Caro leitor,
📊 QWERTYING | Mercado Global — emprego desacelera e tecnologia amplia perdas
🧭 Leitura Geral — emprego mais fraco reduz pressão sobre os juros
A criação de empregos nos Estados Unidos desacelerou em junho, com 57 mil novas vagas, abaixo das 129 mil de maio e das 115 mil esperadas pelo mercado. O resultado levou os investidores a reduzirem as apostas em novas altas de juros pelo Federal Reserve.
👉 QWERTYING: o mercado de trabalho começa a perder força, reduzindo a pressão sobre os juros, mas aumentando as dúvidas sobre o ritmo da economia americana.
Tecnologia — chips lideram nova rodada de perdas
Na semana passada as ações de semicondutores recuaram pelo segundo dia consecutivo. O índice PHLX Semiconductor caiu 5,4%, com forte pressão sobre as fabricantes de memória. Sandisk perdeu 14,1% e Samsung Electronics recuou 9,1%, enquanto Tesla caiu 7,5% e Meta perdeu 4,9%. O Nasdaq encerrou o dia em queda de 0,8%.
👉 QWERTYING: a correção nas empresas ligadas à inteligência artificial e aos semicondutores ganha força, mostrando que o mercado começa a questionar parte das fortes valorizações recentes.
Empresas — Rivian surpreende, enquanto crédito privado segue pressionado
A Rivian avançou 8,4% após entregar 12.194 veículos no segundo trimestre, superando suas próprias projeções e o resultado registrado no mesmo período do ano passado.
No crédito privado, investidores solicitaram US$ 4,7 bilhões em resgates de dois importantes fundos da Blue Owl Capital. O volume caiu em relação ao trimestre anterior, mas continua elevado, especialmente no fundo focado em tecnologia.
👉 QWERTYING: enquanto resultados operacionais ainda criam oportunidades pontuais, os elevados resgates no crédito privado mostram que os investidores continuam reduzindo exposição aos segmentos considerados mais arriscados.
Conclusão — menos pressão nos juros, mais cautela com o risco
A desaceleração do emprego favorece a perspectiva de juros menos pressionados, mas a forte correção das ações de tecnologia e os resgates no crédito privado reforçam um ambiente de maior seletividade.
👉 QWERTYING: o mercado começa a trocar a euforia por cautela — juros podem ajudar, mas valuations elevados e sinais de desaceleração econômica aumentam a importância da seleção de ativos.
📊 QWERTYING | Mercado Doméstico — melhora do cenário devolve espaço para oportunidades
🧭 Leitura Geral — mercado volta a olhar os fundamentos
O humor do mercado brasileiro melhorou nos últimos dias. A combinação entre inflação mais comportada, queda do petróleo e uma comunicação mais consistente do Banco Central reduziu parte das preocupações com juros e atividade econômica.
O cenário ainda exige cautela, mas o mercado começa a abandonar parte do pessimismo recente e volta a discutir oportunidades que, há poucas semanas, pareciam menos atrativas.
👉 QWERTYING: quando o cenário macroeconômico melhora, mesmo que parcialmente, empresas com bons fundamentos voltam rapidamente ao radar dos investidores.
Mercado — seletividade continua sendo a principal estratégia
A melhora das expectativas não significa que todos os ativos passaram a oferecer boas oportunidades. Juros ainda elevados e incertezas econômicas continuam exigindo maior disciplina na escolha das empresas.
Nesse ambiente, algumas teses voltaram a apresentar uma relação risco-retorno interessante, especialmente companhias com geração de caixa previsível, vantagens competitivas e capacidade de crescimento.
👉 QWERTYING: o momento não parece ser de comprar o mercado inteiro, mas de selecionar empresas capazes de atravessar períodos de maior volatilidade.
Carteira — previsibilidade encontra novas avenidas de crescimento
Entre as oportunidades identificadas está uma companhia que combina geração de caixa previsível, fortes barreiras de entrada e potencial de expansão ligado ao crescimento dos mercados de biogás e energia.
Essa combinação entre estabilidade operacional e novas avenidas de crescimento melhora a relação risco-retorno da tese e ajuda a explicar sua entrada na carteira neste momento.
