As Melhores Oportunidades na B3 | QWERTYING – Edição da 4ª Semana de abril de 2026

Caro leitor,

📈 QWERTYING | Radar do Mercado — Semana de 13/04/26 a 17/04/26.

📊 QWERTYING | Radar Global — Semana de Euforia e Reprecificação

As bolsas globais encerraram a semana em alta consistente, renovando máximas históricas e reforçando o apetite por risco. O movimento foi puxado principalmente por tecnologia e crescimento, com o S&P 500 avançando 1,2% na sexta-feira e o Nasdaq Composite subindo 1,5%. O Dow Jones Industrial Average também ganhou força, com alta de 1,8% (+868 pontos), aproximando-se do nível simbólico de 50 mil pontos. A leitura predominante é de continuidade do fluxo para renda variável, sustentado por liquidez e confiança no crescimento.

No campo geopolítico, houve um alívio relevante. O Irã indicou que o Estreito de Ormuz está novamente aberto ao tráfego comercial durante o período de cessar-fogo, sinalizando redução do risco imediato sobre a oferta global de petróleo. Apesar disso, o mercado ainda adota postura cautelosa: transportadores marítimos aguardam garantias concretas de segurança antes de retomar plenamente as operações. A percepção é de melhora no curto prazo, mas sem eliminação do risco estrutural.

Esse alívio se refletiu diretamente no mercado de energia. Os preços do petróleo recuaram de forma expressiva, com o Brent caindo cerca de 9%, para a região de US$ 90 por barril, enquanto o WTI recuou 11%, abaixo de US$ 84. O movimento indica uma rápida retirada do prêmio de risco geopolítico, típica de momentos em que há sinalização de normalização nas rotas de oferta.

No setor industrial, especialmente no segmento químico, houve forte realização. Empresas como LyondellBasell Industries e Dow Inc. registraram quedas superiores a 10%, devolvendo ganhos recentes. Essas companhias haviam sido beneficiadas pela disrupção nas cadeias de suprimento e pela alta dos preços, cenário que agora começa a se reverter com a melhora logística.

Já no setor de tecnologia, o destaque negativo ficou para a Netflix. A empresa divulgou projeções de receita e lucro operacional abaixo das expectativas para o segundo trimestre, o que levou suas ações a recuarem quase 10%. O episódio reforça um ponto importante: o mercado segue seletivo e exigente, penalizando rapidamente qualquer frustração em relação ao consenso.

A leitura final da semana aponta para uma mudança de vetor no curto prazo. A redução do risco geopolítico, combinada com a queda do petróleo, contribui para aliviar pressões inflacionárias globais e sustentar o movimento positivo das bolsas. Ainda assim, o cenário permanece sensível a novos eventos externos, o que exige cautela na interpretação da continuidade dessa tendência.

📊 QWERTYING | Versão dos Fatos — Impacto na Bolsa Brasileira

📅 Semana: 13/04/26 a 17/04/26

🧭 Leitura Geral — queda apesar do alívio externo

A semana trouxe um aparente paradoxo: mesmo com melhora no cenário global, a bolsa brasileira não conseguiu sustentar a recuperação e terminou em queda. O ambiente internacional caminhou para uma reconfiguração relevante, com redução de tensões no Oriente Médio e recomposição parcial dos ativos globais — inclusive com os índices americanos voltando a níveis próximos ou superiores aos observados antes do agravamento do conflito. Ainda assim, o Ibovespa não acompanhou esse movimento, refletindo fragilidades internas e limitações no fluxo.

👉 QWERTYING: o mundo ajudou — mas o Brasil não conseguiu acompanhar.

📉 Juros — suporte insuficiente

O corte de 0,25 p.p. na taxa de juros continua atuando como elemento de suporte, mas mostrou-se insuficiente para sustentar a bolsa no curto prazo. O efeito positivo sobre valuation e setores domésticos permanece, porém com impacto limitado diante de um ambiente ainda cauteloso. Consumo, varejo e bancos até ensaiaram reação, mas sem força para sustentar o índice como um todo.

👉 QWERTYING: juros seguram — mas não impedem a queda.

