Caro leitor,
📈 QWERTYING | Radar do Mercado — Semana de 11/05/26 a 15/05/26
📊 QWERTYING | Radar Global — Juros Longos Assustam Wall Street
Leitura Geral — mercado perde força com disparada dos Treasuries
A forte alta nos rendimentos dos títulos públicos americanos interrompeu o rali recente liderado pelas ações de tecnologia e semicondutores. O movimento elevou a cautela em Wall Street e provocou realização nos principais índices.
📉 Bolsas Americanas
Os juros mais altos reduziram o apetite por risco, pressionando principalmente empresas de crescimento e tecnologia.
• S&P 500: -1,2%
• Nasdaq: -1,5%
• Dow Jones: -537 pontos (-1,1%)
👉 QWERTYING: juros elevados reduzem o valor das ações e esfriam o entusiasmo com IA e chips.
💵 Treasuries em Alta
O Treasury de 30 anos encerrou em 5,127%, maior nível desde 2007. Já o rendimento do título de 10 anos subiu para 4,595%, máxima desde fevereiro de 2025.
👉 QWERTYING: o mercado teme inflação persistente e juros altos por mais tempo nos EUA.
🌍 Geopolítica e Petróleo
O presidente Donald Trump afirmou que ele e o líder chinês Xi Jinping têm visão semelhante sobre o Irã e desejam o fim do conflito.
Mesmo assim, o mercado segue preocupado com o impacto dos preços do petróleo sobre a inflação.
👉 QWERTYING: petróleo caro continua pressionando expectativas inflacionárias.
🤖 Inteligência Artificial
As ações da Cerebras caíram mais de 10% após o IPO, diante de dúvidas sobre o valuation elevado da companhia.
👉 QWERTYING: o mercado continua otimista com IA, mas mais seletivo com preços.
🚀 IPO da SpaceX
A SpaceX pretende abrir capital em junho, buscando captar até US$ 80 bilhões.
👉 QWERTYING: mesmo com juros altos, o mercado ainda financia grandes histórias de crescimento.
🧠 IA Corporativa
A Workiva destacou que 91% dos executivos veem melhora nas decisões financeiras com IA, enquanto 77% enxergam aumento de riscos operacionais e de governança.
👉 QWERTYING: a adoção da IA acelera, mas cresce a preocupação com controle e retorno financeiro.
📊 QWERTYING | Impacto no Brasil — Semana de 11/05/26 a 15/05/26
🧭 Leitura Geral — mercado perde tração após melhora externa
O mercado brasileiro atravessou uma semana de ajuste, refletindo a mudança parcial no ambiente global. A redução das tensões internacionais diminuiu o fluxo de capital para mercados emergentes, levando investidores estrangeiros a realizar lucros em ativos brasileiros. O Ibovespa perdeu força ao longo do período, devolvendo parte da valorização recente e voltando a operar mais próximo da região dos 177 mil pontos.
👉 QWERTYING: quando o cenário global melhora, o dinheiro especulativo reduz exposição ao Brasil e retorna para ativos considerados mais seguros.
💵 Dólar, inflação e Selic — cenário ainda delicado
O dólar mais comportado ajudou o real e reduziu parte da pressão sobre preços importados. Mesmo assim, a inflação doméstica continua limitando o espaço para uma queda mais acelerada dos juros.
O Banco Central mantém o discurso de continuidade gradual do ciclo de cortes da Selic. O mercado trabalha com possibilidade de novas reduções de 0,25 ponto percentual, levando a taxa de 14,50% para algo próximo de 13,75% ao final do ciclo. Já o câmbio permanece orbitando a faixa de R$ 5,00 por dólar.
👉 QWERTYING: o câmbio ajuda, mas a inflação continua sendo o principal freio para juros menores no Brasil.
🏗️ Construção civil — setor começa a sentir desgaste
As ações do setor imobiliário continuaram pressionadas durante a semana. O mercado passou a questionar a capacidade de manutenção dos níveis atuais de valuation após o forte rali dos últimos meses.
