Caro Leitor
No encerramento do pregão de 21 de fevereiro de 2025, o Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores brasileira), atingiu 127.128 pontos. O IBOV na semana acumulou baixa de 0,85%. A fala do ministro Fernando Haddad sobre a ambiciosa reforma tributária e os planos de isenção para a classe média podem ter gerado preocupações no mercado, principalmente entre investidores receosos de um aumento da carga tributária sobre empresas e grandes fortunas. A isenção do Imposto de Renda para aqueles que recebem até R$ 5 mil mensais representa uma renúncia fiscal significativa para o governo, exigindo a criação de novas fontes de receita para compensar essa perda e manter o equilíbrio fiscal. O governo tem algumas opções para essa compensação, principalmente focadas na taxação dos mais ricos. Diante de um cenário onde a Taxa Selic está em 13,25%, os investidores enfrentam desafios e oportunidades. A alta taxa de juros favorece investimentos de renda fixa, como CDBs, LCIs e Tesouro Direto, tornando-os mais atrativos do que a renda variável.
O Ministério da Fazenda reviu para baixo a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025, ajustando-a de 2,5% para 2,3%. No entanto, a implementação dessas medidas pode se assemelhar a tentar acelerar um veículo com o freio de mão acionado, especialmente em um contexto de política monetária contracionista. Com um espaço fiscal cada vez mais limitado, qualquer nova iniciativa dessa natureza tende a desestabilizar ainda mais as expectativas do mercado, exercendo pressão sobre a curva de juros e aumentando a volatilidade nos mercados financeiros.
Para agravar a situação, soma-se à equação a reformulação do programa Auxílio Gás, uma medida que expande as despesas públicas sem a devida contrapartida de ajuste fiscal. A percepção que emerge é que o governo está se esforçando ao máximo para evitar enfrentar o problema central: a necessidade urgente de conter o crescimento descontrolado dos gastos públicos. Em vez disso, persiste na adoção de medidas com viés populista, o que pode ter um custo elevado no médio e longo prazo. Em um discurso recente, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ressaltou que, embora existam preocupações no mercado sobre como a instituição responderia a uma eventual desaceleração econômica, não se pode agir de forma preventiva diante de um cenário que ainda não se concretizou. Galípolo enfatizou que o ajuste monetário tem como objetivo primordial combater a inflação e que as políticas devem ser fundamentadas em dados concretos que sinalizem uma desaceleração econômica genuína, e não em flutuações de curto prazo.
Nesse contexto complexo, a economia brasileira enfrenta um desafio considerável, onde a premente necessidade de adotar medidas fiscais responsáveis se contrapõe às pressões por políticas de estímulo. A forma como o governo irá equilibrar essas demandas conflitantes será determinante para a trajetória econômica do país nos próximos anos.
Na semana de 17 a 21 de fevereiro de 2025, a seleção de swing trade da QWERTYING apresentou resultados negativos, acompanhando a retração de -0,85% do Ibovespa. Dentre as cinco ações selecionadas, apenas uma registrou ganho: AMER3 com um crescimento de 3,36%. Em contrapartida, quatro ações apresentaram perdas: PSSA3 com uma queda de –1,15%, SUZB3 com uma redução de -2,29%, AZZA3 baixou -3,19% e S1HW34 com queda de -3,80%. No cômputo geral, a carteira encerrou a semana com uma perda -de -1,52%.
Em particular, a AMER3 liderou o ganho com uma importante alta de 3,36% na última semana. Essa variação reforça a importância de conduzir análises detalhadas na seleção de ativos, especialmente em momentos desafiadores, proporcionando otimismo para os investidores bem preparados.
No acumulado do ano de 2025, as seleções de swing trade da QWERTYING apresentam um ganho positivo de 5,97%, empatando com o desempenho do Ibovespa, que registra um acumulado de 5,70%.
