As Melhores Oportunidades na B3 | QWERTYING – Edição da 4ª Semana de Janeiro de 2026

Caro leitor,

Desempenho da Carteira de Swing Trade — 26 a 30 de janeiro de 2026

Leitura QWERTYING | Radar Global

📊 QWERTYING | O Mercado Atual — Volatilidade na Veia

A possível indicação de Kevin Warsh por Donald Trump para o comando do Federal Reserve gerou uma forte reação de aversão ao risco. O mercado interpretou o movimento como a chegada de um “hawk” ao comando: Warsh possui um histórico de rigor contra a inflação e não sinalizou cortes automáticos de juros, priorizando a disciplina monetária em detrimento da complacência. Embora Trump tenha afirmado que Warsh “quer cortar” as taxas, a ausência de uma promessa formal foi o que ditou o tom das negociações.

O reflexo nos ativos foi imediato e severo. Com o fortalecimento do dólar, os metais preciosos sofreram quedas históricas: a prata desabou 31%, em seu segundo pior pregão da história, enquanto o ouro recuou 11%, o maior tombo diário desde 1980. O movimento interrompeu uma trajetória parabólica de recordes, forçando uma liquidação em massa e disparando margin calls para os investidores posicionados na compra.


Em Wall Street, clima de realização.

• Nasdaq –0,9%

• S&P 500 –0,4%

• Dow –0,4%

O mercado de renda fixa ajustou suas expectativas, com os yields de longo prazo subindo levemente. O movimento sinaliza uma curva de juros que começa a precificar um Federal Reserve potencialmente menos “dovish” no horizonte.

No mercado acionário, o foco mudou da receita para a rentabilidade. A Apple ilustra essa dinâmica: mesmo com resultados superando expectativas e forte demanda pelo iPhone, as ações subiram apenas 0,5%. A atenção dos investidores migrou para os custos operacionais, especialmente a pressão dos preços da memória, reforçando que, no momento atual, margem é rei.

Em contrapartida, a Sandisk demonstrou que o momentum de lucro ainda comanda prêmios de valuation, com alta de +6,9%. Apesar de uma valorização acumulada expressiva desde o spin-off da Western Digital, o crescimento acelerado dos resultados está comprimindo seus múltiplos de avaliação. O resultado é um cenário raro: o papel sobe enquanto a valuation respira, criando uma janela de oportunidade.

📌 Leitura QWERTYING:

Fed mais duro fortalece dólar, aperta commodities e trava beta elevado. Tecnologia segue seletiva — não basta crescer, tem que proteger margem. Mercado entrou em modo ajuste fino. Quem opera no curto prazo precisa respeitar fluxo. Quem pensa médio prazo observa a curva.

📊 QWERTYING | Leitura Brasil — Início de 2026

O Brasil inicia 2026 em trajetória de pouso suave. Após um 2025 mais robusto (PIB entre 2,3% e 2,4%), as projeções convergem para crescimento entre 1,6% e 2,0%, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e da Confederação Nacional da Indústria. O freio vem da combinação de juros elevados por período prolongado, restrições fiscais e ruídos externos — com tarifas americanas ainda no radar. No campo fiscal, a âncora permanece tensionada: déficit de R$ 61,6 bilhões em 2025, dívida bruta em 78,7% do PIB (R$ 10 trilhões) segundo o Banco Central do Brasil, e projeção da Fitch Ratings de que o Brasil pode registrar o maior déficit da América Latina em 2026. A leitura do mercado é clara: sem ajuste estrutural consistente, o prêmio de risco segue elevado — e o câmbio responde. Na inflação, o IPCA acumula 4,5% em 12 meses (teto da meta), mas o consenso projeta 4,0% ao fim de 2026. A expectativa é de queda gradual da Selic, com taxa próxima de 11,8% no encerramento do ano — movimento condicionado à credibilidade fiscal. Setorialmente, tecnologia e dados mantêm protagonismo estrutural, enquanto varejo e construção, mais sensíveis aos juros, tendem a maior volatilidade; o agro segue como motor de produtividade. O sentimento predominante é de cautela construtiva: há consciência dos limites estruturais, da pressão da dívida e da necessidade de disciplina para reduzir o custo de capital. No campo popular, o custo de vida e os juros ainda pesam na percepção econômica. Em síntese, 2026 começa com crescimento moderado, inflação administrável e fiscal desafiador. O vetor-chave permanece sendo a equação credibilidade fiscal + trajetória da Selic. Se o ajuste avançar, o prêmio de risco pode comprimir; se falhar, câmbio e juros longos farão o ajuste. Brasil em transição — menos euforia, mais seletividade.