🏭 Atividade & Inflação — neutro que não convence

A atividade econômica segue em recuperação gradual, enquanto a inflação permanece sob controle, porém ainda sensível. Esse cenário neutro deixou de ser um suporte efetivo e passou a ser apenas um pano de fundo insuficiente para atrair fluxo relevante. Sem surpresa positiva, o mercado careceu de argumentos para sustentar posições compradas.

👉 QWERTYING: o doméstico não piora — mas também não sustenta.

🌍 Cenário Externo — ajuda parcial, sem transmissão completa

Apesar da acomodação do petróleo, da melhora na percepção de risco global e da expectativa de menor pressão sobre juros internacionais, o impacto positivo não foi totalmente transmitido ao Brasil. Parte do fluxo para emergentes ocorreu de forma seletiva, e o mercado local acabou ficando à margem desse movimento em alguns momentos da semana.

👉 QWERTYING: o vento externo melhorou — mas não empurrou o Brasil.

📈 Fluxo & Bolsa — saída e fraqueza estrutural

O comportamento do fluxo foi determinante para a queda. A ausência de entrada consistente de capital estrangeiro, somada a ajustes técnicos e realização de lucros, pressionou o Ibovespa. Setores domésticos não conseguiram sustentar a recuperação, enquanto papéis mais líquidos sofreram com redução de exposição.

👉 QWERTYING: sem fluxo, não há alta — e a bolsa sentiu.

⚖️ Leitura Final — fragilidade exposta

A queda da bolsa na semana evidencia que, mesmo em um ambiente global mais favorável, o mercado brasileiro ainda depende de gatilhos mais claros — seja de fluxo, seja de melhora estrutural doméstica. O suporte dos juros e a estabilidade macro ajudam, mas não são suficientes para sustentar uma tendência de alta isoladamente.

👉 QWERTYING FINAL: o mundo melhorou — mas a bolsa caiu, mostrando que ainda falta força interna para sustentar o movimento.

Comportamento das Ações da Carteira

No swing trade do período de 13/04/26 a 17/04/26, das cinco posições da carteira, duas encerraram no campo positivo, refletindo um cenário precificação ante aos acontecimentos geopolíticos, e que influenciam o mercado:

  • MDNE3: +2,22%
  • EUCA4: +1,50%

Três ativos apresentaram desempenho negativo:

  • SMFT3: -1,11%
  • PRIO3: -8,85%
  • SAPR11: -10,10%

A diversificação estratégica, permitiu que a carteira acompanhasse o movimento do mercado mitigando maiores perdas e resultou em um prejuízo de -3,28% no período.

Desempenho no Ano — até 17 de abril de 2026

No acumulado de 2026, as operações QWERTYING “Swing Trade” registram uma alta de +15,73%, um desempenho superior ao do Ibovespa, que avançou +20,11% no mesmo período.

A diferença de aproximadamente 4,38 pontos percentuais abaixo do índice, reflete episódios de volatilidade e ajustes táticos realizados neste ano, mantendo a estratégia dentro de uma zona saudável de coerência operacional.

Conclusão | QWERTYING

Reiteramos nosso compromisso em identificar as melhores oportunidades na B3, combinando:

  • Análise técnica rigorosa;
  • Leitura de fluxo;
  • Gestão disciplinada de risco;
  • Ajustes táticos bem executados.

Nossa estratégia permanece sólida para capturar valor à medida que o mercado reencontra seu equilíbrio. Manteremos atenção constante ao fluxo estrangeiro, à política monetária e aos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil, BRICS e Estados Unidos — vetores que atualmente são cruciais para a formação de preços e a próxima direção do mercado.

Demonstração Gráfica Swing Trade janeiro26 a abril26

📊 QWERTYING | Análise Detalhada — 5 Ações com Potencial de Recuperação na B3

A equipe QWERTYING acompanha de forma contínua um universo de 40 empresas listadas na B3. Dentro desse radar, alguns ativos atravessaram longos ciclos de queda desde 2022 e hoje começam a apresentar assimetria positiva, cenário típico de oportunidades para investidores com visão de médio e longo prazo. A leitura não é de euforia, mas de possível recuperação cíclica em ativos descontados.

⚡ Cosan (CSAN3) — Turnaround de infraestrutura

📉 Queda acumulada: –75% em 52 meses

📊 Média mensal: –1,5%

Holding estratégica com presença em energia, logística e infraestrutura. A forte correção de preço elevou o risco, mas também ampliou o potencial de retorno caso o ciclo operacional volte a ganhar tração.