👉 QWERTYING: em um mercado ainda marcado por incertezas, previsibilidade de caixa, vantagens competitivas e crescimento podem representar uma combinação interessante para capturar oportunidades sem abandonar a cautela.
O Ibovespa subiu 0,64%, próximo dos 173 mil pontos, beneficiado pelo emprego mais fraco nos Estados Unidos, que reduziu o temor de novas altas de juros pelo Fed.
A bolsa chegou a subir mais de 1%, mas perdeu força com a queda das ações de tecnologia em Nova York e a alta dos juros futuros no Brasil.
👉 QWERTYING: o cenário externo melhorou, mas as preocupações fiscais continuam limitando o avanço da bolsa.
Juros e atividade — economia mais fraca favorece cortes da Selic
A produção industrial caiu 0,2% em maio, reforçando os sinais de desaceleração da economia brasileira. O dado aumenta o espaço para a continuidade dos cortes da Selic.
Por outro lado, as preocupações com as contas públicas mantêm os juros de longo prazo elevados.
👉 QWERTYING: atividade mais fraca ajuda o Banco Central a cortar juros, mas o risco fiscal impede uma queda mais consistente da curva.
Câmbio — dólar permanece próximo de R$ 5,20
O dólar chegou a cair mais de 1%, mas encerrou praticamente estável, próximo de R$ 5,20. Commodities mais fracas, incertezas eleitorais e ruídos entre Brasil e Estados Unidos limitaram a valorização do real.
Conclusão — melhora com cautela
O cenário começa a ficar mais favorável para os ativos brasileiros, com menor pressão sobre os juros americanos e sinais de desaceleração da economia doméstica.
👉 QWERTYING: o mercado encontra espaço para melhorar, mas o risco fiscal continua sendo o principal obstáculo para uma alta mais consistente da bolsa.
No período de swing trade entre 29/06/26 e 03/07/26, das cinco posições da carteira três encerraram com desempenho positivo, refletindo o ambiente de média credibilidade com o Brasil, diante da possibilidade de término da ameaça tarifária aos produtos diversos pelos USA o mercado se ajustou:
• EUCA4: +2,07%
• VALE3: +1,18%
• PETR4: +0,76%
Dois ativos apresentaram desempenho negativo:
• PRIO3: -0,62%
• SLCE3: -2,66%
A diversificação estratégica, permitiu que a carteira reverberasse o movimento positivo do mercado e resultou em um lucro de +0,34% no período.
Desempenho no ano — até 26 de junho de 2026
No acumulado de 2026, as operações QWERTYING de swing trade apresentam valorização de +12,21%. Apesar do resultado positivo, obteve desempenho melhor ante ao Ibovespa, que avançou +8,64% no ano.
A diferença de cerca de 3,57 ponto percentual, ligeiramente acima, em relação ao índice reflete um clima defensivo e ajustes táticos ao longo do ano. Diante disso, a estratégia permanece consistente do ponto de vista operacional, com expectativa de melhora de performance nos próximos ciclos.
Conclusão | QWERTYING
Reiteramos nosso compromisso em identificar as melhores oportunidades na B3, combinando:
- Análise técnica rigorosa;
- Leitura de fluxo;
- Gestão disciplinada de risco;
- Ajustes táticos bem executados.
Nossa estratégia permanece sólida para capturar valor à medida que o mercado reencontra seu equilíbrio. Manteremos atenção constante ao fluxo estrangeiro, à política monetária e aos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil, BRICS e Estados Unidos — vetores que atualmente são cruciais para a formação de preços e a direção do mercado.
Demonstração Gráfica Swing Trade janeiro26 a julho26

📊 QWERTYING | Análise Detalhada — 5 Ações que mais se desvalorizaram e na visão da equipe possuem o Potencial de Recuperação na B3
A equipe QWERTYING acompanha de forma contínua um universo de 40 empresas listadas na B3. Dentro desse radar, alguns ativos atravessaram longos ciclos de queda desde 2022 e hoje começam a apresentar assimetria positiva, cenário típico de oportunidades para investidores com visão de médio e longo prazo. A leitura não é de euforia, mas de possível recuperação cíclica em ativos que estão bem descontados.