Demonstração Gráfica janeiro25 a fevereiro25

Desempenho do Ibovespa e Global em 2025: Desafios e Oportunidades
O temor voltou rapidamente aos mercados, desencadeando reações irracionais e tornando a reconstrução da confiança um processo mais demorado, mesmo diante de oportunidades no setor financeiro. Nos Estados Unidos, a UnitedHealth entrou na mira do Departamento de Justiça por cobranças indevidas ao Medicare, conforme reportado pelo Wall Street Journal. O impacto foi imediato: as ações da empresa caíram 7%, pressionando o Dow Jones Industrial Average. O movimento se estendeu ao setor de saúde, levando investidores a venderem suas posições.
Além disso, indicadores econômicos fracos aumentaram a tensão. A confiança do consumidor recuou, e a demanda por imóveis usados caiu 4,9% em janeiro. Como reflexo, os índices acionários sofreram quedas expressivas: tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 perderam 1,7%, enquanto o Nasdaq recuou 2,2%.
No universo das criptomoedas, a Bybit, uma das maiores exchanges do mundo, sofreu um ataque hacker e perdeu o controle de suas carteiras digitais contendo ether. O roubo ultrapassou US$ 1,4 bilhão, tornando-se o maior da história das criptos, segundo a empresa de análise blockchain Certik.
Paralelamente, os rendimentos das obrigações do Tesouro americano continuam em queda. O retorno do título de 10 anos caiu 0,08 ponto percentual, para 4,419%, marcando a quarta semana consecutiva de recuo. Esse movimento sugere um aumento na busca por ativos considerados mais seguros, em meio à turbulência nos mercados.
Diante desse cenário de incertezas, a volatilidade deve continuar, e a confiança dos investidores dependerá da evolução das investigações, da recuperação econômica e do fortalecimento da segurança no setor de criptomoedas.
Impactos das Taxas de Juros e Desempenho em Ações Brasileiras
Monitoramos atentamente os impactos das taxas de juros nos EUA sobre os rendimentos dos Treasuries, que se mostraram principalmente desfavoráveis. A inclinação ascendente da curva de juros destaca a necessidade de cautela, mas também proporciona uma visão detalhada para investidores interessados na Bovespa. Nossa análise semanal das “Escolhas da equipe QWERTYING” oferece preciosos insights sobre o desempenho de ações desde janeiro de 2021, cobrindo quarenta empresas examinadas.
Perspectiva Otimista e Desafios Recentes
Mantivemos uma visão otimista em relação aos ativos brasileiros, aceitando os riscos inerentes. Durante a semana, o índice Ibovespa recuou para 127 mil pontos. Os investidores que seguiram nossas orientações sofreram uma perda média de -1,52% através de operações de “Swing Trade” com duração de cinco dias.
Análise Detalhada de Cinco Ações com Potencial de Compra na Bovespa
Neste artigo, aprofundaremos a análise de cinco ações listadas na Bovespa que apresentam uma tendência de desvalorização, chamando a atenção de investidores em busca de oportunidades em empresas com potencial de recuperação. Avaliaremos o desempenho dessas organizações desde 2021, concentrando-nos na média mensal de perda de valor.
1.Americanas (AMER3)
A análise da AMER3 requer consideração de diversos fatores, especialmente depois de ter iniciado um processo de recuperação judicial em 2023 devido a inconsistências contábeis que afetaram severamente sua credibilidade e ações. Apesar de uma queda acumulada de 100% ao longo de cinquenta meses, devido a uma média mensal de desvalorização de 2,0%, a Americanas ainda possui forte presença no varejo brasileiro, representando uma interessante oportunidade de compra.
2. Allpark Emp Part (ALPK3)
A Estapar (ALPK3), especializada em estacionamentos e mobilidade urbana, apresentou resultados positivos no terceiro trimestre de 2024 (3T24). A empresa registrou mais um lucro líquido, evidenciando a continuidade da melhora operacional e financeira. A ação no período de cinquenta meses sofreu uma desvalorização de 68%, numa média mensal de 1,4% sugerindo uma boa oportunidade de compra.