➡️ Leitura QWERTYING: fundamentos relevantes, preço deprimido e perfil típico de turnaround — ativo para investidores tolerantes à volatilidade.

🛡️ IRB Brasil Resseguros (IRBR3) — Reação depende do ciclo

📉 Queda acumulada: –49% em 52 meses

📊 Média mensal: –0,9%

Empresa de seguros e resseguros com escala nacional, ainda carregando os efeitos de ciclos macroeconômicos adversos.

➡️ Leitura QWERTYING: papel penalizado pelo ambiente macro, mas com estrutura para reagir caso o cenário econômico e institucional avance em reformas e estabilidade.

👟 Grupo SBF (SBFG3) — Sensível aos juros

📉 Queda acumulada: –36% em 52 meses

📊 Média mensal: –0,7%

Atuando no segmento esportivo, a companhia tende a se beneficiar de um ambiente de crédito mais barato e maior consumo doméstico.

➡️ Leitura QWERTYING: melhora potencial ligada à queda da Selic e à recuperação do consumo — ativo de ciclo econômico.

🏗️ Gerdau (GGBR4) — Base industrial sólida

📉 Queda acumulada: –22% em 52 meses

📊 Média mensal: –0,4%

Gigante do setor de metais e mineração, com forte presença em aço, construção e engenharia, além de escala internacional e base operacional robusta.

➡️ Leitura QWERTYING: empresa madura, exposta ao ciclo global de infraestrutura e commodities — perfil defensivo dentro do setor industrial.

🌾 Telefônica Brasil (VIVT3) — Telecomunicações

📉 Queda acumulada: –15% em 52 meses

📊 Média mensal: –0,3%

A Vivo demonstra margens fortes (EBITDA de 41%) e liderança no segmento pós-pago, sendo vista como boa pagadora de dividendos.

➡️ Leitura QWERTYING: ativo em que vai crescer com vulnerabilidade de seus concorrentes no setor.

🔎 Síntese QWERTYING

Os cinco ativos compartilham um ponto comum:

➡️ longos ciclos de queda

➡️ preços descontados

➡️ potencial de recuperação condicionado ao ambiente macro

Não são papéis de curto prazo — são posições que exigem paciência, disciplina e gestão de risco.

📌 Conclusão QWERTYING

O mercado atual premia seletividade. Em ciclos de transição, ativos descontados podem oferecer assimetrias interessantes, desde que o investidor entenda que recuperação não é linha reta — é processo.

A seguir – Ações com forte valorização — hora de revisar posição

Cinco ativos que entregaram retornos expressivos e entram no radar para realização parcial de lucro ou rebalanceamento da carteira:

Aura Minerals (AURA33): +1.174% em 52 meses ou 21,9% mensal

Moura Dubeux (MDNE3): +549% em 52 meses ou 10,6% mensal

Copasa (CSMG3): +372% em 52 meses ou 7,2% mensal

Sabesp (SBSP3): +322% em 52 meses ou 6,2% mensal

Direcional (DIRR3): +281% em 52 meses ou 5,4% mensal

👉 QWERTYING: ganhos fortes pedem disciplina. Lucro não realizado não é lucro. Não esqueça disso: “Camarão que dorme, a onda leva!”

Operações “Swing Trade” Semanais.

ESCOLHAS “QWERTYING” – 10/04/26 – recomendações e oportunidades para comprar na segunda-feira (13/04) e vender na sexta-feira (17/04) “swing trade”, alocação de 20% do valor total disponível em cada um dos ativos que seguem abaixo:
ATIVOSDataPreço de EntradaPreço AlvoPotencial de valorização
1SAPR1120/04/2640,8545,9012,36%
2PRIO320/04/2661,6664,003,80%
3WEGE320/04/2648,6548,00-1,34%
4CSAN320/04/265,259,0071,43%
5PETR420/04/2646,2247,001,69%

Conclusão | Leitura QWERTYING

O ambiente financeiro atual é dinâmico, mutável e pouco tolerante a improvisos. Nesse contexto, adaptabilidade contínua deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para geração de valor e controle de risco. Acompanhar tendências, entender novos instrumentos e ajustar estratégias não é opção — é parte do jogo.

