As Melhores Oportunidades na B3 | QWERTYING – Análise 4ª Semana de Dezembro 2025

Caro leitor,

Desempenho da Carteira de Swing Trade — 22 a 26 de dezembro de 2025

QWERTYING | Leitura de Mercado

A leitura QWERTYING da semana aponta para um pano de fundo construtivo, ainda que o curto prazo recomende cautela tática. Os mercados globais atravessaram dias de maior ruído, sobretudo em torno das perspectivas da economia americana. Mesmo assim, a tecnologia voltou a assumir o protagonismo, puxando os índices para cima, amparada por dados que sugerem desaceleração inflacionária — ainda que parte do mercado ressalte distorções estatísticas provocadas pelo prolongado shutdown e falhas na coleta de informações.

No universo de semicondutores, a escassez de memória voltou ao centro da narrativa. A Micron entregou resultados e projeções acima do consenso, liderando o S&P 500 com valorização próxima de 10% em um único pregão. O movimento se espalhou pelo setor, impulsionando nomes como Sandisk e Lam Research, reforçando a leitura estruturalmente positiva para o segmento no médio e longo prazo.

Brasil: fundamentos estáveis, humor ainda frágil

No mercado doméstico, mesmo diante de um conjunto de fundamentos relativamente favorável — expectativa de cortes graduais da Selic em 2026, crescimento do PIB ligeiramente acima das projeções anteriores,inflação comportada dentro da meta — o humor do investidor seguiu cauteloso. O ambiente político ruidoso, a antecipação do calendário eleitoral e a leitura sobre o ciclo futuro de juros mantiveram a tomada de risco contida, apesar de sinais pontuais de melhora na confiança.

Setores mais sensíveis ao ciclo econômico, como construção civil, varejo e commodities, registraram quedas, com destaque negativo para ativos como PETR4, INTB3 e AZZA3. Ainda assim, o Ibovespa avançou +1,59% na semana, retornando à faixa dos 160 mil pontos, movimento alinhado com o cenário-base traçado semanas atrás para o fechamento do ano.

Desempenho da Carteira QWERTYING

Em um ambiente menos hostil à entrada de capital, a carteira acompanhou o movimento corretivo do mercado. O desempenho semanal foi de +0,53%, abaixo do benchmark, refletindo ajustes metodológicos pontuais — sem qualquer desvio da disciplina operacional que sustenta a estratégia QWERTYING.

O Ibovespa encerrou a semana com alta de +1,59%, consolidando o retorno à região dos 160 mil pontos, em meio à melhora gradual da confiança tanto do investidor institucional quanto do estrangeiro.

Nosso modelo, focado em operações de curto prazo e leitura tática de mercado, sentiu os efeitos do ajustamento global. Ainda assim, a volatilidade moderada e a seletividade dos fluxos reforçaram a importância do controle de risco, da leitura de preço e da execução disciplinada — pilares que preservam a resiliência do sistema.

Em síntese: o jogo segue aberto e potencialmente favorável, mas não é momento de descuido. O mercado continua premiando método, seletividade e gestão ativa — exatamente o DNA da abordagem QWERTYING.

Comportamento das Ações da Carteira

Das cinco posições da semana, três encerraram no campo positivo, refletindo o tom mais defensivo do mercado:

CSAN3: +1,89%

DIRR3: +1,59%

SLCE3: +0,69%

Dois ativos apresentaram desempenho negativo:

CYRE3: –0,30%

INTB3: –2,35%

A diversificação cumpriu seu papel, permitindo acompanhar o viés positivo do mercado e resultando no fechamento semanal de +0,53%.

Leitura QWERTYING — BRICS, dólar e a reconfiguração do comércio global

Os acordos comerciais entre o Brasil e os demais países do bloco BRICS seguem no radar do mercado, sobretudo pelo impacto potencial sobre o papel do dólar no comércio internacional. O tema ganha relevância em um contexto de maior tensão geopolítica e questionamento da dependência histórica do sistema financeiro global em relação aos Estados Unidos.

Nesta semana, sob a liderança de China e Rússia, avançaram discussões sobre mudanças nos sistemas de liquidação internacional entre países do bloco. A proposta central é reduzir — ou mesmo eliminar — a necessidade do dólar como moeda intermediária nas transações comerciais, abrindo espaço para pagamentos em moedas locais ou por meio de sistemas alternativos de compensação.

Na prática, trata-se de um movimento de desancoragem parcial do dólar, rompendo um padrão consolidado ao longo de décadas. Essa estrutura sempre garantiu aos EUA posição dominante, tanto financeira quanto geopolítica, influenciando fluxos de capitais, taxas globais de juros e mecanismos de sanção econômica.

Para o Brasil, o debate é estratégico. A diversificação dos meios de pagamento pode reduzir custos cambiais, diminuir a exposição às oscilações do dólar e ampliar a autonomia nas relações comerciais. Ao mesmo tempo, o mercado observa com cautela: o dólar segue sendo a principal âncora de valor, reserva de liquidez e referência de precificação dos ativos globais.

