As Melhores Oportunidades na B3 | QWERTYING – Edição da 3ª Semana de junho de 2026

Caro leitor,

📈 QWERTYING | Radar do Mercado — Semana de 15/06/26 a 19/06/26

📊 QWERTYING | Radar Global — Entre a Euforia da SpaceX e o Alívio Geopolítico

🧭 Leitura Geral — tecnologia e liquidez seguem no centro do mercado

A combinação entre investimentos em inteligência artificial, reajustes de preços no setor de tecnologia e sinais mistos da política monetária global continua direcionando os mercados. Enquanto a parceria entre Apple e Intel reforça o movimento de reindustrialização dos EUA, investidores começam a demonstrar maior cautela em segmentos que cresceram rapidamente nos últimos anos, como o crédito privado.

👉 QWERTYING: a IA continua atraindo capital, mas a liquidez global já não parece tão abundante quanto meses atrás.

💻 Apple e Intel — fortalecimento da indústria americana

Trump anunciou uma parceria entre Apple e Intel para desenvolver e fabricar chips em território americano. O movimento fortalece a estratégia de reduzir a dependência da cadeia asiática de semicondutores e impulsionou as ações da Intel, que avançaram 11% e renovaram máximas históricas.

👉 QWERTYING: o governo americano continua incentivando a produção doméstica de tecnologia considerada estratégica.

📱 Apple sobe preços e beneficia fabricantes de memória

A Apple informou que pretende elevar os preços de seus produtos para compensar o aumento dos custos de componentes. O anúncio impulsionou empresas ligadas à produção de memória, com Sandisk subindo 12% e Micron avançando 8,7%.

👉 QWERTYING: a demanda por IA continua pressionando a cadeia global de chips e elevando os preços do setor.

💳 Crédito privado começa a enfrentar testes

Os pedidos de resgate em grandes fundos de crédito privado alcançaram US$ 12 bilhões no segundo trimestre, acima dos US$ 7,7 bilhões registrados anteriormente. O movimento sugere que parte dos investidores está buscando mais liquidez ou reduzindo exposição a ativos menos negociados.

👉 QWERTYING: quando os resgates aumentam, o mercado passa a monitorar mais de perto possíveis riscos de liquidez.

🌎 Juros globais — pausa nos desenvolvidos, alta nos emergentes

O Banco da Inglaterra manteve os juros inalterados, seguindo a decisão recente do Federal Reserve. Em contrapartida, Indonésia, Filipinas e República Tcheca optaram por elevar suas taxas, demonstrando que a batalha contra a inflação ainda não terminou em diversas economias.

👉 QWERTYING: o mundo continua dividido entre países que já conseguem pausar os juros e aqueles que ainda precisam apertar a política monetária.

📈 Mercados e petróleo — ambiente mais favorável aos ativos

As bolsas americanas encerraram a semana em alta, com o Nasdaq avançando 2,4%, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones subiram 0,9% e 0,7%. Ao mesmo tempo, o petróleo Brent permaneceu abaixo de US$ 80 por barril, acumulando queda de 13% no mês, enquanto os preços da gasolina nos EUA continuaram recuando.

👉 QWERTYING: queda da energia e inflação mais comportada ajudam a sustentar o bom humor dos mercados, especialmente nas empresas de tecnologia.

📊 QWERTYING | Impacto no Brasil — Versão dos Fatos

🧭 Leitura Geral — o mercado exagerou no pessimismo?

A recente correção das incorporadoras refletiu uma combinação de fatores que aumentaram a aversão ao risco no mercado brasileiro: juros elevados, preocupações com a inflação, incertezas sobre o funding do FGTS e um ambiente geopolítico mais instável. O resultado foi uma queda generalizada das ações do setor, independentemente das diferenças de qualidade entre as empresas.

No entanto, as discussões realizadas durante o Real Estate Day do BTG mostraram um cenário mais equilibrado. Apesar dos desafios, a demanda por moradias populares continua sustentada por fatores estruturais importantes, sugerindo que a deterioração implícita nos preços das ações pode ter sido maior do que a realidade operacional das companhias.

👉 QWERTYING: o mercado passou a precificar um cenário muito negativo para um setor que continua apresentando fundamentos relativamente sólidos.