É fundamental reforçar: desempenho passado não garante retorno futuro. A trajetória da carteira QWERTYING desde janeiro de 2022 reflete método e disciplina, mas os preços seguem sujeitos a múltiplos vetores — macroeconomia, política, geopolítica e eventos extraordinários — capazes de alterar o cenário de forma abrupta.

Investir em renda variável exige postura informada, critério técnico e disciplina operacional. O apoio de profissionais especializados contribui para alinhar decisões ao perfil de risco, ao horizonte de investimento e aos objetivos patrimoniais de cada investidor.

O momento atual oferece valuations seletivamente atrativos, sobretudo para quem pode trabalhar com horizonte de 12 a 24 meses. Ainda assim, o processo demanda paciência, monitoramento constante e disposição para ajustar posições sempre que a relação risco–retorno deixar de ser favorável.

Reiteramos: as informações aqui apresentadas têm caráter informativo, não configurando recomendação definitiva de investimento. O mercado envolve riscos inerentes, e decisões devem ser tomadas com consciência e preparo.

A volatilidade — parte estrutural dos mercados — reforça a importância da atualização permanente e da consulta a fontes confiáveis. Informação sem filtro gera ruído; informação com método gera decisão.

Participar da B3 ou de mercados internacionais implica riscos relevantes, mas também oportunidades expressivas. Em um ambiente complexo, prudência aliada ao conhecimento contínuo é o que separa estratégia de aposta.

👉 QWERTYING não promete atalhos. Entrega método, leitura e disciplina.Escolhas da Equipe “Carteira QWERTYING”

Empresas brasileiras enfrentam ambiente desafiador, mas algumas mostram sinais de resiliência

Em meio a um cenário macroeconômico pressionado por juros elevados, consumo retraído e incertezas fiscais, diversas empresas brasileiras vêm ajustando suas estratégias para manter a competitividade. A equipe da QWERTYING acompanha de perto o desempenho de 40 companhias listadas na B3 e destaca, a seguir, duas que merecem atenção: uma pelo bom posicionamento estratégico e outra pelos riscos e oportunidades de turnaround.

Cosan (CSAN3):

A Cosan teve um início de ano difícil. Em fevereiro de 2025, reportou prejuízo líquido de R$ 9,3 bilhões no trimestre, impactado por baixas contábeis de R$ 4,7 bilhões relacionadas ao investimento na Vale, além de uma provisão de R$ 2,9 bilhões para imposto de renda diferido. A alavancagem da companhia aumentou: a cobertura de juros caiu para 1,1x, abaixo do 1,2x observado no trimestre anterior — reflexo de menores fluxos de dividendos e aumento dos custos financeiros. Em março, as ações da Cosan eram negociadas a R$ 7,76, acumulando uma queda de 50,85% em 12 meses. Os múltiplos reforçam o momento delicado: P/L negativo de -1,54, P/VP de 0,37 e Dividend Yield de 5,81%. Apesar das dificuldades, analistas apontam que o preço descontado pode atrair investidores dispostos a apostar em uma recuperação de longo prazo. (Fonte: InfoMoney)

IRB Brasil RE (IRBR3)

O IRB Brasil RE é uma empresa especializada em resseguro. Em termos gerais, a empresa assume o compromisso de indenizar outras seguradoras por prejuízos que possam ocorrer em decorrência de suas apólices. Em troca recebe parte dos prêmios. O ressegurador ainda dispõe de um recurso chamado retrocessão, pelo qual repassa parte das responsabilidades que assumiu para outro ressegurador, com o objetivo de proteger seu patrimônio

Atuando com foco na América Latina, o IRB também está presente na Europa, África, Ásia, Oriente Médio e América do Norte. Suas linhas de negócios incluem setores como Riscos Aeronáuticos, Riscos de Engenharia, Óleo e Gás, Linhas Financeiras, entre outros.

Fundada como estatal em 1939, a empresa se chamava apenas Instituto de Resseguros do Brasil. Em 1996 tornou-se uma sociedade de economia mista e passou a se chamar IRB Brasil Resseguros S.A. Em 2007 o IRB perdeu o monopólio de mercado e em 2013 foi privatizado.

Equipe QWERTYING, 17 de abril de 2026

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