Caro leitor,
📈 QWERTYING | Radar do Mercado — Semana de 23 a 27 de fevereiro de 2026
📊 QWERTYING | Leitura de Mercado — Fechamento de Fevereiro
🌎 Radar Global — O que moveu o mercado
O último pregão de fevereiro foi marcado por forte aversão ao risco. O gatilho veio da inflação ao produtor (PPI) nos EUA acima do esperado, reacendendo o temor de juros elevados por mais tempo.
Ao mesmo tempo, o mercado de crédito entrou no radar após duas empresas financeiras reduzirem dividendos — sinal clássico de aperto nas condições financeiras.
Resultado imediato: venda generalizada de ações, principalmente no setor financeiro.
➡️ KBW Bank Index: –4,9%
➡️ Goldman Sachs: –7,5%
➡️ American Express: –7,9%
Índices:
Dow Jones: –1,1% (–521 pts)
Nasdaq: –0,9%
S&P 500: –0,4%
🔎 Leitura QWERTYING: quando inflação surpreende para cima + risco de crédito aparece, o mercado migra rapidamente para proteção.
🛢️ Commodities e Juros — Movimento de defesa
Sem acordo nas negociações nucleares entre EUA e Irã, o petróleo reagiu em alta.
➡️ WTI abril: +2,8% (US$ 67,02)
Ao mesmo tempo, os investidores buscaram segurança em títulos públicos americanos, fazendo o rendimento das Treasuries de 10 anos cair abaixo de 4%.
O ouro também brilhou:
➡️ alta acumulada de cerca de 11% em fevereiro, maior avanço mensal desde 2012.
🔎 Leitura QWERTYING: clássico movimento “risk-off”: compra de bonds e metais preciosos enquanto ações sofrem.
🎬 Setor de Mídia — Reprecificação agressiva
O mercado reagiu forte às mudanças no setor de entretenimento:
Netflix: +14%
Paramount Skydance: +21%
Warner Bros. Discovery: –2%
A Paramount venceu a disputa pela Warner, enquanto a Netflix abandonou o acordo.
🔎 Leitura QWERTYING: consolidação no setor = prêmio para quem ganha escala e poder de distribuição.
🤖 IA e Tecnologia — Ajuste após euforia
A Nvidia voltou a cair:
➡️ –4% no pregão
Mesmo com resultados fortes, o papel segue em correção pós-balanço. A empresa anunciou investimento de US$ 30 bilhões na nova rodada de financiamento da OpenAI. SoftBank e Amazon também reforçaram aportes (US$ 30 bi e US$ 50 bi).
🔎 Leitura QWERTYING: o mercado continua acreditando na tese estrutural de IA, mas está reprecificando valuation após a corrida recente.
⚖️ Leitura Direta QWERTYING — O que isso significa
✔️ Inflação forte → juros altos por mais tempo
✔️ Crédito pressionado → bancos sofrem primeiro
✔️ Fluxo defensivo → bonds, ouro e petróleo sobem
✔️ Tecnologia ainda líder estrutural, mas com volatilidade elevada
🇧🇷 Reflexo Potencial no Brasil
Se esse cenário persistir:
Dólar tende a ganhar força
Fluxo para emergentes pode desacelerar no curto prazo
Commodities fortes ajudam Petrobras e Vale
Bancos locais podem oscilar junto com o setor global
🔎 QWERTYING Tático: mercado entra em fase de seleção — menos beta, mais qualidade e gestão de risco.
🧭 Conclusão QWERTYING
O fechamento de fevereiro mostra uma virada clara de narrativa: o mercado saiu da euforia para a prudência. O pano de fundo estrutural segue positivo para tecnologia e IA, mas o curto prazo passa a ser comandado por inflação, crédito e fluxo global.
➡️ Disciplina operacional acima de convicção emocional.
⚖️ CONCLUSÃO QWERTYING
O fechamento de fevereiro marcou uma transição importante: o mercado saiu da narrativa de crescimento linear e voltou a precificar risco macro e crédito.
O pano de fundo estrutural permanece positivo — especialmente para tecnologia e IA — mas o curto prazo exige disciplina, timing e controle de exposição.
