As ações da PRIO3 registraram uma valorização de 4,48% na semana, gerando um excelente retorno.
Caro leitor,
📈 QWERTYING | Radar do Mercado — Semana de 06/04/26 a 10/04/26.
📊 QWERTYING | Versão dos Fatos — Geopolítica, Inflação e Petróleo
🧭 Geopolítica — negociação sob tensão
Os mercados iniciaram o movimento em compasso de espera diante da aproximação das negociações entre Estados Unidos e Irã. O ambiente segue carregado, com novas exigências por parte do governo iraniano, que condiciona o avanço das conversas à liberação de ativos bloqueados e a um cessar-fogo no Líbano. Ao mesmo tempo, o reforço militar americano no Oriente Médio mantém o nível de risco elevado, indicando que a diplomacia ocorre paralelamente a uma escalada defensiva.
👉 QWERTYING: negociação no radar, mas com alto grau de incerteza geopolítica.
📉 Inflação — pressão reacende via energia
O dado de inflação de março trouxe uma inflexão relevante, mostrando reaceleração puxada principalmente pelos preços de energia. A alta mensal de 0,9% e o avanço anual de 3,3% interrompem a trajetória mais benigna observada anteriormente. O choque nos combustíveis foi expressivo, com aumentos fortes tanto na gasolina quanto no óleo combustível. Em paralelo, a confiança do consumidor desabou para o menor nível histórico, reforçando a deterioração da percepção econômica.
👉 QWERTYING: inflação volta ao centro do jogo e reduz margem para cortes mais agressivos de juros.
🛢️ Petróleo — correção forte, mas mercado apertado
Os preços do petróleo sofreram uma queda expressiva na semana, com recuos superiores a 12% tanto no Brent quanto no WTI — movimento que remete aos momentos mais críticos da pandemia. Apesar disso, o mercado físico segue tensionado, com preços elevados no petróleo à vista, especialmente no Mar do Norte. Essa divergência revela um cenário de ajuste financeiro nas cotações, mas sem alívio efetivo na oferta global.
👉 QWERTYING: queda no preço futuro não significa folga estrutural — oferta segue restrita.
📈 Ações — recuperação sustentada por alívio tático
Mesmo diante do cenário macro desafiador, os mercados acionários registraram alta na semana. O movimento reflete um alívio técnico após quedas anteriores, combinado com expectativas de avanço nas negociações geopolíticas e acomodação parcial do petróleo. Os principais índices americanos fecharam em alta consistente, sinalizando uma melhora momentânea no apetite por risco.
👉 QWERTYING: alta baseada em fluxo e expectativa — ainda sem mudança estrutural de cenário.
⚖️ Leitura Final — volatilidade segue como regra
O conjunto de fatores aponta para um ambiente ainda instável, onde inflação pressionada, petróleo volátil e tensões geopolíticas continuam dominando o comportamento dos mercados. A direção de curto prazo dependerá diretamente da evolução das negociações e da trajetória dos preços de energia.
👉 QWERTYING: mercado segue reativo — mais guiado por eventos do que por fundamentos.
📊 QWERTYING | Versão dos Fatos — Impacto na Bolsa Brasileira
📅 Semana: 06/04/26 a 10/04/26
🧭 Leitura Geral — alta puxada por alívio externo
A bolsa brasileira surpreendeu com uma semana positiva, mesmo em um ambiente doméstico ainda neutro. O movimento foi impulsionado principalmente por melhora no humor global, alívio parcial no petróleo e recomposição de posições após semanas mais pressionadas.
👉 QWERTYING: alta não veio do Brasil — veio do exterior.
📉 Juros — base de sustentação da alta
O corte de 0,25 p.p. segue atuando como suporte para o mercado, ajudando o valuation e favorecendo setores domésticos. Embora o ritmo seja lento, ele cria um piso para os ativos e reduz o risco de quedas mais intensas.
👉 Efeito: consumo, varejo e bancos reagiram melhor.
👉 QWERTYING: juros não puxam, mas sustentam a alta.
🏭 Atividade & Inflação — neutro construtivo
A atividade econômica mostra sinais de retomada gradual, enquanto a inflação ainda exige cautela. Esse equilíbrio não gera euforia, mas também não prejudica os lucros no curto prazo.