3. Arezzo & Grupo Soma (AZZA3)
O Azzas 2154 registrou uma desvalorização de 64% ao longo de cinquenta meses, com uma média de queda mensal de 1,3%. Considerando sua presença consolidada no mercado varejista de moda, a empresa pode se recuperar à medida que a confiança do consumidor aumenta. Apesar do período desafiador, a atratividade do Azzas 2154 sugere um potencial de retorno, justificando nossa recomendação de compra.
4. Grupo SBF (SBFG3)
Grupo SBF (SBFG3): A operação com caixa líquido é um diferencial importante, especialmente em um cenário de juros elevados e retração do consumo. Caso haja uma recuperação econômica, a SBFG, dona da Centauro, está bem posicionada para aproveitar o momento e acelerar o crescimento de receita no setor de varejo esportivo. Registrou uma desvalorização de 60% nos últimos quarenta e oito meses, resultando em uma média mensal de queda de 1,3%.
5. Cosan S.A. (CSAN3)
O grupo Cosan, o maior fabricante de etanol e exportadora de cana-de-açúcar do mundo, também é a maior operadora de ferrovia da América Latina e mantém a liderança na distribuição de gás natural e de combustíveis e lubrificantes no Brasil. Sofreu uma desvalorização de 63% ao longo de cinquenta meses, com média mensal de 1,3%. O que merece a nossa recomendação de compra.
Agora, se você mantém posições nos ativos mencionados a seguir, é aconselhável ponderar a possibilidade de realizar lucros por meio de vendas ou recompor a carteira. Apresentamos cinco ações que vivenciaram notáveis aumentos de valor nos últimos quatro anos e meio, criteriosamente selecionadas pela equipe da QWERTYING através da Bovespa.
1. Marcopolo (POMO4)
A Marcopolo é uma das principais fabricantes brasileiras de ônibus e micro-ônibus, com foco em transporte urbano, rodoviário, escolar e turístico. O desempenho da Marcopolo demonstra um momento de destaque no mercado financeiro, especialmente considerando o ambiente desafiador da economia brasileira. Um crescimento de 179% em cinquenta meses, com uma média mensal de 3,6%, é excepcional e indica uma forte valorização dos fundamentos da empresa, seja por crescimento operacional, perspectivas de mercado ou recuperação de setores estratégicos como o de carroceria de aço.
2. PetroRio (PRIO3)
PetroRio (PRIO3): A aquisição dos campos de Pelegrino e Tubarão Martelo foi estratégica, mesmo com o preço do barril de petróleo abaixo de US$70. Isso se deve ao modelo de negócios eficiente da PetroRio, que consegue gerar caixa consistentemente. A expansão de ativos fortalece sua posição no setor de exploração de petróleo, trazendo resiliência operacional em tempos de preços baixos. A ação ao longo dos cinquenta meses acumulou uma valorização de 153%, numa média mensal de 3,1%. Para os felizardos a ação sugerimos a realização de lucros.
3. Direcional Engenharia (DIRR3)
A Direcional Engenharia registrou uma valorização de 144% em cinquenta meses, correspondendo a um aumento médio de 2,9% por mês. A taxa de retorno sobre o capital investido é uma das mais promissoras do mercado da B3.
4. Sabesp (SBSP3)
A Sabesp valorizou-se em 132% em cinquenta meses, apresentando um aumento médio de 2,6% por mês. Dada a magnitude dessa valorização, pode ser oportuno considerar estratégias de venda para capitalizar os lucros acumulados ao longo desse período. Com a possível privatização da empresa, em mãos de sócios estrangeiros, quanto antes sair do ativo é melhor, historicamente uma empresa quando privatizada tem uma tendência de descapitalizar em favor aos donos do capital.
5. Banco do Brasil (BBAS3)
Se você acredita que o Banco do Brasil tem boas perspectivas para continuar crescendo e seu portfólio está diversificado, pode ser interessante manter parte do investimento. Caso contrário, realizar os lucros e buscar novas oportunidades pode ser a melhor decisão. O Banco do Brasil testemunhou um aumento significativo de 110% em cinquenta meses, com uma média mensal de 2,2%.
Operações “Swing Trade” Semanais.