📌 QWERTYING | Leitura Direta:
Mercado não virou tendência — apenas elevou o nível de exigência do investidor.
📊 QWERTYING | Leitura Brasil — Semana de 23 a 27/02/2026
O Brasil encerrou a semana em um ambiente de crescimento moderado e cautela tática, sustentando a narrativa de pouso suave para 2026. Após um 2025 mais forte, o mercado segue ajustando expectativas para um PIB entre 1,6% e 2,0%, refletindo a combinação de juros ainda elevados, restrições fiscais e um cenário externo mais ruidoso — com destaque para a escalada das discussões comerciais nos Estados Unidos e seus efeitos potenciais sobre o fluxo global de capital.
No campo doméstico, o fiscal permaneceu no centro da precificação. O déficit acumulado e o nível elevado da dívida pública continuam limitando o espaço para políticas expansionistas, mantendo o prêmio de risco pressionado. A leitura predominante foi direta: sem sinais concretos de ajuste estrutural, o custo de capital no Brasil tende a permanecer alto, deixando o câmbio sensível a ruídos políticos e ao ambiente externo.
No front monetário, a inflação segue administrável, ainda próxima ao teto da meta, enquanto o consenso projeta desaceleração gradual ao longo do ano. A curva de juros passou a embutir expectativa de queda lenta da Selic, mas condicionada à credibilidade fiscal e ao comportamento do câmbio — em síntese, o mercado aceita cortes, desde que acompanhados de disciplina econômica.
Nos ativos, a seletividade ganhou força. Empresas ligadas a tecnologia, dados e ganhos de produtividade mantiveram viés estrutural mais favorável, enquanto setores mais dependentes de crédito — como varejo e construção — mostraram maior sensibilidade ao ambiente de juros altos. O agronegócio seguiu como ponto de estabilidade, sustentando fluxo externo e geração de divisas.
O sentimento predominante foi de cautela construtiva: sem euforia, mas também sem ruptura. Investidores operaram de forma mais seletiva, priorizando balanços sólidos, geração de caixa e menor alavancagem. O custo de vida e o patamar ainda elevado dos juros continuam limitando uma melhora mais acelerada da percepção econômica doméstica.
🔎 Leitura QWERTYING — Síntese da Semana
A trajetória econômica brasileira carrega desafios estruturais históricos, marcados por concentração de renda e acesso desigual a ativos produtivos e educação ao longo do tempo. Essa herança ajuda a explicar parte das limitações de produtividade e inclusão econômica observadas ainda hoje, influenciando o potencial de crescimento de longo prazo do país.
No curto prazo, o Brasil permanece em transição: crescimento moderado, inflação relativamente controlada e fiscal ainda desafiador. O eixo central segue inalterado: credibilidade fiscal e trajetória da Selic. Se o ajuste avançar, o prêmio de risco tende a comprimir; se falhar, câmbio e juros longos tendem a assumir o papel de ajuste automático.
➡️ Conclusão QWERTYING: 2026 começa menos exuberante e mais técnico — um mercado que exige disciplina, leitura tática e seletividade.
Desempenho da Carteira QWERTYING
O ambiente continua receptivo ao capital, a carteira QWERTYING acompanhou o movimento de queda do mercado. Registramos um desempenho de -2,73% no período, em linha com o benchmark. Este resultado reflete ajustes semanais, metodológicos e pontuais, sem desviar da disciplina operacional que é o pilar da estratégia QWERTYING.
O Ibovespa encerrou o período com queda de -0,91%, consolidando em retração à região dos 188 mil pontos, recuando a confiança de investidores institucionais e estrangeiros. Nosso modelo, focado em operações de curto prazo e análise tática de mercado, absorveu os efeitos do reajuste global. A volatilidade moderada e a seletividade dos fluxos reforçaram a importância do controle de risco, da leitura de preço e da execução disciplinada — pilares essenciais para a resiliência do nosso sistema.
Em síntese: o cenário permanece promissor e potencialmente favorável, mas exige vigilância. O mercado continua a recompensar a metodologia, a seletividade e a gestão ativa — características intrínsecas à abordagem QWERTYING.
