Caro leitor,
📈 QWERTYING | Radar do Mercado — Semana de 20/04/26 a 24/04/26
📊 QWERTYING | Radar Global — Euforia seletiva e reprecificação
O cenário internacional segue dominado pela incerteza geopolítica. O impasse envolvendo o Irã permanece sem avanços concretos, e as tentativas de negociação com envio de emissários como Steve Witkoff e Jared Kushner ainda não se materializaram. O mercado continua operando sob risco latente, incorporando essa instabilidade nos preços dos ativos.
Mesmo com esse pano de fundo, os mercados acionários apresentaram comportamento divergente. O Dow Jones Industrial Average recuou levemente, enquanto o Nasdaq Composite avançou com força, impulsionado principalmente pelas empresas de tecnologia. O movimento reforça uma rotação clara de fluxo para ativos considerados mais resilientes, com destaque para o setor de semicondutores.
As empresas de chips lideraram os ganhos, refletindo a continuidade do ciclo de investimentos em inteligência artificial. A Nvidia registrou alta consistente, enquanto a AMD teve uma valorização expressiva. A Intel, por sua vez, surpreendeu o mercado com resultados fortes, levando suas ações a uma alta significativa. No entanto, apesar do otimismo, os níveis de valuation já se encontram esticados, indicando que parte relevante das expectativas positivas já está precificada.
No campo da tecnologia, a Alphabet intensificou sua aposta em inteligência artificial ao ampliar negociações com a Anthropic, podendo investir até US$ 40 bilhões. Esse movimento reforça a corrida global por liderança em IA, onde escala de capital e capacidade tecnológica passam a ser determinantes.
Por fim, houve um alívio institucional relevante nos Estados Unidos. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos encerrou a investigação envolvendo Jerome Powell, presidente do Federal Reserve. A decisão reduz incertezas políticas e contribui para maior previsibilidade na condução da política monetária, retirando um fator de ruído que pesava sobre o mercado.
📊 QWERTYING | Versão dos Fatos — Impacto na Bolsa Brasileira
📅 Semana: 20/04/26 a 24/04/26
A bolsa brasileira apresentou desempenho negativo na semana, mesmo diante de um ambiente externo parcialmente favorável. O bom desempenho das ações de tecnologia nos Estados Unidos não foi suficiente para sustentar o mercado local, evidenciando um descasamento entre o fluxo global e os ativos brasileiros. O investidor segue seletivo, priorizando mercados com maior previsibilidade e liquidez.
Ainda assim, o interesse estrangeiro pelo Brasil permanece no radar. Instituições como o Bank of America destacam a resiliência dos ativos brasileiros, apoiada principalmente pela percepção de menor risco político e pela expectativa de queda da taxa de juros. Esse movimento sugere que o país começa a ser visto como uma oportunidade tática dentro de um cenário global mais incerto.
A dinâmica dos juros continua sendo um dos principais vetores de sustentação para o mercado doméstico. A perspectiva de flexibilização monetária contribui para melhorar os fundamentos de valuation, especialmente em setores mais sensíveis ao crédito. No entanto, o ritmo ainda gradual desse processo limita um movimento mais consistente de alta na bolsa, funcionando mais como um amortecedor do que como um catalisador.
No campo estrutural, observa-se uma mudança relevante na composição das reservas globais. O dólar vem perdendo participação relativa, embora ainda permaneça dominante. Ativos como ouro e outras moedas ganham espaço, refletindo uma tendência de diversificação por parte dos bancos centrais. Esse movimento, ainda que lento, tem implicações importantes para o fluxo de capitais no longo prazo.
Em síntese, o mercado brasileiro se encontra em uma fase de transição. Há sinais de melhora relativa e interesse estrangeiro crescente, mas o ambiente externo ainda impõe cautela. A bolsa não vive um momento de euforia, mas sim de reprecificação gradual, dependendo da confirmação de tendências tanto no cenário doméstico quanto no internacional.
No swing trade do período de 20/04/26 a 24/04/26, das cinco posições da carteira, três encerraram no campo positivo, refletindo a reprecificação ante aos acontecimentos geopolíticos, e que influenciam o mercado:
- SAPR11: +6,76%
- PETR4: +2,03%
- PRIO3: +1,57%
Dois ativos apresentaram desempenho negativo:
- WEGE3: -1,75%
- CSAN3: -2,67%
A diversificação estratégica, permitiu que a carteira se opusesse ao movimento do mercado e resultou em um lucro de +1,20% no período.
Desempenho no Ano — até 24 de abril de 2026
No acumulado de 2026, as operações QWERTYING “Swing Trade” registram uma alta de +16,93%, um desempenho superior ao do Ibovespa, que avançou +17,55% no mesmo período.
A diferença de aproximadamente 0,62 pontos percentuais abaixo do índice, reflete episódios de volatilidade e ajustes táticos realizados neste ano, mantendo a estratégia dentro de uma zona saudável de coerência operacional.