👉 Efeito: ambiente estável para resultados corporativos.
👉 QWERTYING: cenário doméstico não atrapalha — e isso já ajuda.
🌍 Cenário Externo — gatilho do movimento
O driver principal da semana foi o exterior: acomodação nos preços do petróleo, expectativa de negociações geopolíticas e percepção de menor pressão imediata sobre juros globais.
👉 Efeito: melhora do apetite por risco e entrada de fluxo em emergentes.
👉 QWERTYING: quando o mundo melhora, o Brasil responde rápido.
📈 Fluxo & Bolsa — recuperação com cara de técnica
O Ibovespa avançou na semana com fluxo mais positivo, especialmente estrangeiro, e recuperação de setores ligados ao ciclo doméstico. Parte do movimento também reflete recomposição após quedas anteriores.
👉 QWERTYING: alta consistente, mas ainda com componente técnico relevante.
⚖️ Leitura Final — alta existe, mas ainda frágil
Apesar do desempenho positivo, o cenário estrutural pouco mudou. A bolsa sobe apoiada em fatores externos e suporte dos juros, mas ainda carece de um gatilho doméstico forte para sustentar tendência mais longa.
👉 QWERTYING FINAL: a bolsa subiu — mas ainda depende do exterior para continuar subindo.
Comportamento das Ações da Carteira
No swing trade do período de 06/04/26 a 10/04/26, das cinco posições da carteira, quatro encerraram no campo positivo, refletindo um cenário neutro ante aos acontecimentos geopolíticos, e que influenciam o mercado:
- BRBI11: +4,48%
- ROXO34: +2,85%
- PETR4: +1,83%
- LLFT11: +0,27%
Um ativo apresentou desempenho negativo:
- PRIO3: -0,27%
A diversificação estratégica, permitiu que a carteira acompanhasse o movimento do mercado e resultou em um lucro de +1,93% no período.
Desempenho no Ano — até 10 de abril de 2026
No acumulado de 2026, as operações QWERTYING “Swing Trade” registram uma alta de +19,01%, um desempenho superior ao do Ibovespa, que avançou +20,90% no mesmo período.
A diferença de aproximadamente 1,89 pontos percentuais abaixo do índice, reflete episódios de volatilidade e ajustes táticos realizados neste ano, mantendo a estratégia dentro de uma zona saudável de coerência operacional.
Conclusão | QWERTYING
Reiteramos nosso compromisso em identificar as melhores oportunidades na B3, combinando:
- Análise técnica rigorosa;
- Leitura de fluxo;
- Gestão disciplinada de risco;
- Ajustes táticos bem executados.
Nossa estratégia permanece sólida para capturar valor à medida que o mercado reencontra seu equilíbrio. Manteremos atenção constante ao fluxo estrangeiro, à política monetária e aos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil, BRICS e Estados Unidos — vetores que atualmente são cruciais para a formação de preços e a próxima direção do mercado.
Demonstração Gráfica Swing Trade janeiro26 a abril26

📊 QWERTYING | Análise Detalhada — 5 Ações com Potencial de Recuperação na B3
A equipe QWERTYING acompanha de forma contínua um universo de 40 empresas listadas na B3. Dentro desse radar, alguns ativos atravessaram longos ciclos de queda desde 2022 e hoje começam a apresentar assimetria positiva, cenário típico de oportunidades para investidores com visão de médio e longo prazo. A leitura não é de euforia, mas de possível recuperação cíclica em ativos descontados.
⚡ Cosan (CSAN3) — Turnaround de infraestrutura
📉 Queda acumulada: –74% em 52 meses
📊 Média mensal: –1,4%
Holding estratégica com presença em energia, logística e infraestrutura. A forte correção de preço elevou o risco, mas também ampliou o potencial de retorno caso o ciclo operacional volte a ganhar tração.
➡️ Leitura QWERTYING: fundamentos relevantes, preço deprimido e perfil típico de turnaround — ativo para investidores tolerantes à volatilidade.