Comportamento das Ações da Carteira
No curto período de 23 a 27 de fevereiro de 2026, das cinco posições da carteira, três encerraram no campo positivo, refletindo o otimismo predominante no mercado:
- VIVT3: +5,96%
- VALE3: +2,40%
- SBSP3: +0,52%
Dois ativos apresentaram desempenho negativo:
- WEGE3: -4,81%
- MELI34: -13,59%
A diversificação demonstrou mitigou a queda, permitindo que a carteira resistisse ao mau humor do mercado e resultasse em um pequeno prejuízo de -2,73% no período.
📊 QWERTYING | Impacto no Brasil — Tarifa Cai, Incerteza Fica
A decisão da Suprema Corte dos EUA reduziu parte das tarifas, mas não eliminou o viés protecionista americano. Para o Brasil, os efeitos se espalham por fluxo de capital, câmbio, commodities e bolsa — com impacto mais financeiro do que econômico imediato.
🌎 Fluxo Global de Capital — alívio parcial
Menor risco de guerra comercial no curto prazo reduz pressões inflacionárias nos EUA e melhora o ambiente global de risco.
➡️ Emergentes, como o Brasil, tendem a receber fluxo marginal positivo.
📌 Leitura QWERTYING: melhora o apetite por ativos brasileiros, mas sem mudança estrutural.
💵 Câmbio — volatilidade permanece
Apesar do alívio inicial, novas ameaças tarifárias mantêm o cenário imprevisível.
➡️ Dólar global mais volátil
➡️ Real ainda dependente do humor externo
📌 Leitura QWERTYING: alívio possível, risco ainda presente.
🏭 Indústria brasileira — efeito limitado
Tarifas setoriais sobre aço, alumínio, cobre e automóveis seguem vigentes.
➡️ Exportadores brasileiros continuam enfrentando barreiras
➡️ Competição global pode aumentar
📌 Sem ganho estrutural para a indústria nacional.
🌾 Commodities — impacto indireto
Menos tensão comercial favorece crescimento global e sustenta preços.
Mas novas tarifas podem reverter o movimento.
📌 Cenário ainda dependente da política comercial americana.
📈 Bolsa brasileira — leitura tática
O alívio em Wall Street reduz medo inflacionário e pode aliviar juros externos.
➡️ emergentes e ações cíclicas brasileiras tendem a se beneficiar.
📌 Porém, a falta de clareza limita movimentos mais fortes.
🔎 Leitura QWERTYING — Síntese
➡️ Protecionismo americano segue vivo
➡️ Regras do comércio global continuam em transição
➡️ Volatilidade externa permanece no radar
Para o Brasil: fluxo externo mais oportunista, câmbio sensível e seletividade maior na bolsa.
📌 Conclusão QWERTYING
O mercado ganhou um respiro, não um novo ciclo.
🎯 Em linguagem de mercado: menos pressão no curto prazo, mas sem estabilidade estrutural garantida.
Desempenho no Ano — até 20 de fevereiro de 2026
No acumulado de 2026, a carteira QWERTYING registra uma alta de +14,14%, um desempenho similar ao do Ibovespa, que avançou +16,11% no mesmo período.
A diferença de aproximadamente 1,97 pontos percentuais abaixo do índice reflete episódios de menor volatilidade e ajustes táticos realizados neste início do ano, mantendo a estratégia dentro de uma zona saudável de coerência operacional.
Conclusão | QWERTYING
Reiteramos nosso compromisso em identificar as melhores oportunidades na B3, combinando:
- Análise técnica rigorosa;
- Leitura de fluxo;
- Gestão disciplinada de risco;
- Ajustes táticos bem executados.
Nossa estratégia permanece sólida para capturar valor à medida que o mercado reencontra seu equilíbrio. Manteremos atenção constante ao fluxo estrangeiro, à política monetária e aos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil, BRICS e Estados Unidos — vetores que atualmente são cruciais para a formação de preços e a próxima direção do mercado.
Demonstração Gráfica janeiro26 a Fevereiro26

📊 QWERTYING | Análise Detalhada — 5 Ações com Potencial de Recuperação na B3
A equipe QWERTYING acompanha de forma contínua um universo de 40 empresas listadas na B3. Dentro desse radar, alguns ativos atravessaram longos ciclos de queda desde 2022 e hoje começam a apresentar assimetria positiva, cenário típico de oportunidades para investidores com visão de médio e longo prazo. A leitura não é de euforia, mas de possível recuperação cíclica em ativos descontados.