Conclusão | QWERTYING
Reiteramos nosso compromisso em identificar as melhores oportunidades na B3, combinando:
- Análise técnica rigorosa;
- Leitura de fluxo;
- Gestão disciplinada de risco;
- Ajustes táticos bem executados.
Nossa estratégia permanece sólida para capturar valor à medida que o mercado reencontra seu equilíbrio. Manteremos atenção constante ao fluxo estrangeiro, à política monetária e aos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil, BRICS e Estados Unidos — vetores que atualmente são cruciais para a formação de preços e a próxima direção do mercado.
Demonstração Gráfica Swing Trade janeiro26 a abril26

📊 QWERTYING | Análise Detalhada — 5 Ações que mais se desvalorizaram e ainda mantém o Potencial de Recuperação na B3
A equipe QWERTYING acompanha de forma contínua um universo de 40 empresas listadas na B3. Dentro desse radar, alguns ativos atravessaram longos ciclos de queda desde 2022 e hoje começam a apresentar assimetria positiva, cenário típico de oportunidades para investidores com visão de médio e longo prazo. A leitura não é de euforia, mas de possível recuperação cíclica em ativos descontados.
⚡ Cosan (CSAN3) — Turnaround de infraestrutura
📉 Queda acumulada: –76% em 52 meses
📊 Média mensal: –1,5%
Holding estratégica com presença em energia, logística e infraestrutura. A forte correção de preço elevou o risco, mas também ampliou o potencial de retorno caso o ciclo operacional volte a ganhar tração.
➡️ Leitura QWERTYING: fundamentos relevantes, preço deprimido e perfil típico de turnaround — ativo para investidores tolerantes à volatilidade.
🛡️ IRB Brasil Resseguros (IRBR3) — Reação depende do ciclo
📉 Queda acumulada: –53% em 52 meses
📊 Média mensal: –1,0%
Empresa de seguros e resseguros com escala nacional, ainda carregando os efeitos de ciclos macroeconômicos adversos.
➡️ Leitura QWERTYING: papel penalizado pelo ambiente macro, mas com estrutura para reagir caso o cenário econômico e institucional avance em reformas e estabilidade.
👟 Grupo SBF (SBFG3) — Sensível aos juros
📉 Queda acumulada: –42% em 52 meses
📊 Média mensal: –0,8%
Atuando no segmento esportivo, a companhia tende a se beneficiar de um ambiente de crédito mais barato e maior consumo doméstico.
➡️ Leitura QWERTYING: melhora potencial ligada à queda da Selic e à recuperação do consumo — ativo de ciclo econômico.
🏗️ Gerdau (GGBR4) — Base industrial sólida
📉 Queda acumulada: –21% em 52 meses
📊 Média mensal: –0,4%
Gigante do setor de metais e mineração, com forte presença em aço, construção e engenharia, além de escala internacional e base operacional robusta.
➡️ Leitura QWERTYING: empresa madura, exposta ao ciclo global de infraestrutura e commodities — perfil defensivo dentro do setor industrial.
🌾 Telefônica Brasil (VIVT3) — Telecomunicações
📉 Queda acumulada: –16% em 52 meses
📊 Média mensal: –0,3%
A Vivo demonstra margens fortes (EBITDA de 41%) e liderança no segmento pós-pago, sendo vista como boa pagadora de dividendos.
➡️ Leitura QWERTYING: ativo em que vai crescer com vulnerabilidade de seus concorrentes no setor.
🔎 Síntese QWERTYING
Os cinco ativos compartilham um ponto comum:
➡️ longos ciclos de queda
➡️ preços descontados
➡️ potencial de recuperação condicionado ao ambiente macro
Não são papéis de curto prazo — são posições que exigem paciência, disciplina e gestão de risco.
📌 Conclusão QWERTYING
O mercado atual premia seletividade. Em ciclos de transição, ativos descontados podem oferecer assimetrias interessantes, desde que o investidor entenda que recuperação não é linha reta — é processo.
A seguir – Ações com forte valorização — hora de revisar posição
Cinco ativos que entregaram retornos expressivos e entram no radar para realização parcial de lucro ou rebalanceamento da carteira:
Aura Minerals (AURA33): +919% em 52 meses ou 17,7% mensal
Moura Dubeux (MDNE3): +522% em 52 meses ou 10% mensal
Copasa (CSMG3): +372% em 52 meses ou 7,2% mensal
Sabesp (SBSP3): +331% em 52 meses ou 6,4% mensal
Direcional (DIRR3): +250% em 52 meses ou 4,8% mensal
👉 QWERTYING: ganhos fortes pedem disciplina. Lucro não realizado não é lucro. Não esqueça disso: “Camarão que dorme, a onda leva!”