Desempenho da Carteira QWERTYING

O ambiente está mais receptivo ao capital, a carteira QWERTYING acompanhou o movimento de alta do mercado. Registramos um desempenho de +1,46% no período, em linha com o benchmark. Este resultado reflete ajustes semanais, metodológicos e pontuais, sem desviar da disciplina operacional que é o pilar da estratégia QWERTYING.

O Ibovespa encerrou o período com alta de +1,18%, consolidando em elevação à região dos 181 mil pontos, impulsionado pela melhora gradual da confiança de investidores institucionais e estrangeiros. Nosso modelo, focado em operações de curto prazo e análise tática de mercado, absorveu os efeitos do reajuste global. A volatilidade moderada e a seletividade dos fluxos reforçaram a importância do controle de risco, da leitura de preço e da execução disciplinada — pilares essenciais para a resiliência do nosso sistema.

Em síntese: o cenário permanece promissor e potencialmente favorável, mas exige vigilância. O mercado continua a recompensar a metodologia, a seletividade e a gestão ativa — características intrínsecas à abordagem QWERTYING.

Comportamento das Ações da Carteira

No curto período de 26 a 30 de janeiro de 2026, das cinco posições da carteira, quatro encerraram no campo positivo, refletindo o otimismo predominante no mercado:

  • INTB3: +6,76%
  • CSAN3: +4,96%
  • IGTI11: +2,45%
  • MELI34: +0,19%

Apenas um ativo apresentou desempenho negativo:

  • COCE5: -5,36%

A diversificação demonstrou sua resiliência, permitindo que a carteira acompanhasse o viés positivo do mercado e resultasse em um lucro de +1,46% no período.

🔍 Leitura QWERTYING | Juros e Dólar: o ano da diversificação silenciosa

A dinâmica dos juros globais segue como um dos principais vetores de realocação de capital em 2026 — e, paradoxalmente, juros altos nos Estados Unidos já não garantem, por si só, um dólar estruturalmente forte.

📊 QWERTYING | Paralelo Brasil — Efeito Warsh

Com o mercado precificando um Fed menos dovish sob a possível liderança de Kevin Warsh no Federal Reserve, o impacto no Brasil tende a ser imediato: dólar mais forte lá fora pressiona o real, juros longos americanos em alta inclinam a curva local e a volatilidade das commodities afeta diretamente nomes ligados a mineração, siderurgia e papel e celulose. Nesse ambiente, o Banco Central do Brasil ganha menos margem para acelerar cortes da Selic, já que o diferencial de juros passa a ser peça-chave para sustentar fluxo estrangeiro. A queda recente de ouro e prata pode esfriar temporariamente empresas do setor metálico, mas um dólar estruturalmente firme tende a favorecer exportadoras. Leitura QWERTYING: cenário externo mais duro eleva o prêmio de risco doméstico, torna o ciclo de queda de juros mais gradual e impõe seletividade na Bolsa. Quando o Fed endurece o tom, o Brasil precisa entregar fiscal crível para proteger câmbio e curva.

Desempenho no Ano — até 30 de janeiro de 2026

No acumulado de 2026, a carteira QWERTYING registra uma alta de +11,78%, um desempenho similar ao do Ibovespa, que avançou +11,86% no mesmo período.