🛡️ IRB Brasil Resseguros (IRBR3) — Reação depende do ciclo
📉 Queda acumulada: –51% em 52 meses
📊 Média mensal: –1,0%
Empresa de seguros e resseguros com escala nacional, ainda carregando os efeitos de ciclos macroeconômicos adversos.
➡️ Leitura QWERTYING: papel penalizado pelo ambiente macro, mas com estrutura para reagir caso o cenário econômico e institucional avance em reformas e estabilidade.
👟 Grupo SBF (SBFG3) — Sensível aos juros
📉 Queda acumulada: –39% em 52 meses
📊 Média mensal: –0,8%
Atuando no segmento esportivo, a companhia tende a se beneficiar de um ambiente de crédito mais barato e maior consumo doméstico.
➡️ Leitura QWERTYING: melhora potencial ligada à queda da Selic e à recuperação do consumo — ativo de ciclo econômico.
🏗️ Gerdau (GGBR4) — Base industrial sólida
📉 Queda acumulada: –23% em 52 meses
📊 Média mensal: –0,4%
Gigante do setor de metais e mineração, com forte presença em aço, construção e engenharia, além de escala internacional e base operacional robusta.
➡️ Leitura QWERTYING: empresa madura, exposta ao ciclo global de infraestrutura e commodities — perfil defensivo dentro do setor industrial.
🌾 Telefônica Brasil (VIVT3) — Telecomunicações
📉 Queda acumulada: –11% em 52 meses
📊 Média mensal: –0,2%
A Vivo demonstra margens fortes (EBITDA de 41%) e liderança no segmento pós-pago, sendo vista como boa pagadora de dividendos.
➡️ Leitura QWERTYING: ativo em que vai crescer com vulnerabilidade de seus concorrentes no setor.
🔎 Síntese QWERTYING
Os cinco ativos compartilham um ponto comum:
➡️ longos ciclos de queda
➡️ preços descontados
➡️ potencial de recuperação condicionado ao ambiente macro
Não são papéis de curto prazo — são posições que exigem paciência, disciplina e gestão de risco.
📌 Conclusão QWERTYING
O mercado atual premia seletividade. Em ciclos de transição, ativos descontados podem oferecer assimetrias interessantes, desde que o investidor entenda que recuperação não é linha reta — é processo.
A seguir – Ações com forte valorização — hora de revisar posição
Cinco ativos que entregaram retornos expressivos e entram no radar para realização parcial de lucro ou rebalanceamento da carteira:
Aura Minerals (AURA33): +1.052% em 52 meses ou 20,2% mensal
Moura Dubeux (MDNE3): +535% em 52 meses ou 10,3% mensal
Copasa (CSMG3): +386% em 52 meses ou 7,4% mensal
Sabesp (SBSP3): +327% em 52 meses ou 6,3% mensal
Direcional (DIRR3): +227% em 52 meses ou 5,1% mensal
👉 QWERTYING: ganhos fortes pedem disciplina. Lucro não realizado não é lucro. Não esqueça disso: “Camarão que dorme, a onda leva!”
Operações “Swing Trade” Semanais.
| ESCOLHAS “QWERTYING” – 10/04/26 – recomendações e oportunidades para comprar na segunda-feira (13/04) e vender na sexta-feira (17/04) “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo: | |||||
| ATIVOS | Data | Preço de Entrada | Preço Alvo | Potencial de valorização | |
| 1 | SMFT3 | 13/04/26 | 18,94 | 32,00 | 68,95% |
| 2 | EUCA4 | 13/04/26 | 21,34 | 13,00 | -39,08% |
| 3 | SAPR11 | 13/04/26 | 45,44 | 45,90 | 1,01% |
| 4 | PRIO3 | 13/04/26 | 67,65 | 64,00 | -5,40% |
| 5 | MDNE3 | 13/04/26 | 32,49 | 38,00 | 16,96% |
Conclusão | Leitura QWERTYING
O ambiente financeiro atual é dinâmico, mutável e pouco tolerante a improvisos. Nesse contexto, adaptabilidade contínua deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para geração de valor e controle de risco. Acompanhar tendências, entender novos instrumentos e ajustar estratégias não é opção — é parte do jogo.