Empresas ligadas à construção civil e incorporação sofreram realizações mais intensas, refletindo um ambiente de juros ainda elevados, menor liquidez e redução do apetite ao risco.
👉 QWERTYING: o investidor começa a perceber que o setor pode ter antecipado crescimento demais nos preços das ações.
🌍 Fluxo estrangeiro — Brasil segue dependente do humor global
A movimentação da semana mostrou novamente que o fluxo internacional continua extremamente tático. Em momentos de tensão global, o Brasil atrai capital pelos juros elevados e pelo peso das commodities. Porém, quando o ambiente externo melhora, parte relevante desse dinheiro deixa rapidamente o mercado brasileiro.
O resultado é aumento de volatilidade e movimentos mais bruscos na bolsa, mesmo sem mudanças significativas nos fundamentos internos.
👉 QWERTYING: o investidor estrangeiro ainda opera o Brasil mais como oportunidade de curto prazo do que aposta estrutural.
⚖️ Conclusão — seletividade passa a dominar o mercado
O movimento recente não caracteriza deterioração estrutural da economia brasileira, mas sim uma reacomodação de expectativas e fluxo financeiro global.
O mercado entra em uma fase mais seletiva, favorecendo empresas com geração de caixa sólida, menor endividamento e maior capacidade de atravessar períodos de desaceleração financeira.
👉 QWERTYING: os fundamentos permanecem relativamente estáveis — mas o mercado brasileiro continua extremamente sensível ao cenário internacional.
No período de swing trade entre 11/05/26 e 15/05/26, das cinco posições da carteira apenas uma encerrou com desempenho positivo, refletindo o ambiente de maior volatilidade diante dos eventos geopolíticos que vêm influenciando o mercado:
• BRBI11: 0,46%
Quatro ativos apresentaram desempenho negativo:
• PETR4: -0,89%
• SBSP3: -6,75%
• AXIA6: -6,81%
• AXIA3: -6,94%
Com a diversificação previamente estruturada, a carteira ante ao pessimismo predominante, sofreu prejuízo consolidado de 3,70% na semana.
Desempenho no ano — até 15 de maio de 2026
No acumulado de 2026, as operações QWERTYING de swing trade apresentam valorização de +10,23%. Apesar do resultado positivo, o desempenho alcançou um empate ante ao Ibovespa, que avançou +10,33% no ano.
A diferença de cerca de 0,10 ponto percentual em relação ao índice reflete momentos de maior volatilidade e ajustes táticos ao longo do ano. Ainda assim, a estratégia permanece consistente do ponto de vista operacional, com expectativa de recuperação de performance nos próximos ciclos.
Conclusão | QWERTYING
Reiteramos nosso compromisso em identificar as melhores oportunidades na B3, combinando:
- Análise técnica rigorosa;
- Leitura de fluxo;
- Gestão disciplinada de risco;
- Ajustes táticos bem executados.
Nossa estratégia permanece sólida para capturar valor à medida que o mercado reencontra seu equilíbrio. Manteremos atenção constante ao fluxo estrangeiro, à política monetária e aos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil, BRICS e Estados Unidos — vetores que atualmente são cruciais para a formação de preços e a próxima direção do mercado.
Demonstração Gráfica Swing Trade janeiro26 a maio26

📊 QWERTYING | Análise Detalhada — 5 Ações que mais se desvalorizaram e ainda mantém o Potencial de Recuperação na B3
A equipe QWERTYING acompanha de forma contínua um universo de 40 empresas listadas na B3. Dentro desse radar, alguns ativos atravessaram longos ciclos de queda desde 2022 e hoje começam a apresentar assimetria positiva, cenário típico de oportunidades para investidores com visão de médio e longo prazo. A leitura não é de euforia, mas de possível recuperação cíclica em ativos descontados.
⚡ Cosan (CSAN3) — Turnaround de infraestrutura
📉 Queda acumulada: –79% em 53 meses
📊 Média mensal: –1,5%
Holding estratégica com presença em energia, logística e infraestrutura. A forte correção de preço elevou o risco, mas também ampliou o potencial de retorno caso o ciclo operacional volte a ganhar tração.
