse o viés positivo do mercado e resultasse em um lucro de +1,19% no período.

🔍 Leitura QWERTYING | Juros e Dólar: o ano da diversificação silenciosa

A dinâmica dos juros globais segue como um dos principais vetores de realocação de capital em 2026 — e, paradoxalmente, juros altos nos Estados Unidos já não garantem, por si só, um dólar estruturalmente forte.

📊 QWERTYING | Paralelo Brasil — Efeito Warsh

Com o mercado precificando um Fed menos dovish sob a possível liderança de Kevin Warsh no Federal Reserve, o impacto no Brasil tende a ser imediato: dólar mais forte lá fora pressiona o real, juros longos americanos em alta inclinam a curva local e a volatilidade das commodities afeta diretamente nomes ligados a mineração, siderurgia e papel e celulose. Nesse ambiente, o Banco Central do Brasil ganha menos margem para acelerar cortes da Selic, já que o diferencial de juros passa a ser peça-chave para sustentar fluxo estrangeiro. A queda recente de ouro e prata pode esfriar temporariamente empresas do setor metálico, mas um dólar estruturalmente firme tende a favorecer exportadoras. Leitura QWERTYING: cenário externo mais duro eleva o prêmio de risco doméstico, torna o ciclo de queda de juros mais gradual e impõe seletividade na Bolsa. Quando o Fed endurece o tom, o Brasil precisa entregar fiscal crível para proteger câmbio e curva.

Desempenho no Ano — até 13 de fevereiro de 2026

No acumulado de 2026, a carteira QWERTYING registra uma alta de +13,91%, um desempenho similar ao do Ibovespa, que avançou +14,74% no mesmo período.

A diferença de aproximadamente 0,83 pontos percentuais abaixo do índice reflete episódios de menor volatilidade e ajustes táticos realizados neste início do ano, mantendo a estratégia dentro de uma zona saudável de coerência operacional.

Conclusão | QWERTYING

Reiteramos nosso compromisso em identificar as melhores oportunidades na B3, combinando:

  • Análise técnica rigorosa;
  • Leitura de fluxo;
  • Gestão disciplinada de risco;
  • Ajustes táticos bem executados.

Nossa estratégia permanece sólida para capturar valor à medida que o mercado reencontra seu equilíbrio. Manteremos atenção constante ao fluxo estrangeiro, à política monetária e aos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil, BRICS e Estados Unidos — vetores que atualmente são cruciais para a formação de preços e a próxima direção do mercado.

Demonstração Gráfica janeiro26 a Fevereiro26

Análise Detalhada | Cinco Ações com Potencial de Recuperação na B3

A equipe QWERTYING monitora 40 empresas da B3. Abaixo, cinco papéis que, apesar de longos ciclos de queda desde 2022, apresentam assimetria positiva para investidores de médio e longo prazo.

Cosan (CSAN3):

Queda acumulada: –71% em 50 meses

Média mensal: –1,4%

Holding com ativos estratégicos em energia, logística e infraestrutura.

👉 QWERTYING: fundamentos sólidos, preço deprimido e risco elevado — típico papel de turnaround.

Intelbras (INTB3):

Queda acumulada: –54% em 50 meses

Média mensal: –1,1%

A companhia quer voltar a figurar entre as empresas mais rentáveis da bolsa.

👉 QWERTYING: papel defensivo com renda + potencial de valorização.

IRB Brasil Resseguros (IRBR3):

Queda acumulada: –48% em 50 meses

Média mensal: –1,0%

Previdências e Seguros com fortes e escala nacional.

👉 QWERTYING: penalizada pelo ciclo macro, mas com estrutura para reagir quando o implantar a reforma administrativa.

Eletrobras (AXIA6):

Queda acumulada: –2,0% em 4 meses

Média mensal: –0,5%

No segmento de geração, 94% da capacidade total instalada, são de fontes hidrelétrica. É de longe a maior geradora de energia do país.

SLC Agrícola (SLCE3):

Queda acumulada: –23% em 49 meses

Média mensal: –0,5%

Player consolidado no agronegócio brasileiro, traciona a economia nacional esse potencial é nosso.

👉 QWERTYING: ativo em região de estresse prolongado, com potencial de recuperação cíclica. Compra para médio/longo prazo.

A seguir – Ações com forte valorização — hora de revisar posição

Cinco ativos que entregaram retornos expressivos e entram no radar para realização parcial de lucro ou rebalanceamento da carteira:

Aura Minerals (AURA33): +752% em 50 meses ou 15,0% mensal

Moura Dubeux (MDNE3): +527% em 50 meses ou 10,5% mensal

Copasa (CSMG3): +357% em 50 meses ou 7,1% mensal

Direcional (DIRR3): +314% em 50 meses ou 6,3% mensal

Sabesp (SBSP3): +283% em 50 meses ou 5,7% mensal

👉 QWERTYING: ganhos fortes pedem disciplina. Lucro não realizado não é lucro. Não esqueça disso: “Camarão que dorme, a onda leva!”