Em síntese: não se trata do “fim do dólar”, mas de uma mudança gradual de equilíbrio. O processo tende a ser lento, heterogêneo e cheio de ruídos, mas reforça uma mensagem clara: o mundo caminha para um arranjo mais multipolar — inclusive no campo monetário — e isso já começa a entrar no radar dos investidores.

Desempenho no Ano — até 26 de dezembro de 2025

No acumulado de 2025, a carteira QWERTYING registra alta de +25,65%, desempenho próximo ao do Ibovespa, que avança +30,38% no mesmo período.

A diferença — cerca de 4,7 p.p. abaixo do índice — reflete episódios de volatilidade elevada e ajustes táticos ao longo do ano, mantendo, ainda assim, a estratégia dentro de uma zona saudável de coerência operacional.

Conclusão | QWERTYING

Seguimos comprometidos em identificar as melhores oportunidades da B3, combinando:

análise técnica rigorosa,

leitura de fluxo,

gestão disciplinada de risco,

ajustes táticos bem executados.

A estratégia permanece firme para capturar valor à medida que o mercado reencontra seu eixo. Permaneceremos atentos ao fluxo estrangeiro, à política monetária e aos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil, BRICS e Estados Unidos — vetores que hoje estão no centro da formação de preços e da próxima perna direcional do mercado.

Demonstração Gráfica janeiro/25 a dezembro/25

Desempenho do Ibovespa e Global em 2025: Desafios e Oportunidades

Resumo do Mercado — até a última semana

QWERTYING | Mercados Internacionais

Fonte: The Wall Street Journal

Leitura QWERTYING — Mercados em máxima, commodities em destaque e movimentos corporativos relevantes

Na semana passada, o mercado acionário americano voltou a renovar topos históricos. S&P 500 e Dow Jones cravaram novas máximas, em um pregão de avanço moderado, porém consistente. O S&P 500 avançou 0,3%, enquanto o Dow Jones subiu 0,6%, alta de 289 pontos, reforçando o viés construtivo dos investidores.

No bloco das commodities, a prata chamou atenção ao registrar novo recorde histórico. Os contratos futuros avançaram 0,8%, atingindo US$ 71,03 por onça troy. No acumulado do ano, a valorização já chega a expressivos 145%. O ouro, por sua vez, teve leve correção no dia, mas mantém uma performance robusta em 2025, com alta acumulada de 70,4%.

No noticiário corporativo, a Nike liderou os ganhos do dia após a divulgação de que Tim Cook, CEO da Apple e membro do conselho da companhia, ampliou de forma relevante sua participação acionária. As ações da fabricante de artigos esportivos saltaram 4,6%, recuperando parte das perdas recentes após resultados abaixo do esperado. Documentos indicam que Cook investiu cerca de US$ 2,9 milhões em ações da empresa, praticamente dobrando sua posição pessoal — um sinal interpretado pelo mercado como voto de confiança no médio prazo.

Já no setor de energia, a BP anunciou a venda da participação majoritária de sua divisão de lubrificantes, a Castrol. O movimento integra a estratégia de desinvestimentos da companhia, com foco na redução do endividamento e no reforço da produção de petróleo e gás. A gestora Stonepeak desembolsará US$ 6 bilhões por 65% do negócio. As ações da BP recuaram 0,8% no pregão, refletindo ajustes de curto prazo diante da reconfiguração do portfólio.

Análise Detalhada | Cinco Ações com Potencial de Recuperação na B3

A equipe QWERTYING monitora 40 empresas da B3. Abaixo, cinco papéis que, apesar de longos ciclos de queda desde 2021, apresentam assimetria positiva para investidores de médio e longo prazo.

Arezzo & Grupo Soma (AZZA3):

Queda acumulada: –66% em 53 meses

Média mensal: –1,3%

Player consolidado no varejo de moda, com portfólio forte e exposição direta à retomada do consumo.

👉 QWERTYING: ativo em região de estresse prolongado, com potencial de recuperação cíclica. Compra para médio/longo prazo.

Cosan (CSAN3):

Queda acumulada: –72% em 60 meses

Média mensal: –1,2%

Holding com ativos estratégicos em energia, logística e infraestrutura.

👉 QWERTYING: fundamentos sólidos, preço deprimido e risco elevado — típico papel de turnaround.

Lojas Renner (LREN3):

Queda acumulada: –56% em 54 meses

Média mensal: –1,0%

Varejo de moda com marcas fortes e escala nacional.

👉 QWERTYING: penalizada pelo ciclo macro, mas com estrutura para reagir quando o consumo destravar.

Grupo SBF (SBFG3):

Queda acumulada: –51% em 60 meses

Média mensal: –0,9%

Caixa líquido em ambiente de juros altos é diferencial competitivo.

👉 QWERTYING: opcionalidade clara para retomada do varejo esportivo.

Coelce (COCE5):

Queda acumulada: –45% em 60 meses

Média mensal: –0,8%

Distribuidora resiliente, fluxo previsível e dividendos consistentes.

👉 QWERTYING: papel defensivo com renda + potencial de valorização.