➡️ Leitura QWERTYING: fundamentos relevantes, preço deprimido e perfil típico de turnaround — ativo para investidores tolerantes à volatilidade.
Axia Energia (AXIA3) — Dinâmica das chuvas e Preço da Energia
📉 Queda acumulada: –8% em 7 meses
📊 Média mensal: –1,2%
O bom retorno da Axia Energia (antiga Eletrobras) depende fundamentalmente do comportamento dos preços de energia no curto prazo, da distribuição de suas reservas bilionárias de lucros e da melhora contínua na governança corporativa após a privatização
➡️ Leitura QWERTYING: O destravamento de valor depende de como a empresa irá remunerar os acionistas com suas reservas bilionárias, bem como das estratégias de recompra de ações.
👟 Grupo SBF (SBFG3) — Sensível aos juros
📉 Queda acumulada: –50% em 53 meses
📊 Média mensal: –0,9%
Atuando no segmento esportivo, a companhia tende a se beneficiar de um ambiente de crédito mais barato e maior consumo doméstico.
➡️ Leitura QWERTYING: melhora potencial ligada à queda da Selic e à recuperação do consumo — ativo de ciclo econômico.
🏗️ Lojas Renner (LREN3) — Sensível aos juros
📉 Queda acumulada: –41% em 53 meses
📊 Média mensal: –0,8%
A Renner vem caindo mês a mês, em linha com o setor de vestuário e pela possível alteração na legislação fiscal. Ainda assim, mantemos confiança na tese para o ano, com espaço para expansão de margem, boa geração de caixa e valuation atrativo.
➡️ Leitura QWERTYING: empresa madura, exposta ao ciclo do mercado brasileiro.
🌾 Telefônica Brasil (VIVT3) — Telecomunicações
📉 Queda acumulada: –26% em 53 meses
📊 Média mensal: –0,5%
A Vivo demonstra margens fortes (EBITDA de 41%) e liderança no segmento pós-pago, sendo vista como boa pagadora de dividendos.
➡️ Leitura QWERTYING: ativo em que vai crescer com vulnerabilidade de seus concorrentes no setor.
🔎 Síntese QWERTYING
Os cinco ativos compartilham um ponto comum:
➡️ longos ciclos de queda
➡️ preços descontados
➡️ potencial de recuperação condicionado ao ambiente macro
Não são papéis de curto prazo — são posições que exigem paciência, disciplina e gestão de risco.
📌 Conclusão QWERTYING
O mercado atual premia seletividade. Em ciclos de transição, ativos descontados podem oferecer assimetrias interessantes, desde que o investidor entenda que recuperação não é linha reta — é processo.
A seguir – Ações com forte valorização — hora de revisar posição
Cinco ativos que entregaram retornos expressivos e entram no radar para realização parcial de lucro ou rebalanceamento da carteira:
Aura Minerals (AURA33): +776% em 53 meses ou 14,7% mensal
Moura Dubeux (MDNE3): +435% em 53 meses ou 8,2% mensal
Cury S/A (CURY3): +355% em 53 meses ou 6,7% mensal
Copasa (CSMG3): +326% em 53 meses ou 6,1% mensal
Sabesp (SBSP3): +263% em 53 meses ou 5,0 mensal
👉 QWERTYING: ganhos fortes pedem disciplina. Lucro não realizado não é lucro. Não esqueça disso: “Camarão que dorme, a onda leva!”
Operações “Swing Trade” Semanais.
| ESCOLHAS “QWERTYING” – 15/05/26 – recomendações e oportunidades para comprar na segunda-feira (18/05) e vender na quinta-feira (22/05) “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo: | |||||
| ATIVOS | Data | Preço de Entrada | Preço Alvo | Potencial de valorização | |
| 1 | CSAN3 | 18/05/26 | 4,41 | 9,00 | 104,08% |
| 2 | RENT3 | 18/05/26 | 42,90 | 62,00 | 44,52% |
| 3 | TOTS3 | 18/05/26 | 31,14 | 50,50 | 62,17% |
| 4 | SAPR11 | 18/05/26 | 37,66 | 45,90 | 21,88% |
| 5 | EQTL3 | 18/05/26 | 38,59 | 58,80 | 52,37% |
Conclusão | Leitura QWERTYING
O ambiente financeiro atual é dinâmico, mutável e pouco tolerante a improvisos. Nesse contexto, adaptabilidade contínua deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para geração de valor e controle de risco. Acompanhar tendências, entender novos instrumentos e ajustar estratégias não é opção — é parte do jogo.