A diferença de aproximadamente 0,08 pontos percentuais abaixo do índice reflete episódios de menor volatilidade e ajustes táticos realizados neste início do ano, mantendo a estratégia dentro de uma zona saudável de coerência operacional.

Conclusão | QWERTYING

Reiteramos nosso compromisso em identificar as melhores oportunidades na B3, combinando:

  • Análise técnica rigorosa;
  • Leitura de fluxo;
  • Gestão disciplinada de risco;
  • Ajustes táticos bem executados.

Nossa estratégia permanece sólida para capturar valor à medida que o mercado reencontra seu equilíbrio. Manteremos atenção constante ao fluxo estrangeiro, à política monetária e aos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil, BRICS e Estados Unidos — vetores que atualmente são cruciais para a formação de preços e a próxima direção do mercado.

Demonstração Gráfica 02 de 30 de janeiro/26

Análise Detalhada | Cinco Ações com Potencial de Recuperação na B3

A equipe QWERTYING monitora 40 empresas da B3. Abaixo, cinco papéis que, apesar de longos ciclos de queda desde 2022, apresentam assimetria positiva para investidores de médio e longo prazo.

Eletrobras (AXIA6):

Queda acumulada: –9% em 3 meses

Média mensal: –2,9%

No segmento de geração, 94% da capacidade total instalada, são de fontes hidrelétrica. É de longe a maior geradora de energia do país.

Arezzo & Grupo Soma (AZZA3):

Queda acumulada: –47% em 49 meses

Média mensal: –2,6%

Player consolidado no varejo de moda, com portfólio forte e exposição direta à retomada do consumo.

👉 QWERTYING: ativo em região de estresse prolongado, com potencial de recuperação cíclica. Compra para médio/longo prazo.

Cosan (CSAN3):

Queda acumulada: –72% em 49 meses

Média mensal: –1,5%

Holding com ativos estratégicos em energia, logística e infraestrutura.

👉 QWERTYING: fundamentos sólidos, preço deprimido e risco elevado — típico papel de turnaround.

I

ntelbras (INTB3):

Queda acumulada: –54% em 49 meses

Média mensal: –1,1%

A companhia quer voltar a figurar entre as empresas mais rentáveis da bolsa.

👉 QWERTYING: papel defensivo com renda + potencial de valorização.

IRB Brasil Resseguros (IRBR3):

Queda acumulada: –49% em 49 meses

Média mensal: –1,0%

Previdências e Seguros com fortes e escala nacional.

👉 QWERTYING: penalizada pelo ciclo macro, mas com estrutura para reagir quando o implantar a reforma administrativa.

A seguir – Ações com forte valorização — hora de revisar posição

Cinco ativos que entregaram retornos expressivos e entram no radar para realização parcial ou rebalanceamento da carteira:

Aura Minerals (AURA33): +667% em 49 meses ou 13,3% mensal

Moura Dubeux (MDNE3): +458% em 49 meses ou 9,4% mensal

Copasa (CSMG3): +319% em 49 meses ou 6,5% mensal

Direcional (DIRR3): +258% em 49 meses ou 5,3% mensal

Sabesp (SBSP3): +253% em 49 meses ou 5,2% mensal

👉 QWERTYING: ganhos fortes pedem disciplina. Lucro não realizado não é lucro. Não esqueça disso: “Camarão que dorme, a onda leva!”

Operações “Swing Trade” Semanais.

ESCOLHAS “QWERTYING” – 30/01/26 – recomendações e oportunidades para comprar na segunda-feira (02/02) e vender na sexta-feira (06/02) “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo:
ATIVOSDataPreço de EntradaPreço AlvoPotencial de valorização
1EQTL302/02/2640,9339,00-4,72%
2GGBR402/02/2622,3527,0020,81%
3SUZB302/02/2649,3292,0086,54%
4CPLE302/02/2613,1913,804,62%
5MOTV302/02/2616,7816,22-3,34%

Conclusão | Leitura QWERTYING

O ambiente financeiro atual é dinâmico, mutável e pouco tolerante a improvisos. Nesse contexto, adaptabilidade contínua deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para geração de valor e controle de risco. Acompanhar tendências, entender novos instrumentos e ajustar estratégias não é opção — é parte do jogo.

