Caro leitor,
📈 QWERTYING | Radar do Mercado — Semana de 27/04/26 a 30/04/26
📊 QWERTYING | Radar Global — Reprecificação com foco em tecnologia
Leitura Geral
O mercado global passa por um processo de reprecificação em que o risco geopolítico perde relevância marginal, enquanto os resultados corporativos, especialmente do setor de tecnologia, ganham protagonismo. Abril se encerra com forte recuperação dos índices, refletindo maior apetite ao risco.
O foco claramente migrou do conflito para o lucro, alterando o fluxo de capital.
Petróleo — queda com viés diplomático
Os preços do petróleo recuaram após o Irã sinalizar uma nova proposta de negociação. O Brent caiu cerca de 2%, ainda em patamar elevado.
O movimento reduz o prêmio de risco no curto prazo, mas não elimina a incerteza estrutural. A queda reflete mais expectativa de distensão do que mudança efetiva de fundamentos.
Bolsas — melhor mês desde 2020
Os principais índices americanos registraram em abril seus maiores ganhos mensais desde 2020. No último pregão, o S&P 500 subiu 0,3% e o Nasdaq 0,9%.
O mercado passou a olhar além do conflito, priorizando a consistência dos resultados. A leitura predominante é simples: com lucro forte, o risco perde peso relativo.
Tecnologia — o principal vetor
O setor de tecnologia lidera o movimento de alta, impulsionado por resultados robustos e pela continuidade da narrativa de inteligência artificial. Empresas como Apple, Sandisk, Reddit, Oracle e CoreWeave apresentaram forte desempenho.
A demanda por dados, armazenamento e soluções ligadas à IA segue em expansão, sustentando múltiplos elevados e reforçando o papel do setor como motor do mercado.
IA e OpenAI — ruído absorvido
As preocupações recentes com a OpenAI perderam força após novos resultados positivos no setor. As perdas foram rapidamente revertidas.
O mercado demonstra baixa tolerância a ruídos de curto prazo quando a tendência estrutural de crescimento permanece intacta.
Comércio — nova fonte de risco
Os Estados Unidos elevaram tarifas sobre automóveis da União Europeia, reacendendo tensões comerciais. A medida foi justificada por razões de segurança nacional.
O movimento reforça o retorno do protecionismo e pode gerar retaliações, introduzindo um novo vetor de volatilidade.
Conclusão — leitura consolidada
O mercado global é atualmente guiado por resultados corporativos sólidos, liderança da tecnologia e alívio parcial da geopolítica. Em paralelo, o risco comercial volta ao radar.
A alta recente reflete a predominância do lucro sobre o risco, mas com mudança na natureza das incertezas.
📊 QWERTYING | Impacto no Brasil — Leitura Consolidada
Leitura Geral — fluxo externo virou contra
O ambiente global interrompeu o fluxo de capital para o mercado brasileiro, provocando uma reprecificação negativa dos ativos. O movimento ocorreu em linha com a queda do Ibovespa, que recuou para a região dos 187 mil pontos, acumulando perda de cerca de 1,80% na semana.
A dinâmica evidencia a sensibilidade do mercado local ao capital estrangeiro, com impacto direto sobre preços e múltiplos.
Proteção em xeque — ouro e dólar cedem
Os ativos defensivos também perderam tração. A queda do dólar reduziu o apelo das posições atreladas ao ouro, pressionando papéis do segmento. AURA33, por exemplo, registrou recuo relevante no período.
O movimento indica um ajuste simultâneo: nem risco nem proteção performaram bem, refletindo um ambiente de transição.
Construção civil — sinais de exaustão
O setor imobiliário voltou a apresentar desempenho fraco, com correções expressivas em diversos ativos. CYRE3 liderou as perdas, seguida por DIRR3 e outros nomes relevantes.
A combinação de juros ainda elevados com valuations esticados aumenta a sensibilidade do setor, favorecendo movimentos de realização mais intensos.