É fundamental reforçar: desempenho passado não garante retorno futuro. A trajetória da carteira QWERTYING desde janeiro de 2022 reflete método e disciplina, mas os preços seguem sujeitos a múltiplos vetores — macroeconomia, política, geopolítica e eventos extraordinários — capazes de alterar o cenário de forma abrupta.
Investir em renda variável exige postura informada, critério técnico e disciplina operacional. O apoio de profissionais especializados contribui para alinhar decisões ao perfil de risco, ao horizonte de investimento e aos objetivos patrimoniais de cada investidor.
O momento atual oferece valuations seletivamente atrativos, sobretudo para quem pode trabalhar com horizonte de 12 a 24 meses. Ainda assim, o processo demanda paciência, monitoramento constante e disposição para ajustar posições sempre que a relação risco–retorno deixar de ser favorável.
Reiteramos: as informações aqui apresentadas têm caráter informativo, não configurando recomendação definitiva de investimento. O mercado envolve riscos inerentes, e decisões devem ser tomadas com consciência e preparo.
A volatilidade — parte estrutural dos mercados — reforça a importância da atualização permanente e da consulta a fontes confiáveis. Informação sem filtro gera ruído; informação com método gera decisão.
Participar da B3 ou de mercados internacionais implica riscos relevantes, mas também oportunidades expressivas. Em um ambiente complexo, prudência aliada ao conhecimento contínuo é o que separa estratégia de aposta.
👉 QWERTYING não promete atalhos. Entrega método, leitura e disciplina.Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”
Empresas brasileiras enfrentam ambiente desafiador, mas algumas mostram sinais de resiliência
Em meio a um cenário macroeconômico pressionado por juros elevados, consumo retraído e incertezas fiscais, diversas empresas brasileiras vêm ajustando suas estratégias para manter a competitividade. A equipe da QWERTYING acompanha de perto o desempenho de 40 companhias listadas na B3 e destaca, a seguir, duas que merecem atenção: uma pelo bom posicionamento estratégico e outra pelos riscos e oportunidades de turnaround.
Cosan (CSAN3):
A Cosan teve um início de ano difícil. Em fevereiro de 2025, reportou prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no trimestre, impactado por baixas contábeis de R$ 4,7 bilhões relacionadas ao investimento na Vale, além de uma provisão de R$ 2,9 bilhões para imposto de renda diferido. A alavancagem da companhia aumentou: a cobertura de juros caiu para 1,1x, abaixo do 1,2x observado no trimestre anterior — reflexo de menores fluxos de dividendos e aumento dos custos financeiros. Em março, as ações da Cosan eram negociadas a R$ 7,76, acumulando uma queda de 50,85% em 12 meses. Os múltiplos reforçam o momento delicado: P/L negativo de -1,54, P/VP de 0,37 e Dividend Yield de 5,81%. Apesar das dificuldades, analistas apontam que o preço descontado pode atrair investidores dispostos a apostar em uma recuperação de longo prazo. (Fonte: InfoMoney)
IRB Brasil RE (IRBR3)
O IRB Brasil RE é uma empresa especializada em resseguro. Em termos gerais, a empresa assume o compromisso de indenizar outras seguradoras por prejuízos que possam ocorrer em decorrência de suas apólices. Em troca recebe parte dos prêmios. O ressegurador ainda dispõe de um recurso chamado retrocessão, pelo qual repassa parte das responsabilidades que assumiu para outro ressegurador, com o objetivo de proteger seu patrimônio
Atuando com foco na América Latina, o IRB também está presente na Europa, África, Ásia, Oriente Médio e América do Norte. Suas linhas de negócios incluem setores como Riscos Aeronáuticos, Riscos de Engenharia, Óleo e Gás, Linhas Financeiras, entre outros.
Fundada como estatal em 1939, a empresa se chamava apenas Instituto de Resseguros do Brasil. Em 1996 tornou-se uma sociedade de economia mista e passou a se chamar IRB Brasil Resseguros S.A. Em 2007 o IRB perdeu o monopólio de mercado e em 2013 foi privatizado.
Equipe QWERTYING, 10 de abril de 2026