🏠 Habitação popular continua sendo uma das teses mais resilientes

O déficit habitacional elevado, o mercado de trabalho ainda aquecido e a manutenção do acesso ao crédito para as faixas de renda atendidas pelos programas habitacionais seguem sustentando a demanda por imóveis econômicos.

Ao mesmo tempo, a inflação dos custos de construção continua sob monitoramento, mas permanece controlável para empresas que possuem escala, eficiência operacional e capacidade de repassar parte das pressões para os preços de venda.

👉 QWERTYING: a demanda continua presente e o principal risco não está na falta de compradores, mas na gestão eficiente dos custos e da execução.

📈 Escala ganha ainda mais valor

Em um ambiente de juros mais altos e maior seletividade dos investidores, a escala tornou-se um diferencial competitivo relevante. Empresas maiores possuem mais facilidade para acessar capital, adquirir terrenos estratégicos, contratar mão de obra e administrar programas habitacionais e subsídios governamentais.

Os desafios envolvendo recursos do FGTS, disponibilidade de trabalhadores e questões regulatórias permanecem no radar, mas o setor parece caminhar para uma fase de crescimento mais disciplinado, priorizando rentabilidade e preservação de margens.

👉 QWERTYING: em ciclos mais desafiadores, os líderes costumam ganhar participação de mercado enquanto os concorrentes menores enfrentam mais dificuldades.

🎯 Direcional (DIRR3) segue bem posicionada

Dentro desse cenário, a Direcional continua aparecendo como uma das empresas mais preparadas para capturar o crescimento da habitação popular. A companhia combina forte capacidade de execução, disciplina financeira, histórico consistente de resultados e exposição a um segmento com demanda estruturalmente favorável.

Mesmo após a recente correção das ações, as perspectivas de geração de lucro permanecem robustas, enquanto os múltiplos voltaram para níveis mais atrativos.

👉 QWERTYING: a queda recente parece ter sido mais intensa do que a deterioração efetiva dos fundamentos. Para o investidor de longo prazo, a DIRR3 continua sendo uma das principais referências do setor de construção voltado à baixa renda.

No período de swing trade entre 15/06/26 e 19/06/26, das cinco posições da carteira duas encerraram com desempenho positivo, refletindo o ambiente de menor credibilidade com o Brasil, diante da possibilidade de término da guerra entre EUA e Irã o mercado se ajustou:

• AURA33: +5,86%

• CSAN3: +4,49%

Três ativos apresentaram desempenho negativo:

• SLCE3: -4,56%

• B3SA3: -5,38%

• TOTS3: -9,06%

A diversificação estratégica, permitiu que a carteira mitigasse o movimento negativo do mercado e resultou em um prejuízo de -0,87% no período.

Desempenho no ano — até 19 de junho de 2026

No acumulado de 2026, as operações QWERTYING de swing trade apresentam valorização de +11,31%. Apesar do resultado positivo, obteve desempenho melhor ante ao Ibovespa, que avançou +5,24% no ano.

A diferença de cerca de 6,07 ponto percentual, de mais que o dobro, em relação ao índice reflete um clima defensivo e ajustes táticos ao longo do ano. Diante disso, a estratégia permanece consistente do ponto de vista operacional, com expectativa de melhora de performance nos próximos ciclos.

Conclusão | QWERTYING

Reiteramos nosso compromisso em identificar as melhores oportunidades na B3, combinando:

  • Análise técnica rigorosa;
  • Leitura de fluxo;
  • Gestão disciplinada de risco;
  • Ajustes táticos bem executados.

Nossa estratégia permanece sólida para capturar valor à medida que o mercado reencontra seu equilíbrio. Manteremos atenção constante ao fluxo estrangeiro, à política monetária e aos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil, BRICS e Estados Unidos — vetores que atualmente são cruciais para a formação de preços e a direção do mercado.

Demonstração Gráfica Swing Trade janeiro26 a junho26

📊 QWERTYING | Análise Detalhada — 5 Ações que mais se desvalorizaram e na visão da equipe possuem o Potencial de Recuperação na B3

A equipe QWERTYING acompanha de forma contínua um universo de 40 empresas listadas na B3. Dentro desse radar, alguns ativos atravessaram longos ciclos de queda desde 2022 e hoje começam a apresentar assimetria positiva, cenário típico de oportunidades para investidores com visão de médio e longo prazo. A leitura não é de euforia, mas de possível recuperação cíclica em ativos que estão bem descontados.