⚡ Cosan (CSAN3) — Turnaround de infraestrutura
📉 Queda acumulada: –70% em 50 meses
📊 Média mensal: –1,4%
Holding estratégica com presença em energia, logística e infraestrutura. A forte correção de preço elevou o risco, mas também ampliou o potencial de retorno caso o ciclo operacional volte a ganhar tração.
➡️ Leitura QWERTYING: fundamentos relevantes, preço deprimido e perfil típico de turnaround — ativo para investidores tolerantes à volatilidade.
🛡️ IRB Brasil Resseguros (IRBR3) — Reação depende do ciclo
📉 Queda acumulada: –46% em 50 meses
📊 Média mensal: –0,9%
Empresa de seguros e resseguros com escala nacional, ainda carregando os efeitos de ciclos macroeconômicos adversos.
➡️ Leitura QWERTYING: papel penalizado pelo ambiente macro, mas com estrutura para reagir caso o cenário econômico e institucional avance em reformas e estabilidade.
👟 Grupo SBF (SBFG3) — Sensível aos juros
📉 Queda acumulada: –40% em 50 meses
📊 Média mensal: –0,8%
Atuando no segmento esportivo, a companhia tende a se beneficiar de um ambiente de crédito mais barato e maior consumo doméstico.
➡️ Leitura QWERTYING: melhora potencial ligada à queda da Selic e à recuperação do consumo — ativo de ciclo econômico.
🏗️ Gerdau (GGBR4) — Base industrial sólida
📉 Queda acumulada: –25% em 50 meses
📊 Média mensal: –0,5%
Gigante do setor de metais e mineração, com forte presença em aço, construção e engenharia, além de escala internacional e base operacional robusta.
➡️ Leitura QWERTYING: empresa madura, exposta ao ciclo global de infraestrutura e commodities — perfil defensivo dentro do setor industrial.
🌾 SLC Agrícola (SLCE3) — Agro como âncora
📉 Queda acumulada: –20% em 50 meses
📊 Média mensal: –0,4%
Player consolidado do agronegócio brasileiro, setor que continua sendo um dos principais motores de geração de divisas do país.
➡️ Leitura QWERTYING: ativo em região de estresse prolongado, com potencial de recuperação cíclica para médio e longo prazo.
🔎 Síntese QWERTYING
Os cinco ativos compartilham um ponto comum:
➡️ longos ciclos de queda
➡️ preços descontados
➡️ potencial de recuperação condicionado ao ambiente macro
Não são papéis de curto prazo — são posições que exigem paciência, disciplina e gestão de risco.
📌 Conclusão QWERTYING
O mercado atual premia seletividade. Em ciclos de transição, ativos descontados podem oferecer assimetrias interessantes, desde que o investidor entenda que recuperação não é linha reta — é processo.
A seguir – Ações com forte valorização — hora de revisar posição
Cinco ativos que entregaram retornos expressivos e entram no radar para realização parcial de lucro ou rebalanceamento da carteira:
Aura Minerals (AURA33): +894% em 50 meses ou 17,9% mensal
Moura Dubeux (MDNE3): +545% em 50 meses ou 10,9% mensal
Copasa (CSMG3): +349% em 50 meses ou 7,0% mensal
Direcional (DIRR3): +319% em 50 meses ou 6,4% mensal
Sabesp (SBSP3): +285% em 50 meses ou 5,7% mensal
👉 QWERTYING: ganhos fortes pedem disciplina. Lucro não realizado não é lucro. Não esqueça disso: “Camarão que dorme, a onda leva!”