Operações “Swing Trade” Semanais.

ESCOLHAS “QWERTYING” – 13/02/26 – recomendações e oportunidades para comprar na segunda-feira (16/02) e vender na sexta-feira (20/02) “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo:
ATIVOSDataPreço de EntradaPreço AlvoPotencial de valorização
1MOTV309/02/2616,2818,0010,57%
2SMFT309/02/2620,6932,0054,66%
3ROXO3409/02/2614,7013,00-11,56%
4BRBI1109/02/2618,1921,0013,57%
5PSSA309/02/2650,8444,00-13,45%

Conclusão | Leitura QWERTYING

O ambiente financeiro atual é dinâmico, mutável e pouco tolerante a improvisos. Nesse contexto, adaptabilidade contínua deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para geração de valor e controle de risco. Acompanhar tendências, entender novos instrumentos e ajustar estratégias não é opção — é parte do jogo.

É fundamental reforçar: desempenho passado não garante retorno futuro. A trajetória da carteira QWERTYING desde janeiro de 2022 reflete método e disciplina, mas os preços seguem sujeitos a múltiplos vetores — macroeconomia, política, geopolítica e eventos extraordinários — capazes de alterar o cenário de forma abrupta.

Investir em renda variável exige postura informada, critério técnico e disciplina operacional. O apoio de profissionais especializados contribui para alinhar decisões ao perfil de risco, ao horizonte de investimento e aos objetivos patrimoniais de cada investidor.

O momento atual oferece valuations seletivamente atrativos, sobretudo para quem pode trabalhar com horizonte de 12 a 24 meses. Ainda assim, o processo demanda paciência, monitoramento constante e disposição para ajustar posições sempre que a relação risco–retorno deixar de ser favorável.

Reiteramos: as informações aqui apresentadas têm caráter informativo, não configurando recomendação definitiva de investimento. O mercado envolve riscos inerentes, e decisões devem ser tomadas com consciência e preparo.

A volatilidade — parte estrutural dos mercados — reforça a importância da atualização permanente e da consulta a fontes confiáveis. Informação sem filtro gera ruído; informação com método gera decisão.

Participar da B3 ou de mercados internacionais implica riscos relevantes, mas também oportunidades expressivas. Em um ambiente complexo, prudência aliada ao conhecimento contínuo é o que separa estratégia de aposta.

👉 QWERTYING não promete atalhos. Entrega método, leitura e disciplina.Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”

Empresas brasileiras enfrentam ambiente desafiador, mas algumas mostram sinais de resiliência

Em meio a um cenário macroeconômico pressionado por juros elevados, consumo retraído e incertezas fiscais, diversas empresas brasileiras vêm ajustando suas estratégias para manter a competitividade. A equipe da QWERTYING acompanha de perto o desempenho de 40 companhias listadas na B3 e destaca, a seguir, duas que merecem atenção: uma pelo bom posicionamento estratégico e outra pelos riscos e oportunidades de turnaround.

Cosan (CSAN3):

A Cosan teve um início de ano difícil. Em fevereiro de 2025, reportou prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no trimestre, impactado por baixas contábeis de R$ 4,7 bilhões relacionadas ao investimento na Vale, além de uma provisão de R$ 2,9 bilhões para imposto de renda diferido. A alavancagem da companhia aumentou: a cobertura de juros caiu para 1,1x, abaixo do 1,2x observado no trimestre anterior — reflexo de menores fluxos de dividendos e aumento dos custos financeiros. Em março, as ações da Cosan eram negociadas a R$ 7,76, acumulando uma queda de 50,85% em 12 meses. Os múltiplos reforçam o momento delicado: P/L negativo de -1,54, P/VP de 0,37 e Dividend Yield de 5,81%. Apesar das dificuldades, analistas apontam que o preço descontado pode atrair investidores dispostos a apostar em uma recuperação de longo prazo. (Fonte: InfoMoney)

SLC Agrícola (SLCE3)

Fundada em 1945, na Cidade de Horizontina (RS), por três famílias de imigrantes alemães, a SLC foi pioneira na implementação da agricultura mecanizada no Brasil, utilizando maquinário agrícola de alta tecnologia. Ao longo dos anos, o foco dos investimentos em terras agricultáveis passou para as regiões Nordeste e Centro-Oeste, onde a companhia tem maior atuação até hoje. Trata-se da melhor empresa do agronegócio brasileiro.

Equipe QWERTYING, 13 de fevereiro de 2026

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