Fluxo de capital — dinâmica cíclica
O comportamento recente reforça a lógica cíclica do capital estrangeiro no Brasil. Em momentos de maior incerteza global, o país tende a atrair recursos; com a redução do risco, esse fluxo se reverte.
Essa dinâmica amplia a volatilidade e reforça o caráter tático do investimento no mercado local.
Conclusão — ajuste, não ruptura
O movimento recente sugere um ajuste de fluxo e de posicionamento, mais do que uma deterioração estrutural dos fundamentos. Ainda assim, o ambiente exige maior seletividade, diante de múltiplos pressionados e menor suporte externo.
O cenário aponta para uma postura mais cautelosa, com foco em qualidade e menor exposição a riscos mais sensíveis ao ciclo global.
No período de swing trade entre 27/04/26 e 30/04/26, as cinco posições da carteira encerraram com desempenho negativo, refletindo o ambiente de maior cautela diante dos eventos geopolíticos que vêm influenciando o mercado:
• IRBR3: -0,72%
• MOTV3: -2,91%
• DIRR3: -6,20%
• AURA33: -7,85%
• SBFG3: -9,23%
Mesmo com uma diversificação previamente estruturada, a carteira não conseguiu absorver o impacto do pessimismo predominante, resultando em uma perda consolidada de -5,14% na semana.
Desempenho no ano — até 30 de abril de 2026
No acumulado de 2026, as operações QWERTYING de swing trade apresentam valorização de +11,79%. Apesar do resultado positivo, o desempenho ainda fica abaixo do Ibovespa, que avança +15,75% no mesmo período.
A defasagem de cerca de 3,96 pontos percentuais em relação ao índice reflete momentos de maior volatilidade e ajustes táticos ao longo do ano. Ainda assim, a estratégia permanece consistente do ponto de vista operacional, com expectativa de recuperação de performance nos próximos ciclos.
Conclusão | QWERTYING
Reiteramos nosso compromisso em identificar as melhores oportunidades na B3, combinando:
- Análise técnica rigorosa;
- Leitura de fluxo;
- Gestão disciplinada de risco;
- Ajustes táticos bem executados.
Nossa estratégia permanece sólida para capturar valor à medida que o mercado reencontra seu equilíbrio. Manteremos atenção constante ao fluxo estrangeiro, à política monetária e aos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil, BRICS e Estados Unidos — vetores que atualmente são cruciais para a formação de preços e a próxima direção do mercado.
Demonstração Gráfica Swing Trade janeiro26 a abril26

📊 QWERTYING | Análise Detalhada — 5 Ações que mais se desvalorizaram e ainda mantém o Potencial de Recuperação na B3
A equipe QWERTYING acompanha de forma contínua um universo de 40 empresas listadas na B3. Dentro desse radar, alguns ativos atravessaram longos ciclos de queda desde 2022 e hoje começam a apresentar assimetria positiva, cenário típico de oportunidades para investidores com visão de médio e longo prazo. A leitura não é de euforia, mas de possível recuperação cíclica em ativos descontados.
⚡ Cosan (CSAN3) — Turnaround de infraestrutura
📉 Queda acumulada: –76% em 52 meses
📊 Média mensal: –1,5%
Holding estratégica com presença em energia, logística e infraestrutura. A forte correção de preço elevou o risco, mas também ampliou o potencial de retorno caso o ciclo operacional volte a ganhar tração.
➡️ Leitura QWERTYING: fundamentos relevantes, preço deprimido e perfil típico de turnaround — ativo para investidores tolerantes à volatilidade.
🛡️ IRB Brasil Resseguros (IRBR3) — Reação depende do ciclo
📉 Queda acumulada: –53% em 52 meses
📊 Média mensal: –1,0%
Empresa de seguros e resseguros com escala nacional, ainda carregando os efeitos de ciclos macroeconômicos adversos.
➡️ Leitura QWERTYING: papel penalizado pelo ambiente macro, mas com estrutura para reagir caso o cenário econômico e institucional avance em reformas e estabilidade.