Operações “Swing Trade” Semanais.
| ESCOLHAS “QWERTYING” – 27/02/26 – recomendações e oportunidades para comprar na segunda-feira (02/03) e vender na sexta-feira (06/03) “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo: | |||||
| ATIVOS | Data | Preço de Entrada | Preço Alvo | Potencial de valorização | |
| 1 | ROXO34 | 02/03/26 | 12,87 | 13,00 | 1,01% |
| 2 | MELI34 | 02/03/26 | 74,53 | 126,00 | 69,06% |
| 3 | RDOR3 | 02/03/26 | 40,55 | 40,50 | -0,12% |
| 4 | CSMG3 | 02/03/26 | 54,55 | 53,60 | -1,74% |
| 5 | SMFT3 | 02/03/26 | 20,22 | 32,00 | 58,26% |
Conclusão | Leitura QWERTYING
O ambiente financeiro atual é dinâmico, mutável e pouco tolerante a improvisos. Nesse contexto, adaptabilidade contínua deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para geração de valor e controle de risco. Acompanhar tendências, entender novos instrumentos e ajustar estratégias não é opção — é parte do jogo.
É fundamental reforçar: desempenho passado não garante retorno futuro. A trajetória da carteira QWERTYING desde janeiro de 2022 reflete método e disciplina, mas os preços seguem sujeitos a múltiplos vetores — macroeconomia, política, geopolítica e eventos extraordinários — capazes de alterar o cenário de forma abrupta.
Investir em renda variável exige postura informada, critério técnico e disciplina operacional. O apoio de profissionais especializados contribui para alinhar decisões ao perfil de risco, ao horizonte de investimento e aos objetivos patrimoniais de cada investidor.
O momento atual oferece valuations seletivamente atrativos, sobretudo para quem pode trabalhar com horizonte de 12 a 24 meses. Ainda assim, o processo demanda paciência, monitoramento constante e disposição para ajustar posições sempre que a relação risco–retorno deixar de ser favorável.
Reiteramos: as informações aqui apresentadas têm caráter informativo, não configurando recomendação definitiva de investimento. O mercado envolve riscos inerentes, e decisões devem ser tomadas com consciência e preparo.
A volatilidade — parte estrutural dos mercados — reforça a importância da atualização permanente e da consulta a fontes confiáveis. Informação sem filtro gera ruído; informação com método gera decisão.
Participar da B3 ou de mercados internacionais implica riscos relevantes, mas também oportunidades expressivas. Em um ambiente complexo, prudência aliada ao conhecimento contínuo é o que separa estratégia de aposta.
👉 QWERTYING não promete atalhos. Entrega método, leitura e disciplina.Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”
Empresas brasileiras enfrentam ambiente desafiador, mas algumas mostram sinais de resiliência
Em meio a um cenário macroeconômico pressionado por juros elevados, consumo retraído e incertezas fiscais, diversas empresas brasileiras vêm ajustando suas estratégias para manter a competitividade. A equipe da QWERTYING acompanha de perto o desempenho de 40 companhias listadas na B3 e destaca, a seguir, duas que merecem atenção: uma pelo bom posicionamento estratégico e outra pelos riscos e oportunidades de turnaround.
Cosan (CSAN3):
A Cosan teve um início de ano difícil. Em fevereiro de 2025, reportou prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no trimestre, impactado por baixas contábeis de R$ 4,7 bilhões relacionadas ao investimento na Vale, além de uma provisão de R$ 2,9 bilhões para imposto de renda diferido. A alavancagem da companhia aumentou: a cobertura de juros caiu para 1,1x, abaixo do 1,2x observado no trimestre anterior — reflexo de menores fluxos de dividendos e aumento dos custos financeiros. Em março, as ações da Cosan eram negociadas a R$ 7,76, acumulando uma queda de 50,85% em 12 meses. Os múltiplos reforçam o momento delicado: P/L negativo de -1,54, P/VP de 0,37 e Dividend Yield de 5,81%. Apesar das dificuldades, analistas apontam que o preço descontado pode atrair investidores dispostos a apostar em uma recuperação de longo prazo. (Fonte: InfoMoney)
SLC Agrícola (SLCE3)
Fundada em 1945, na Cidade de Horizontina (RS), por três famílias de imigrantes alemães, a SLC foi pioneira na implementação da agricultura mecanizada no Brasil, utilizando maquinário agrícola de alta tecnologia. Ao longo dos anos, o foco dos investimentos em terras agricultáveis passou para as regiões Nordeste e Centro-Oeste, onde a companhia tem maior atuação até hoje. Trata-se da melhor empresa do agronegócio brasileiro.
Equipe QWERTYING, 27 de fevereiro de 2026