ESCOLHAS “QWERTYING” – 21/02/25 – recomendações e oportunidades para comprar na segunda-feira e vender na sexta-feira “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo: | |||||
ATIVOS | Data | Preço de Entrada | Preço Alvo | Potencial de valorização | |
1 | GOAU4 | 24/02/25 | 8,95 | 15,40 | 72,07% |
2 | RENT3 | 24/02/25 | 29,24 | 89,00 | 204,38% |
3 | ITUB4 | 24/02/25 | 32,70 | 43,00 | 31,50% |
4 | POMO4 | 24/02/25 | 8,05 | 11,00 | 36,65% |
5 | ECOR3 | 24/02/25 | 5,25 | 5,75 | 9,52% |
Conclusão
No dinâmico cenário financeiro atual, a adaptação constante é essencial para o sucesso. Manter-se atualizado sobre novas tendências, instrumentos financeiros e estratégias é crucial para navegar com êxito em um mercado em contínua evolução.
Vale destacar que o desempenho passado das ações na carteira QWERTYING desde janeiro de 2021 não garante resultados futuros. O mercado de ações é influenciado por diversos fatores, incluindo eventos macroeconômicos, geopolíticos e situações imprevisíveis, como pandemias e desastres naturais.
Ao ingressar no mercado de ações, é fundamental adotar uma abordagem informada, prudente e paciente. Recomenda-se buscar orientação de um especialista em investimentos para conselhos personalizados, considerando a situação financeira e os objetivos individuais de investimento.
Muitos ativos atualmente apresentam preços atrativos, oferecendo oportunidades para investidores dispostos a assumir riscos com fundos que não precisarão ser usados nos próximos um ou dois anos. No entanto, é crucial manter uma abordagem paciente e monitorar cuidadosamente o desempenho desses ativos, avaliando posteriormente se mantê-los na carteira é a decisão mais adequada ou se a venda é mais vantajosa.
É fundamental compreender que as informações fornecidas são apenas isso – informações. Elas devem ser interpretadas como tal. Investir no mercado financeiro envolve riscos inerentes, e buscar aconselhamento profissional antes de tomar qualquer decisão é altamente recomendado.
Lembre-se de que as informações financeiras são tão voláteis quanto as nuvens no céu, podendo mudar rapidamente. Portanto, manter-se atualizado com notícias e atualizações é crucial. É prudente buscar informações em fontes confiáveis e considerar uma variedade de opiniões.
Investir em ações na Bovespa ou no mercado global apresenta riscos substanciais, mas também oferece a oportunidade de obter ganhos expressivos. Em um ambiente financeiro dinâmico, a cautela aliada à busca constante por conhecimento é fundamental para tomar decisões informadas e bem-sucedidas.
Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”
Segue análise detalhada do cenário de diversas empresas brasileiras, destacando como suas estratégias, aquisições e estruturas financeiras estão moldando suas perspectivas em um ambiente macroeconômico desafiador. Vamos analisar algumas das 40 acompanhadas pela equipe da QWERTYING:
Allpark Empreendimentos (ALPK3): A Allpark Empreendimentos (ticker ALPK3) é a maior administradora de estacionamentos do Brasil, proprietária da marca Estapar, e foi fundada em 1981, em Curitiba. A empresa opera cerca de 400 mil vagas distribuídas em 684 locais, incluindo shoppings, hospitais, aeroportos e centros urbanos importantes. Essa ação é mais adequada para investidores com perfil moderado a agressivo, interessados em empresas com potencial de crescimento a longo prazo, mas cientes dos riscos de curto prazo.
Estapar (ALPK3): A Estapar (ALPK3) divulgou os números do 3T24, com mais um lucro líquido na última linha do demonstrativo, deixando cada vez mais nítida a melhora operacional e financeira da companhia. Assim como adiantado na prévia, a receita líquida da Estapar atingiu R$ 399 milhões, mais um recorde trimestral, com alta de 14% na comparação com o 3T23, ajudada pelo incremento de vagas (+34 mil) e maior ocupação.
EQUIPE QWERTYING, 21 de fevereiro de 2025