A seguir – Ações com forte valorização — hora de revisar posição

Cinco ativos que entregaram retornos expressivos e entram no radar para realização parcial ou rebalanceamento:

ROXO34 (Nubank): +134% em 29 meses ou 4,6% mensal

IRBR3: +149% em 36 meses ou 4,1% mensal

MDNE3: +203% em 54 meses ou 3,8% mensal

SAPR11: +155% em 54 meses ou 2,9% mensal

PRIO3: +172% em 60 meses ou 2,2% mensal

👉 QWERTYING: ganhos fortes pedem disciplina. Lucro não realizado não é lucro.

Operações “Swing Trade” Semanais.

ESCOLHAS “QWERTYING” – 26/12/25 – recomendações e oportunidades para comprar na segunda-feira e vender na sexta-feira “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo:
ATIVOSDataPreço de EntradaPreço AlvoPotencial de valorização
1AXIA629/12/2552,2860,0014,77%
2PETR429/12/2530,3646,0051,52%
3INTB329/12/2511,6617,0045,80%
4AZZA329/12/2524,5455,00124,12%
5ITUB429/12/2539,2043,009,69%

Conclusão | Leitura QWERTYING

O ambiente financeiro atual é dinâmico, mutável e pouco tolerante a improvisos. Nesse contexto, adaptabilidade contínua deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para geração de valor e controle de risco. Acompanhar tendências, entender novos instrumentos e ajustar estratégias não é opção — é parte do jogo.

É fundamental reforçar: desempenho passado não garante retorno futuro. A trajetória da carteira QWERTYING desde janeiro de 2021 reflete método e disciplina, mas os preços seguem sujeitos a múltiplos vetores — macroeconomia, política, geopolítica e eventos extraordinários — capazes de alterar o cenário de forma abrupta.

Investir em renda variável exige postura informada, critério técnico e disciplina operacional. O apoio de profissionais especializados contribui para alinhar decisões ao perfil de risco, ao horizonte de investimento e aos objetivos patrimoniais de cada investidor.

O momento atual oferece valuations seletivamente atrativos, sobretudo para quem pode trabalhar com horizonte de 12 a 24 meses. Ainda assim, o processo demanda paciência, monitoramento constante e disposição para ajustar posições sempre que a relação risco–retorno deixar de ser favorável.

Reiteramos: as informações aqui apresentadas têm caráter informativo, não configurando recomendação definitiva de investimento. O mercado envolve riscos inerentes, e decisões devem ser tomadas com consciência e preparo.

A volatilidade — parte estrutural dos mercados — reforça a importância da atualização permanente e da consulta a fontes confiáveis. Informação sem filtro gera ruído; informação com método gera decisão.

Participar da B3 ou de mercados internacionais implica riscos relevantes, mas também oportunidades expressivas. Em um ambiente complexo, prudência aliada ao conhecimento contínuo é o que separa estratégia de aposta.

👉 QWERTYING não promete atalhos. Entrega método, leitura e disciplina.Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”

Empresas brasileiras enfrentam ambiente desafiador, mas algumas mostram sinais de resiliência

Em meio a um cenário macroeconômico pressionado por juros elevados, consumo retraído e incertezas fiscais, diversas empresas brasileiras vêm ajustando suas estratégias para manter a competitividade. A equipe da QWERTYING acompanha de perto o desempenho de 40 companhias listadas na B3 e destaca, a seguir, duas que merecem atenção: uma pelo bom posicionamento estratégico e outra pelos riscos e oportunidades de turnaround.

Cosan (CSAN3):

A Cosan teve um início de ano difícil. Em fevereiro de 2025, reportou prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no trimestre, impactado por baixas contábeis de R$ 4,7 bilhões relacionadas ao investimento na Vale, além de uma provisão de R$ 2,9 bilhões para imposto de renda diferido. A alavancagem da companhia aumentou: a cobertura de juros caiu para 1,1x, abaixo do 1,2x observado no trimestre anterior — reflexo de menores fluxos de dividendos e aumento dos custos financeiros. Em março, as ações da Cosan eram negociadas a R$ 7,76, acumulando uma queda de 50,85% em 12 meses. Os múltiplos reforçam o momento delicado: P/L negativo de -1,54, P/VP de 0,37 e Dividend Yield de 5,81%. Apesar das dificuldades, analistas apontam que o preço descontado pode atrair investidores dispostos a apostar em uma recuperação de longo prazo. (Fonte: InfoMoney)

Arezzo & Grupo Soma (AZZA3):

O portfólio diversificado de marcas e a atuação em múltiplos segmentos de consumo — calçados, vestuário masculino e feminino, acessórios — permitem à AZZA3 atravessar o ambiente macroeconômico instável com potencial de valorização. Em termos de tendência, se espera uma recuperação de sobrevenda, mas nenhum fundo foi encontrado entrando no mercado durante a recuperação. O volume de capital não é suficiente para sustentar avanços contínuo no mercado. Há um certo grau de estagflação. A continuidade na entrega de bons resultados pode ser benéfica para seus investidores.

Equipe QWERTYING, 26 de dezembro de 2025

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