⚡ Cosan (CSAN3) — O ciclo Turnaround de infraestrutura, de nada resultou até aqui
📉 Queda acumulada: –82% em 55 meses
📊 Média mensal: –1,5%
Holding estratégica com presença em energia, logística e infraestrutura. A forte correção de preço elevou o risco, mas também ampliou o potencial de retorno caso o ciclo operacional volte a ganhar tração.
➡️ Leitura QWERTYING: fundamentos relevantes, preço deprimido e perfil típico de turnaround — ativo para investidores tolerantes à volatilidade.
Axia Energia (AXIA3) — Dinâmica das chuvas e Preço da Energia
📉 Queda acumulada: –9% em 9 meses
📊 Média mensal: –1,2%
O bom retorno da Axia Energia (antiga Eletrobras) depende fundamentalmente do comportamento dos preços de energia no curto prazo, da distribuição de suas reservas bilionárias de lucros e da melhora contínua na governança corporativa após a privatização
➡️ Leitura QWERTYING: O destravamento de valor depende de como a empresa irá remunerar os acionistas com suas reservas bilionárias, bem como das estratégias de recompra de ações.
👟 Grupo SBF (SBFG3) — Sensível aos juros
📉 Queda acumulada: –51% em 55 meses
📊 Média mensal: –0,9%
Atuando no segmento esportivo, a companhia tende a se beneficiar de um ambiente de crédito mais barato e maior consumo doméstico.
➡️ Leitura QWERTYING: melhora potencial ligada à queda da Selic e à recuperação do consumo — ativo de ciclo econômico.
SLC Agrícola (SLCE3):
Queda acumulada: –38% em 55 meses
Média mensal: –0,7%
Player consolidado no agronegócio brasileiro, traciona a economia nacional esse potencial é nosso.
👉 QWERTYING: ativo em região de estresse prolongado, com potencial de recuperação cíclica. Compra para médio/longo prazo.
🏗️ Lojas Renner (LREN3) — Sensível aos juros
📉 Queda acumulada: –36% em 55 meses
📊 Média mensal: –0,7%
A Renner vem caindo mês a mês, em linha com o setor de vestuário e pela possível alteração na legislação fiscal. Ainda assim, mantemos confiança na tese para o ano, com espaço para expansão de margem, boa geração de caixa e valuation atrativo.
➡️ Leitura QWERTYING: empresa madura, exposta ao ciclo do mercado brasileiro.
🔎 Síntese QWERTYING
Os cinco ativos compartilham um ponto comum:
➡️ longos ciclos de queda
➡️ preços por demais descontados
➡️ potencial de recuperação condicionado ao ambiente macro
Não são papéis de curto prazo — são posições que exigem paciência, disciplina e gestão de risco.
📌 Conclusão QWERTYING
O mercado atual premia seletividade. Em ciclos de transição, ativos descontados podem oferecer assimetrias interessantes, desde que o investidor entenda que recuperação não é linha reta — é processo.
A seguir – Ações com forte valorização nos últimos 5 anos — hora de revisar posição
Cinco ativos que entregaram retornos expressivos e entram no radar para realização parcial de lucro ou rebalanceamento da carteira:
Aura Minerals (AURA33): +679% em 55 meses ou 12,6% mensal
Moura Dubeux (MDNE3): +487% em 55 meses ou 9,0% mensal
Cury S/A (CURY3): +424% em 55 meses ou 7,9% mensal
Copasa (CSMG3): +411% em 55 meses ou 7,6% mensal
Sabesp (SBSP3): +280% em 55 meses ou 5,2% mensal
👉 QWERTYING: ganhos fortes pedem disciplina. Lucro não realizado não é lucro. Não esqueça disso: “Camarão que dorme, a onda leva!”