É fundamental reforçar: desempenho passado não garante retorno futuro. A trajetória da carteira QWERTYING desde janeiro de 2022 reflete método e disciplina, mas os preços seguem sujeitos a múltiplos vetores — macroeconomia, política, geopolítica e eventos extraordinários — capazes de alterar o cenário de forma abrupta.
Investir em renda variável exige postura informada, critério técnico e disciplina operacional. O apoio de profissionais especializados contribui para alinhar decisões ao perfil de risco, ao horizonte de investimento e aos objetivos patrimoniais de cada investidor.
O momento atual oferece valuations seletivamente atrativos, sobretudo para quem pode trabalhar com horizonte de 12 a 24 meses. Ainda assim, o processo demanda paciência, monitoramento constante e disposição para ajustar posições sempre que a relação risco–retorno deixar de ser favorável.
Reiteramos: as informações aqui apresentadas têm caráter informativo, não configurando recomendação definitiva de investimento. O mercado envolve riscos inerentes, e decisões devem ser tomadas com consciência e preparo.
A volatilidade — parte estrutural dos mercados — reforça a importância da atualização permanente e da consulta a fontes confiáveis. Informação sem filtro gera ruído; informação com método gera decisão.
Participar da B3 ou de mercados internacionais implica riscos relevantes, mas também oportunidades expressivas. Em um ambiente complexo, prudência aliada ao conhecimento contínuo é o que separa estratégia de aposta.
👉 QWERTYING não promete atalhos. Entrega método, leitura e disciplina.
Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”
Empresas brasileiras enfrentam ambiente desafiador, mas algumas mostram sinais de resiliência
Em meio a um cenário macroeconômico pressionado por juros elevados, consumo retraído e incertezas fiscais, diversas empresas brasileiras vêm ajustando suas estratégias para manter a competitividade. A equipe da QWERTYING acompanha de perto o desempenho de 40 companhias listadas na B3 e destaca, a seguir, duas que merecem atenção: uma pelo bom posicionamento estratégico e outra pelos riscos e oportunidades de turnaround.
Cosan (CSAN3):
A Cosan teve um início de ano difícil. Em fevereiro de 2025, reportou prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no trimestre, impactado por baixas contábeis de R$ 4,7 bilhões relacionadas ao investimento na Vale, além de uma provisão de R$ 2,9 bilhões para imposto de renda diferido. A alavancagem da companhia aumentou: a cobertura de juros caiu para 1,1x, abaixo do 1,2x observado no trimestre anterior — reflexo de menores fluxos de dividendos e aumento dos custos financeiros. Em março, as ações da Cosan eram negociadas a R$ 7,76, acumulando uma queda de 50,85% em 12 meses. Os múltiplos reforçam o momento delicado: P/L negativo de -1,54, P/VP de 0,37 e Dividend Yield de 5,81%. Apesar das dificuldades, analistas apontam que o preço descontado pode atrair investidores dispostos a apostar em uma recuperação de longo prazo. (Fonte: InfoMoney)
SLC Agrícola (SLCE3)
Fundada em 1945, na Cidade de Horizontina (RS), por três famílias de imigrantes alemães, aSLC foi pioneira na implementação da agricultura mecanizada no Brasil, utilizando maquinário agrícola de alta tecnologia. Ao longo dos anos, o foco dos investimentos em terras agricultáveis passou para as regiões Nordeste e Centro-Oeste, onde a companhia tem maior atuação até hoje. Trata-se da melhor empresa do agronegócio brasileiro.
Equipe QWERTYING, 15 de maio de 2026