👟 Grupo SBF (SBFG3) — Sensível aos juros
📉 Queda acumulada: –48% em 52 meses
📊 Média mensal: –0,9%
Atuando no segmento esportivo, a companhia tende a se beneficiar de um ambiente de crédito mais barato e maior consumo doméstico.
➡️ Leitura QWERTYING: melhora potencial ligada à queda da Selic e à recuperação do consumo — ativo de ciclo econômico.
🏗️ Gerdau (GGBR4) — Base industrial sólida
📉 Queda acumulada: –18% em 52 meses
📊 Média mensal: –0,4%
Gigante do setor de metais e mineração, com forte presença em aço, construção e engenharia, além de escala internacional e base operacional robusta.
➡️ Leitura QWERTYING: empresa madura, exposta ao ciclo global de infraestrutura e commodities — perfil defensivo dentro do setor industrial.
🌾 Telefônica Brasil (VIVT3) — Telecomunicações
📉 Queda acumulada: –16% em 52 meses
📊 Média mensal: –0,4%
A Vivo demonstra margens fortes (EBITDA de 41%) e liderança no segmento pós-pago, sendo vista como boa pagadora de dividendos.
➡️ Leitura QWERTYING: ativo em que vai crescer com vulnerabilidade de seus concorrentes no setor.
🔎 Síntese QWERTYING
Os cinco ativos compartilham um ponto comum:
➡️ longos ciclos de queda
➡️ preços descontados
➡️ potencial de recuperação condicionado ao ambiente macro
Não são papéis de curto prazo — são posições que exigem paciência, disciplina e gestão de risco.
📌 Conclusão QWERTYING
O mercado atual premia seletividade. Em ciclos de transição, ativos descontados podem oferecer assimetrias interessantes, desde que o investidor entenda que recuperação não é linha reta — é processo.
A seguir – Ações com forte valorização — hora de revisar posição
Cinco ativos que entregaram retornos expressivos e entram no radar para realização parcial de lucro ou rebalanceamento da carteira:
Aura Minerals (AURA33): +839% em 52 meses ou 16,1% mensal
Moura Dubeux (MDNE3): +490% em 52 meses ou 9,4% mensal
Copasa (CSMG3): +345% em 52 meses ou 6,3% mensal
Direcional (DIRR3): +229% em 52 meses ou 4,4% mensal
Petro Rio (PRIO3): +200 em 52 meses ou 4,2 mensal
👉 QWERTYING: ganhos fortes pedem disciplina. Lucro não realizado não é lucro. Não esqueça disso: “Camarão que dorme, a onda leva!”
Operações “Swing Trade” Semanais.
| ESCOLHAS “QWERTYING” – 01/05/26 – recomendações e oportunidades para comprar na segunda-feira (04/05) e vender na quinta-feira (08/05) “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo: | |||||
| ATIVOS | Data | Preço de Entrada | Preço Alvo | Potencial de valorização | |
| 1 | CYRE3 | 04/05/26 | 23,49 | 42,00 | 78,80% |
| 2 | SBFG3 | 04/05/26 | 11,02 | 20,00 | 81,49% |
| 3 | AURA33 | 04/05/26 | 138,00 | 90,00 | -34,78% |
| 4 | SAPR11 | 04/05/26 | 40,54 | 45,90 | 13,22% |
| 5 | RENT3 | 04/05/26 | 45,91 | 62,00 | 35,03% |
Conclusão | Leitura QWERTYING
O ambiente financeiro atual é dinâmico, mutável e pouco tolerante a improvisos. Nesse contexto, adaptabilidade contínua deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para geração de valor e controle de risco. Acompanhar tendências, entender novos instrumentos e ajustar estratégias não é opção — é parte do jogo.
É fundamental reforçar: desempenho passado não garante retorno futuro. A trajetória da carteira QWERTYING desde janeiro de 2022 reflete método e disciplina, mas os preços seguem sujeitos a múltiplos vetores — macroeconomia, política, geopolítica e eventos extraordinários — capazes de alterar o cenário de forma abrupta.