É fundamental reforçar: desempenho passado não garante retorno futuro. A trajetória da carteira QWERTYING desde janeiro de 2022 reflete método e disciplina, mas os preços seguem sujeitos a múltiplos vetores — macroeconomia, política, geopolítica e eventos extraordinários — capazes de alterar o cenário de forma abrupta.

Investir em renda variável exige postura informada, critério técnico e disciplina operacional. O apoio de profissionais especializados contribui para alinhar decisões ao perfil de risco, ao horizonte de investimento e aos objetivos patrimoniais de cada investidor.

O momento atual oferece valuations seletivamente atrativos, sobretudo para quem pode trabalhar com horizonte de 12 a 24 meses. Ainda assim, o processo demanda paciência, monitoramento constante e disposição para ajustar posições sempre que a relação risco–retorno deixar de ser favorável.

Reiteramos: as informações aqui apresentadas têm caráter informativo, não configurando recomendação definitiva de investimento. O mercado envolve riscos inerentes, e decisões devem ser tomadas com consciência e preparo.

A volatilidade — parte estrutural dos mercados — reforça a importância da atualização permanente e da consulta a fontes confiáveis. Informação sem filtro gera ruído; informação com método gera decisão.

Participar da B3 ou de mercados internacionais implica riscos relevantes, mas também oportunidades expressivas. Em um ambiente complexo, prudência aliada ao conhecimento contínuo é o que separa estratégia de aposta.

👉 QWERTYING não promete atalhos. Entrega método, leitura e disciplina.Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”

Empresas brasileiras enfrentam ambiente desafiador, mas algumas mostram sinais de resiliência

Em meio a um cenário macroeconômico pressionado por juros elevados, consumo retraído e incertezas fiscais, diversas empresas brasileiras vêm ajustando suas estratégias para manter a competitividade. A equipe da QWERTYING acompanha de perto o desempenho de 40 companhias listadas na B3 e destaca, a seguir, duas que merecem atenção: uma pelo bom posicionamento estratégico e outra pelos riscos e oportunidades de turnaround.

Cosan (CSAN3):

A Cosan teve um início de ano difícil. Em fevereiro de 2025, reportou prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no trimestre, impactado por baixas contábeis de R$ 4,7 bilhões relacionadas ao investimento na Vale, além de uma provisão de R$ 2,9 bilhões para imposto de renda diferido. A alavancagem da companhia aumentou: a cobertura de juros caiu para 1,1x, abaixo do 1,2x observado no trimestre anterior — reflexo de menores fluxos de dividendos e aumento dos custos financeiros. Em março, as ações da Cosan eram negociadas a R$ 7,76, acumulando uma queda de 50,85% em 12 meses. Os múltiplos reforçam o momento delicado: P/L negativo de -1,54, P/VP de 0,37 e Dividend Yield de 5,81%. Apesar das dificuldades, analistas apontam que o preço descontado pode atrair investidores dispostos a apostar em uma recuperação de longo prazo. (Fonte: InfoMoney)

Arezzo & Grupo Soma (AZZA3):

O portfólio diversificado de marcas e a atuação em múltiplos segmentos de consumo — calçados, vestuário masculino e feminino, acessórios — permitem à AZZA3 atravessar o ambiente macroeconômico instável com potencial de valorização. Em termos de tendência, se espera uma recuperação de sobrevenda, mas nenhum fundo foi encontrado entrando no mercado durante a recuperação. O volume de capital não é suficiente para sustentar avanços contínuo no mercado. Há um certo grau de estagflação. A continuidade na entrega de bons resultados pode ser benéfica para seus investidores.

Equipe QWERTYING, 30 de janeiro de 2026

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