Axia Energia (AXIA3) — Dinâmica das chuvas e Preço da Energia

📉 Queda acumulada: –13% em 8 meses

📊 Média mensal: –1,6%

O bom retorno da Axia Energia (antiga Eletrobras) depende fundamentalmente do comportamento dos preços de energia no curto prazo, da distribuição de suas reservas bilionárias de lucros e da melhora contínua na governança corporativa após a privatização

➡️ Leitura QWERTYING: O destravamento de valor depende de como a empresa irá remunerar os acionistas com suas reservas bilionárias, bem como das estratégias de recompra de ações.

⚡ Cosan (CSAN3) — O ciclo Turnaround de infraestrutura, de nada resultou até aqui

📉 Queda acumulada: –84% em 54 meses

📊 Média mensal: –1,6%

Holding estratégica com presença em energia, logística e infraestrutura. A forte correção de preço elevou o risco, mas também ampliou o potencial de retorno caso o ciclo operacional volte a ganhar tração.

➡️ Leitura QWERTYING: fundamentos relevantes, preço deprimido e perfil típico de turnaround — ativo para investidores tolerantes à volatilidade.

👟 Grupo SBF (SBFG3) — Sensível aos juros

📉 Queda acumulada: –52% em 54 meses

📊 Média mensal: –1,0%

Atuando no segmento esportivo, a companhia tende a se beneficiar de um ambiente de crédito mais barato e maior consumo doméstico.

➡️ Leitura QWERTYING: melhora potencial ligada à queda da Selic e à recuperação do consumo — ativo de ciclo econômico.

🏗️ Lojas Renner (LREN3) — Sensível aos juros

📉 Queda acumulada: –32% em 54 meses

📊 Média mensal: –0,7%

A Renner vem caindo mês a mês, em linha com o setor de vestuário e pela possível alteração na legislação fiscal. Ainda assim, mantemos confiança na tese para o ano, com espaço para expansão de margem, boa geração de caixa e valuation atrativo.

➡️ Leitura QWERTYING: empresa madura, exposta ao ciclo do mercado brasileiro.

SLC Agrícola (SLCE3):

Queda acumulada: –35% em 54 meses

Média mensal: –0,6%

Player consolidado no agronegócio brasileiro, traciona a economia nacional esse potencial é nosso.

👉 QWERTYING: ativo em região de estresse prolongado, com potencial de recuperação cíclica. Compra para médio/longo prazo.

🔎 Síntese QWERTYING

Os cinco ativos compartilham um ponto comum:

➡️ longos ciclos de queda

➡️ preços por demais descontados

➡️ potencial de recuperação condicionado ao ambiente macro

Não são papéis de curto prazo — são posições que exigem paciência, disciplina e gestão de risco.

📌 Conclusão QWERTYING

O mercado atual premia seletividade. Em ciclos de transição, ativos descontados podem oferecer assimetrias interessantes, desde que o investidor entenda que recuperação não é linha reta — é processo.

A seguir – Ações com forte valorização nos últimos 5 anos — hora de revisar posição

Cinco ativos que entregaram retornos expressivos e entram no radar para realização parcial de lucro ou rebalanceamento da carteira:

Aura Minerals (AURA33): +644% em 54 meses ou 11,9% mensal

Moura Dubeux (MDNE3): +433% em 54 meses ou 8,0% mensal

Cury S/A (CURY3): +399% em 54 meses ou 7,4% mensal

Copasa (CSMG3): +366% em 54 meses ou 6,8% mensal

Direcional (DIRR3): +248% em 54 meses ou 4,6% mensal

👉 QWERTYING: ganhos fortes pedem disciplina. Lucro não realizado não é lucro. Não esqueça disso: “Camarão que dorme, a onda leva!”

Operações “Swing Trade” Semanais.