Investir em renda variável exige postura informada, critério técnico e disciplina operacional. O apoio de profissionais especializados contribui para alinhar decisões ao perfil de risco, ao horizonte de investimento e aos objetivos patrimoniais de cada investidor.
O momento atual oferece valuations seletivamente atrativos, sobretudo para quem pode trabalhar com horizonte de 12 a 24 meses. Ainda assim, o processo demanda paciência, monitoramento constante e disposição para ajustar posições sempre que a relação risco–retorno deixar de ser favorável.
Reiteramos: as informações aqui apresentadas têm caráter informativo, não configurando recomendação definitiva de investimento. O mercado envolve riscos inerentes, e decisões devem ser tomadas com consciência e preparo.
A volatilidade — parte estrutural dos mercados — reforça a importância da atualização permanente e da consulta a fontes confiáveis. Informação sem filtro gera ruído; informação com método gera decisão.
Participar da B3 ou de mercados internacionais implica riscos relevantes, mas também oportunidades expressivas. Em um ambiente complexo, prudência aliada ao conhecimento contínuo é o que separa estratégia de aposta.
👉 QWERTYING não promete atalhos. Entrega método, leitura e disciplina.Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”
Empresas brasileiras enfrentam ambiente desafiador, mas algumas mostram sinais de resiliência
Em meio a um cenário macroeconômico pressionado por juros elevados, consumo retraído e incertezas fiscais, diversas empresas brasileiras vêm ajustando suas estratégias para manter a competitividade. A equipe da QWERTYING acompanha de perto o desempenho de 40 companhias listadas na B3 e destaca, a seguir, duas que merecem atenção: uma pelo bom posicionamento estratégico e outra pelos riscos e oportunidades de turnaround.
Cosan (CSAN3):
A Cosan teve um início de ano difícil. Em fevereiro de 2025, reportou prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no trimestre, impactado por baixas contábeis de R$ 4,7 bilhões relacionadas ao investimento na Vale, além de uma provisão de R$ 2,9 bilhões para imposto de renda diferido. A alavancagem da companhia aumentou: a cobertura de juros caiu para 1,1x, abaixo do 1,2x observado no trimestre anterior — reflexo de menores fluxos de dividendos e aumento dos custos financeiros. Em março, as ações da Cosan eram negociadas a R$ 7,76, acumulando uma queda de 50,85% em 12 meses. Os múltiplos reforçam o momento delicado: P/L negativo de -1,54, P/VP de 0,37 e Dividend Yield de 5,81%. Apesar das dificuldades, analistas apontam que o preço descontado pode atrair investidores dispostos a apostar em uma recuperação de longo prazo. (Fonte: InfoMoney)
IRB Brasil RE (IRBR3)
O IRB Brasil RE é uma empresa especializada em resseguro. Em termos gerais, a empresa assume o compromisso de indenizar outras seguradoras por prejuízos que possam ocorrer em decorrência de suas apólices. Em troca recebe parte dos prêmios. O ressegurador ainda dispõe de um recurso chamado retrocessão, pelo qual repassa parte das responsabilidades que assumiu para outro ressegurador, com o objetivo de proteger seu patrimônio
Atuando com foco na América Latina, o IRB também está presente na Europa, África, Ásia, Oriente Médio e América do Norte. Suas linhas de negócios incluem setores como Riscos Aeronáuticos, Riscos de Engenharia, Óleo e Gás, Linhas Financeiras, entre outros.
Fundada como estatal em 1939, a empresa se chamava apenas Instituto de Resseguros do Brasil. Em 1996 tornou-se uma sociedade de economia mista e passou a se chamar IRB Brasil Resseguros S.A. Em 2007 o IRB perdeu o monopólio de mercado e em 2013 foi privatizado.
Equipe QWERTYING, 30 de abril de 2026