Operações “Swing Trade” Semanais.
| ESCOLHAS “QWERTYING” – 03/07/26 – recomendações e oportunidades para comprar na segunda-feira (06/07) e vender na sexta-feira (10/07) “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo: | |||||
| ATIVOS | Data | Preço de Entrada | Preço Alvo | Potencial de valorização | |
| 1 | SBFG3 | 06/07/26 | 10,30 | 20,00 | 94,17% |
| 2 | RENT3 | 06/07/26 | 41,45 | 62,00 | 49,58% |
| 3 | AXIA3 | 06/07/26 | 53,97 | 63,30 | 17,29% |
| 4 | SLCE3 | 06/07/26 | 12,81 | 16,40 | 28,02% |
| 5 | RADL3 | 06/07/26 | 17,07 | 31,00 | 81,61% |
Conclusão | Leitura QWERTYING
O ambiente financeiro atual é dinâmico, mutável e pouco tolerante a improvisos. Nesse contexto, adaptabilidade contínua deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para geração de valor e controle de risco. Acompanhar tendências, entender novos instrumentos e ajustar estratégias não é opção — é parte do jogo.
É fundamental reforçar: desempenho passado não garante retorno futuro. A trajetória da carteira QWERTYING desde janeiro de 2022 reflete método e disciplina, mas os preços seguem sujeitos a múltiplos vetores — macroeconomia, política, geopolítica e eventos extraordinários — capazes de alterar o cenário de forma abrupta.
Investir em renda variável exige postura informada, critério técnico e disciplina operacional. O apoio de profissionais especializados contribui para alinhar decisões ao perfil de risco, ao horizonte de investimento e aos objetivos patrimoniais de cada investidor.
O momento atual oferece valuations seletivamente atrativos, sobretudo para quem pode trabalhar com horizonte de 12 a 24 meses. Ainda assim, o processo demanda paciência, monitoramento constante e disposição para ajustar posições sempre que a relação risco–retorno deixar de ser favorável.
Reiteramos: as informações aqui apresentadas têm caráter informativo, não configurando recomendação definitiva de investimento. O mercado envolve riscos inerentes, e decisões devem ser tomadas com consciência e preparo.
A volatilidade — parte estrutural dos mercados — reforça a importância da atualização permanente e da consulta a fontes confiáveis. Informação sem filtro gera ruído; informação com método gera decisão.
Participar da B3 ou de mercados internacionais implica riscos relevantes, mas também oportunidades expressivas. Em um ambiente complexo, prudência aliada ao conhecimento contínuo é o que separa estratégia de aposta.
👉 QWERTYING não promete atalhos. Entrega método, leitura e disciplina.
Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”
Empresas brasileiras enfrentam ambiente desafiador, mas algumas mostram sinais de resiliência
Em meio a um cenário macroeconômico pressionado por juros elevados, consumo retraído e incertezas fiscais, diversas empresas brasileiras vêm ajustando suas estratégias para manter a competitividade. A equipe da QWERTYING acompanha de perto o desempenho de 40 companhias listadas na B3 e destaca, a seguir, duas que merecem atenção: uma pelo bom posicionamento estratégico e outra pelos riscos e oportunidades de turnaround.
Cosan (CSAN3):
A Cosan teve um início de ano difícil. Em fevereiro de 2025, reportou prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no trimestre, impactado por baixas contábeis de R$ 4,7 bilhões relacionadas ao investimento na Vale, além de uma provisão de R$ 2,9 bilhões para imposto de renda diferido. A alavancagem da companhia aumentou: a cobertura de juros caiu para 1,1x, abaixo do 1,2x observado no trimestre anterior — reflexo de menores fluxos de dividendos e aumento dos custos financeiros. Em março, as ações da Cosan eram negociadas a R$ 7,76, acumulando uma queda de 50,85% em 12 meses. Os múltiplos reforçam o momento delicado: P/L negativo de -1,54, P/VP de 0,37 e Dividend Yield de 5,81%. Apesar das dificuldades, analistas apontam que o preço descontado pode atrair investidores dispostos a apostar em uma recuperação de longo prazo. (Fonte: InfoMoney)
SLC Agrícola (SLCE3)
Fundada em 1945, na Cidade de Horizontina (RS), por três famílias de imigrantes alemães, a SLC foi pioneira na implementação da agricultura mecanizada no Brasil, utilizando maquinário agrícola de alta tecnologia. Ao longo dos anos, o foco dos investimentos em terras agricultáveis passou para as regiões Nordeste e Centro-Oeste, onde a companhia tem maior atuação até hoje. Trata-se da melhor empresa do agronegócio brasileiro.
Equipe QWERTYING, 03 de julho de 2026