ESCOLHAS “QWERTYING” – 19/06/26 – recomendações e oportunidades para comprar na segunda-feira (22/06) e vender na sexta-feira (26/06) “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo:
ATIVOSDataPreço de EntradaPreço AlvoPotencial de valorização
1TOTS322/06/2627,1050,5086,35%
2GGBR422/06/2621,7425,0015,00%
3LREN322/06/2614,2922,0053,95%
4RADL322/06/2616,2531,0090,77%
5PRIO322/06/2657,2078,0036,36%

Conclusão | Leitura QWERTYING

O ambiente financeiro atual é dinâmico, mutável e pouco tolerante a improvisos. Nesse contexto, adaptabilidade contínua deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para geração de valor e controle de risco. Acompanhar tendências, entender novos instrumentos e ajustar estratégias não é opção — é parte do jogo.

É fundamental reforçar: desempenho passado não garante retorno futuro. A trajetória da carteira QWERTYING desde janeiro de 2022 reflete método e disciplina, mas os preços seguem sujeitos a múltiplos vetores — macroeconomia, política, geopolítica e eventos extraordinários — capazes de alterar o cenário de forma abrupta.

Investir em renda variável exige postura informada, critério técnico e disciplina operacional. O apoio de profissionais especializados contribui para alinhar decisões ao perfil de risco, ao horizonte de investimento e aos objetivos patrimoniais de cada investidor.

O momento atual oferece valuations seletivamente atrativos, sobretudo para quem pode trabalhar com horizonte de 12 a 24 meses. Ainda assim, o processo demanda paciência, monitoramento constante e disposição para ajustar posições sempre que a relação risco–retorno deixar de ser favorável.

Reiteramos: as informações aqui apresentadas têm caráter informativo, não configurando recomendação definitiva de investimento. O mercado envolve riscos inerentes, e decisões devem ser tomadas com consciência e preparo.

A volatilidade — parte estrutural dos mercados — reforça a importância da atualização permanente e da consulta a fontes confiáveis. Informação sem filtro gera ruído; informação com método gera decisão.

Participar da B3 ou de mercados internacionais implica riscos relevantes, mas também oportunidades expressivas. Em um ambiente complexo, prudência aliada ao conhecimento contínuo é o que separa estratégia de aposta.

👉 QWERTYING não promete atalhos. Entrega método, leitura e disciplina.

Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”

Empresas brasileiras enfrentam ambiente desafiador, mas algumas mostram sinais de resiliência

Em meio a um cenário macroeconômico pressionado por juros elevados, consumo retraído e incertezas fiscais, diversas empresas brasileiras vêm ajustando suas estratégias para manter a competitividade. A equipe da QWERTYING acompanha de perto o desempenho de 40 companhias listadas na B3 e destaca, a seguir, duas que merecem atenção: uma pelo bom posicionamento estratégico e outra pelos riscos e oportunidades de turnaround.

Cosan (CSAN3):

A Cosan teve um início de ano difícil. Em fevereiro de 2025, reportou prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no trimestre, impactado por baixas contábeis de R$ 4,7 bilhões relacionadas ao investimento na Vale, além de uma provisão de R$ 2,9 bilhões para imposto de renda diferido. A alavancagem da companhia aumentou: a cobertura de juros caiu para 1,1x, abaixo do 1,2x observado no trimestre anterior — reflexo de menores fluxos de dividendos e aumento dos custos financeiros. Em março, as ações da Cosan eram negociadas a R$ 7,76, acumulando uma queda de 50,85% em 12 meses. Os múltiplos reforçam o momento delicado: P/L negativo de -1,54, P/VP de 0,37 e Dividend Yield de 5,81%. Apesar das dificuldades, analistas apontam que o preço descontado pode atrair investidores dispostos a apostar em uma recuperação de longo prazo. (Fonte: InfoMoney)

SLC Agrícola (SLCE3)

Fundada em 1945, na Cidade de Horizontina (RS), por três famílias de imigrantes alemães, a SLC foi pioneira na implementação da agricultura mecanizada no Brasil, utilizando maquinário agrícola de alta tecnologia. Ao longo dos anos, o foco dos investimentos em terras agricultáveis passou para as regiões Nordeste e Centro-Oeste, onde a companhia tem maior atuação até hoje. Trata-se da melhor empresa do agronegócio brasileiro.

Equipe QWERTYING, 19 de junho de 2026

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