Operações “Swing Trade” Semanais.
| ESCOLHAS “QWERTYING” – 24/04/26 – recomendações e oportunidades para comprar na segunda-feira (27/04) e vender na quinta-feira (30/04) “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo: | |||||
| ATIVOS | Data | Preço de Entrada | Preço Alvo | Potencial de valorização | |
| 1 | AURA33 | 27/04/26 | 149,75 | 90,00 | -39,90% |
| 2 | SBFG3 | 27/04/26 | 12,14 | 20,00 | 64,74% |
| 3 | DIRR3 | 27/04/26 | 13,70 | 23,00 | 67,88% |
| 4 | IRBR3 | 27/04/26 | 53,89 | 42,00 | -22,06% |
| 5 | MOTV3 | 27/04/26 | 16,48 | 18,00 | 9,22% |
Conclusão | Leitura QWERTYING
O ambiente financeiro atual é dinâmico, mutável e pouco tolerante a improvisos. Nesse contexto, adaptabilidade contínua deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para geração de valor e controle de risco. Acompanhar tendências, entender novos instrumentos e ajustar estratégias não é opção — é parte do jogo.
É fundamental reforçar: desempenho passado não garante retorno futuro. A trajetória da carteira QWERTYING desde janeiro de 2022 reflete método e disciplina, mas os preços seguem sujeitos a múltiplos vetores — macroeconomia, política, geopolítica e eventos extraordinários — capazes de alterar o cenário de forma abrupta.
Investir em renda variável exige postura informada, critério técnico e disciplina operacional. O apoio de profissionais especializados contribui para alinhar decisões ao perfil de risco, ao horizonte de investimento e aos objetivos patrimoniais de cada investidor.
O momento atual oferece valuations seletivamente atrativos, sobretudo para quem pode trabalhar com horizonte de 12 a 24 meses. Ainda assim, o processo demanda paciência, monitoramento constante e disposição para ajustar posições sempre que a relação risco–retorno deixar de ser favorável.
Reiteramos: as informações aqui apresentadas têm caráter informativo, não configurando recomendação definitiva de investimento. O mercado envolve riscos inerentes, e decisões devem ser tomadas com consciência e preparo.
A volatilidade — parte estrutural dos mercados — reforça a importância da atualização permanente e da consulta a fontes confiáveis. Informação sem filtro gera ruído; informação com método gera decisão.
Participar da B3 ou de mercados internacionais implica riscos relevantes, mas também oportunidades expressivas. Em um ambiente complexo, prudência aliada ao conhecimento contínuo é o que separa estratégia de aposta.
👉 QWERTYING não promete atalhos. Entrega método, leitura e disciplina.Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”
Empresas brasileiras enfrentam ambiente desafiador, mas algumas mostram sinais de resiliência
Em meio a um cenário macroeconômico pressionado por juros elevados, consumo retraído e incertezas fiscais, diversas empresas brasileiras vêm ajustando suas estratégias para manter a competitividade. A equipe da QWERTYING acompanha de perto o desempenho de 40 companhias listadas na B3 e destaca, a seguir, duas que merecem atenção: uma pelo bom posicionamento estratégico e outra pelos riscos e oportunidades de turnaround.
Cosan (CSAN3):
A Cosan teve um início de ano difícil. Em fevereiro de 2025, reportou prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no trimestre, impactado por baixas contábeis de R$ 4,7 bilhões relacionadas ao investimento na Vale, além de uma provisão de R$ 2,9 bilhões para imposto de renda diferido. A alavancagem da companhia aumentou: a cobertura de juros caiu para 1,1x, abaixo do 1,2x observado no trimestre anterior — reflexo de menores fluxos de dividendos e aumento dos custos financeiros. Em março, as ações da Cosan eram negociadas a R$ 7,76, acumulando uma queda de 50,85% em 12 meses. Os múltiplos reforçam o momento delicado: P/L negativo de -1,54, P/VP de 0,37 e Dividend Yield de 5,81%. Apesar das dificuldades, analistas apontam que o preço descontado pode atrair investidores dispostos a apostar em uma recuperação de longo prazo. (Fonte: InfoMoney)
IRB Brasil RE (IRBR3)
O IRB Brasil RE é uma empresa especializada em resseguro. Em termos gerais, a empresa assume o compromisso de indenizar outras seguradoras por prejuízos que possam ocorrer em decorrência de suas apólices. Em troca recebe parte dos prêmios. O ressegurador ainda dispõe de um recurso chamado retrocessão, pelo qual repassa parte das responsabilidades que assumiu para outro ressegurador, com o objetivo de proteger seu patrimônio
Atuando com foco na América Latina, o IRB também está presente na Europa, África, Ásia, Oriente Médio e América do Norte. Suas linhas de negócios incluem setores como Riscos Aeronáuticos, Riscos de Engenharia, Óleo e Gás, Linhas Financeiras, entre outros.
Fundada como estatal em 1939, a empresa se chamava apenas Instituto de Resseguros do Brasil. Em 1996 tornou-se uma sociedade de economia mista e passou a se chamar IRB Brasil Resseguros S.A. Em 2007 o IRB perdeu o monopólio de mercado e em 2013 foi privatizado.
Equipe QWERTYING, 24 de abril de 2026



